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26 de março de 2014

Eis um prato que engana pela cara de sofisticação mas que não é nada mais que uma roupagem nova para o nosso bom bife de cada dia. Os vegetarianos e veganos que me perdoem (e vamos deixar de lado toda aquela discussão filosófica a respeito do consumo ou não consumo de carne, ou as disputas econômicas em relação a quem agride mais o meio ambiente, a carne ou a soja, ou ainda a religião,  a nutrição e os blablablás), mas continuando... eles que me perdoem, mas um bom e suculento pedaço de carne é fundamental na minha vida. Já diz o histórico do blog, cuja maior parte trata de receitas com carne. Talvez essa minha predileção seja histórico cultural - resultado de ter nascido e sido criada no estado do Matogrosso do Sul,  cuja principal atividade econômica é a pecuária; talvez seja afetiva, por ter tido um pai que será sempre o melhor churrasqueiro do mundo! Talvez seja só uma questão de gosto mesmo, já que minha irmã não gosta muito de carne (e eu ainda não entendo o porque dela se matar de tanto comer quando eu preparo) e fomos criadas no mesmo lugar e pelas mesmas pessoas. Independentemente dos motivos, a realidade é clara.

Às vezes uma nova versão é necessária.  Tanto para aquele momento em que você está um pouco enjoada de comer sempre a mesma coisa, ou aquele dia em que a lombriga está assanhada por algo diferente, ou ainda para os dias em que tem visita em casa e você quer impressionar.  Então aqui vai a receitinha de hoje. O filé pode ser o do seu gosto - ou bolso. O único critério é que seja macio e sem nervuras - pode ser fraldinha, alcatra, maminha, filé mignon, entrecote ou contra filé. Um pouquinho de gordura cai bem, para que a carne não fique tão seca! Sem falar que o ponto normalmente é com aquele rosinha suculento por dentro - mas nada impede de você comer o seu bem passadinho, só cuidado para não transformar um bom filé em um pedaço duro e seco!

Ingredientes:
  • 4 filés com mais ou menos 2, 5 cm de espessura
  • 2/3 xic. de mostarda de Dijon
  • 2/3 xic. de folhas de manjericão de folha larga
  • 1 colher de café de pimenta rosa em grãos
  • 5 colheres de azeite de oliva
  • 4 colheres de água
  • 5 colheres de mel
  • 8 castanhas de caju torradas
  • Sal
  • Pimenta do reino
  • Azeite para preparar os filés

1. Tempere os filés com sal e pimenta do reino. Reserve.
2. Bata no liquidificador ou em um mini processador a mostarda, o mel, o azeite, a pimenta rosa, a água e o manjericão. Reserve. (Se você fizer pouca quantidade do molho, vai acabar tendo que ficar inclinando como uma louca...).
3. Coloque um fio de azeite em uma frigideira/grellha já aquecida e deite os filés - faça primeiro um lado e depois o outro, não fique virando o coitado de lado a cada minuto que não há bifinho que não vire sola com tanta viração. Retire quando atingir o ponto que você preferir (para mim, mal passado, rosadinho e suculento).
4. Despeje o molho em uma travessa para servir - ou já direto no prato que irá a mesa. Disponha o filé sobre o molho. Triture as castanhas e salpique sobre os filés.  Sirva imediatamente, pois a carne logo começa a soltar suco. Eu servi com arroz branco e salada de rúcula - e ficou maravilhoso! Outra versão é fazer com frango - tempere os filés (dessa vez, finos) de frango com mostarda e sal, grelhe, coloque sobre o mesmo molho e salpique com a castanha... hummm!!!

Esqueci de tirar a foto com o filé costado... kkkk... é porque estava bom demais!
Perceba que, apesar da bordinha dar uma cara de cru, ele estava rosadinho apenas - e suculento. 

25 de novembro de 2013

Essa salada é uma das coisas mais simples e mais deliciosas que se pode imaginar! Originária de Capri, ilha no litoral oriental da Itália - no golfo de Napoli, para ser mais preciso - ela conta com ingredientes bem típicos da cozinha caseira da Itália: tomate, manjericão, azeite e a mozzarela di bufala (especialidade da região de Napoli). Não há grandes segredos, apenas se deve ter um carinho todo especial pelos ingredientes... o tomate deve estar maduro, mas firme; o manjericão deve estar fresco; o azeite extra virgem, de qualidade; e deve-se usar mozzarella di bufala, e não queijo amarelo feito com leite de vaca. 

Originalmente, essa salada é temperada apenas com azeite, orégano e, se desejado, uma pitada de sal na hora de servir, para não soltar o suco do tomate. Mas é muito comum vê-la por aí acompanhada de aceto balsâmico, mas isso é mais americano do que italiano. E essa combinação singela gera um efeito tão bom nas papilas gustativas (e também nas narinas rs) que acaba indo parar também em pizzas, massas... Na região de Napoli é comum encontrá-la também como insalata tricolore, tendo essa versão muitas vezes a adição de abacate.


Ingredientes:
  • 2 bolas grandes de mozzarella de bufala (se usar das pequenas, coloque metade para cada fatia de tomate)
  • 2 tomates maduros e firmes (os meus eram pequenininhos, daqueles italianos compridinhos)
  • um punhado de manjericão fresco
  • azeite de oliva
  • sal

1. Para fazer e montar é super simples: corte o tomate em rodelas não muito finas (com mais ou menos 7mm). Faça o mesmo com a mozzarella, caso você tenha adquirido daquelas que vem em bolas grandes. Se for em bolinhas, pode só cortar ao meio mesmo ou então deixar sem cortar. Intercale o tomate, a mozzarella e as folhas frescas de manjericão. Depois é só regar com azeite e salpicar orégano! Caso queira um pouco de sal, deixe para colocar na hora de comer, para não fazer o tomate soltar água.  

Um sabor suave que preenche toda a boca... hummm...

31 de outubro de 2013

Quando o tempo começa a mudar as saladas aqui em casa começam a ganhar outra cara - os legumes dão lugar às folhas e os cozidos, aos crus. E para escapar do "azeite-e-sal" do dia-a-dia, sempre acabo tendo que fazer um molhinho especial aqui ou outro acolá, ou mesmo comendo tudo sem nada mesmo. A ideia deste aqui surgiu já há muito tempo, quando eu ainda estudava francês e a nossa professeur dava alguns jantares e nos ensinava a servir à francesa. Com a salada, vinha um molhinho de mostarda e pêssego. Na época acabei não anotando a receita, mas os ingredientes me serviram de inspiração para tentar uma outra receita mais ou menos parecida.
Esse molhinho fica ótimo com folhas (alface - especialmente a americana, rúcula...) e também com tomate.

Ingredientes (para quase uma xícara de molho):
  • 1 1/2 metades de pêssego em calda
  • 2 colheres (chá) de mostarda de Djon
  • 1 colher (chá) de azeite
  • 50 ml de água
  • sal

1. Bata tudo no liquidificador! Se quiser um molhinho mais espesso, não adicione a água. Use mostarda de qualidade, quando se fala em mostarda Djon refere-se àquela que traz as sementes de mostarda moídas e preparadas com vinagre e outros condimentos - não é de forma alguma aquela amarela bem forte que normalmente usamos junto com o ketchup. Essa última é um condimento preparado com sabor artificial de mostarda e não dará o mesmo efeito nas receitas.


Pêssego e mostarda juntos formam um sabor agridoce e, mesmo sendo a mostarda forte, fica super suave!
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