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26 de outubro de 2014

O post de hoje (que era para ter saído ontem, mas o cansaço depois de ter dado 6h de aula não permitiu) é todo dedicado a um produto tão comum em nossas vidas e que teve e ainda tem muita importância econômica e cultural - ontem foi o dia do macarrão! Esse produto tem com base a farinha de cereais (especialmente o trigo), sal e água, podendo às vezes levar ovos ou óleo e tem a origem um tanto controversa - uns dizem que foi levada da China para a Itália por volta de 1295  por Marco Polo; outros apontam que estudos mostram que antes da viagem de Marco Polo à China já haviam relatos do consumo de uma massa similar na Itália e que há indícios que remontam ao consumo do macarrão já no séc. III a.C.; há ainda os que dizem que os árabes já consumiam uma massa seca chamada itrjia e que a teriam levado para a região da Sicília no séc. IX. 

Independente da origem, foram os italianos sem dúvida que espalharam a cultura do macarrão pelo mundo. Aqui no Brasil o consumo se intensificou com a vinda da imigrantes durante a guerra. É tão tradicionalmente italiano que há congressos, associações e, desde 1995, comemora-se o dia 25 de outubro como o dia mundial do macarrão!

A receita que eu trago para vocês hoje é uma receita de família. Minha nonna italiana fazia, meu pai fazia e agora eu faço. É super fácil e fica ainda melhor caso você tenha um cilindro ou uma máquina de cortar macarrão em casa. Eu herdei uma que era da minha vó e depois passou para o meu pai (rsrs na verdade, meu pai se apossou e consertou a maquininha que já estava parada há certo tempo e minha mãe, depois que meu pai faleceu, se recusou a devolver a maquininha e disse que era para mim kkkk), mas ela ainda está na casa da minha mãe, bem longe daqui, então fiz tudo no braço, no rolo de macarrão (que finalmente foi usado para fazer macarrão rs) e na faca. Só é preciso de um pouco de força no braço e paciência, mas o resultado compensa! A receita é de uma massa de ovos.

Para a massa do macarrão:

  • 500g de farinha de trigo
  • 6 ovos grandes 
  • 1 pitada de sal

1. Disponha a farinha peneirada em um recipiente, faça um buraquinho no meio, coloque o sal e os ovos. Bata os ovos e vá misturando a farinha. Depois é só sovar até ficar tudo homogêneo. Se os ovos forem pequenos, acrescente um pouquinho de água (uma colher de chá), mas só se preciso (os meus ovos eram tão gigantes que tive que acrescentar mais uma colher de farinha). Deixe descansar por uns 40 minutos, coberta com um pano úmido para a massa não ressecar.
2. Separe a massa em 4 ou 5 partes. Cilindre para tirar as bolhas ou então, acaso você use o rolo, faça o seguinte processo: abra a massa um pouquinho em uma superfície enfarinhada, dobre, estique um pouco, dobre, estique, dobre... faça isso umas 5 ou 6 vezes. Agora é só abrir a massa, bem fininha, com cerca de 1mm de espessura. Faça uma tira comprida e não muito larga, assim é mais fácil de controlar a espessura. Repita o processo com todas as partes (demorei nem meia hora). 
3. Deixe as tirar descansarem em um lugar arejado, até que elas comecem a secar e fiquem levemente esbranquiçadas. 
4. Se você tiver a maquininha de cortar, agora é só passar as massinhas pela máquina para cortá-las. Se você pretende cortá-las na faca, esfarinha super levemente as tirar, dobre-as e corte as tiras. Assim que terminar de cortar, separe-as e, de preferência, pendure-as em algum lugar para terminarem de secar. As minhas já estavam bem sequinhas, então só deixei um pouco mais em cima de mesa e depois separei em porções. Tive o rendimento de 780g de massa. Lá em casa ela já durou uma semana - não que tenha estragado depois disso, mas foi o quanto durou o estoque antes de comermos tudo rsrs.


Abra a massa bem fininha, com um 1mm de espessura, até ficar quase transparente.

Aqui a massa já cortada bem grosseiramente, justamente para ficar com cara de caseiro. Se quiser, corte  mais fininho e mais regular.

huummm yammy yammy! (p.s.: a toalha quadriculada vermelha não foi intencional!)

Aqui em montinho...

... e aqui já separado em porções, para facilitar guardar e cozinhar. 
Esse é meu paizinho e o varal de estender macarrão que ele mesmo inventou (agora ele deve estar fazendo muita macarronada lá no céu...) - era assim que costumávamos secar o macarrão lá em casa.


Preparada a massa? Agora vamos para o molho Alfredo!

Esse molho é a coisa mais simples do mundo! Uma simplicidade fantástica e genial e que dura já 3 gerações, desde que o chef Alfredo di Lelio criou o prato para sua esposa e depois passou a servi-lo em seu bistrô que havia sido inaugurado em 1910 em Roma. Virou o sucesso da casa e tornou o restaurante famoso, e desde a época de Alfredo ele ainda é feito da mesma forma, apesar de haverem diversas versões da receita por aí. O que dá destaque nesse prato é a qualidade dos ingredientes e há um truque básico: o prato em que será servido deve ser aquecido. 

Molho Alfredo (para 250g de macarrão):
  • 3 colheres (sopa) de manteiga de qualidade
  • 150g de queijo parmesão em pedaço
  • sal
  • uma colher de café de ervas de Provence

1. Cozinhe o macarrão em água salgada - não ´precisa de azeite, basta seguir a proporção de 1 litro de água para cada 100g de macarrão. 
2. Coloque os pratos nos quais será servido o macarrão em uma panela com água e ferva até eles estarem aquecidos. Ou, caso opte por colocar em uma só travessa, você pode ferver a água e despejar nela, ou ainda colocar água quente e levar ao forno ou ao microondas por alguns minutos. 
3. Rale o parmesão - compre o pedação do parmesão e rale em casa para garantir a qualidade. Muitas vezes os queijos já ralados possuem misturas ou já estão muito ressecados. Ralar em casa vai de certa forma garantir que o seu parmesão é mesmo parmesão.
4. Pegue o prato aquecido, coloque a manteiga (que vai começar a derreter lindamente!), sal, pitadinhas de ervas de Provence (cuidado, pois são muito forte!), coloque o macarrão e cubra com o parmesão. Se preferir, pode misturar já ou levar assim para a mesa, para que cada um misture o seu.


O parmesão é um queijo duro, então ele não vai derreter como a muçarela, ok?



11 de julho de 2014

Dia 10 de julho é comemorado o dia internacional da pizza! Apesar de não ser muito divulgado ou comemorado, já desde 1985 essa data é celebrada aqui em terras tupiniquins. Paixão mundial, existem diversas versões,  dependendo do público alvo - massa fininha,  crocante, massa pan (aquela fofinha que lembra um pão e que é encontrada na Pizza Hut ou em padarias que servem a pizza por pedaço para o nosso lanchinho da tarde), com borda recheada, doce, salgada, com pouco recheio, transbordando, com poucos ingredientes no recheio, parecendo um x-tudo... Já vi italiano dando chilique , dizendo que pizza de frango não era pizza e que nós brasilianos fazíamos muita mistura. Ora, a pizza é minha! Se os americanos podem pôr anchovas e os japoneses, KitKats de sabores duvidosos, por que não um frango desfiado?

A história dessa maravilha também fica nebulosa em um certo ponto. A massa, vinda de um pão, já era conhecida há pelo menso dois milênios no meio-oriente e na Grécia - muito similar ao pão pita dos indianos, ou o pão árabe. Dizem também que não era novidade nas casa italianas servir esse pão fininho com algum tipo de recheio ou com azeite. Mas foi em um momento específico, junho de 1889, da História que um pizzaiolo chamado Rafaele Esposito produziu uma pizza com tomate, mozzarela di bufala e manjericão que seria servida para a Rainha Margharita de Savoia, que estava de passagem pela cidade de Napole com o rei Umberto I.  A rainha aprovou essa delicinha que tinha as cores da bandeira do seu país e a pizza, além de ganhar o seu nome, foi impulsionada para, mais tarde, se tornar o que é hoje.

As versões e as mudanças foram tantas que em 1984 surgiu na Itália a Associazione Verace Pizza Napoletana, uma associoação que delimitava as regras para uma verdadeira pizza napolitana - desde ingredientes até o diâmetro. Em 2009 a União Européia deu à pizza napolitana o estatus Traditional Specialities Guaranteed, um selo que promove e protege produtos regionais e garante que apenas aqueles identificados pelo selo e que atendem minuciosamente as características estabelecidas podem ser identificados e comercializados como tais (veja o caso da Champagne e do queijo Gorgonzola e do aceto balsâmico)  Talvez um ato que pareça extremo, ilusório e desesperado para nós que levamos a criatividade na cozinha a sério,  mas que prova o amor e o orgulho de uma nação que disseminou o seu povo, a sua culinária e a sua cultura pelo mundo. 

Ingredientes:
  • 500g de farinha
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 10g de fermento biológico seco
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 350g de água morna
  • farinha e azeite para sovar

1. Misture o fermento biológico seco na água morna com o açúcar. Deixe por 5-10 minutos, até formar uma camada "cremosa" (fica com cara de espuma de capuccino).
2. Junte o azeite ao fermento. 
3. Misture a farinha e o sal. Acrescente o líquido reservado e misture bem. 
4. Sove a massa por uns 10 minutos em uma superfície enfarinhada, até ficar lisa. Divida a massa em 3 ou 4 bolinhas (para uma pizza formato grande, para ficar bem fininhas).
5. Unte uma travessa com o azeite, coloque as bolinhas, passe um pouquinho mais de azeite sobre cada uma e cubra com um pano úmido. Deixe crescer por 2h. Daí é só abrir e colocar o recheio que quiser! Também é possível pré-assar para usar a massa em outro dia, só não sei quanto tempo pode durar pois aqui em casa não consegui deixar passar de 2 dias... rsrs Se você tiver a pedra para assar em casa, melhor ainda. Eu não tenho (ainda! rs), então assei na assadeira comum de pizza mesmo. Cuidado para não assar demais, ou a massa ficará durinha. 

Margherita: passata de tomate, uma camada de muçarela comum, tomate, mozzarela di bufala e manjerião. 

Morango com chocolate: pré-asse a massa, cubra com chocolate e morango e volte ao forno até derreter o chocolate.

Queijo e milho: uma camadinha de passata de tomate, muçarela, milho e orégano. 

14 de fevereiro de 2014

Essa receita de hoje vai bem naqueles dias em que você está com pressa ou que queira fazer uma refeição sem carne. Além de ser baratinha! Normalmente o creme de milho é engrossado com amido de milho, mas eu adoro usar o cream cheese - fica uma cremosidade maravilhosa! Então aqui vai, sem mais delongas por hoje, a minha versão de creme de milho!

Ingredientes:
  • 2 caixinhas de creme de leite
  • 400g de milho escorrido (2 latinhas)
  • 1 cebola pequena picadinha
  • 2 colheres de cream cheese
  • orégano
  • 3 bolinhas de pimenta da Jamaica
  • azeite
  • sal
1. Bata o creme de leite com metade do milho no liquidificador. Peneire para tirar os resíduos de casca.
2. Em uma panela já aquecida, coloque um fio de azeite, a cebola e deixe amolecer. Junte o creme de leite batido com o milho e deixe ferver até reduzir.
3. Acrescente o restante do milho e deixe ferver mais um pouco. Adicione o cream cheese e misture bem - é ele que vai engrossar mais um pouco o seu creme!
4. Por fim, coloque o sal, o orégano, moa a pimenta da Jamaica e misture. Prontinho! Fica uma delícia com arroz branco e batata palha!




29 de janeiro de 2014

Desde que eu li aquele livro de Ervas e Especiarias meu sensor de compras anda mais afiado ainda... Ontem fui a uma loja de produtos naturais (e aqui em Maringá tem várias, Hallelujah!) com uma amiga e, enquanto me divertia percorrendo as prateleiras, encontrei umas coisinhas bem interessantes - para começar,  comprei os damascos que eu queria para fazer geleia para o recheio do bolo que eu quero fazer; encontrei também pimenta da Jamaica e acabei levando para casa também um pouquinho de arroz arbóreo (sem falar em um saco de bala de banana, nada natural...). Adoro passear por mercados e lojas de produtos naturais, é sempre uma ótima oportunidade para descobrir novas coisinhas e atacar a criatividade! 

Ingredientes:
Pimenta moída na hora!
  • 2 xic. arroz arbóreo
  • 4 xíc. água
  • 1/2 xíc. funghi secchi (usei o chileno)
  • 8 bolinhas de pimenta da jamaica
  • 2 xíc. queijo gruyère
  • 1/2 cebola branca picadinha (ou da dourada, sem problemas)
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • azeite
  • sal
1. Ferva a água e coloque em um recipiente com o funghi (ja lavado rapidamente) e deixe de molho por 20 minutos para hidratá-lo. Separe o funghi e reserve a água. 
2. Em uma panela já aquecida, coloque a manteiga e um fio de azeite. Doure a cebola e depois acrescente o arroz e refogue-o.
3. Salgue o caldo que foi usado para hidratar o funghi - tome cuidado, pois o queijo que será adicionado depois já é salgado.
4. Adicione o caldo ao arroz aos poucos: coloque uma concha do caldo e deixe cozinhar, quando secar, acrescente mais uma concha, até atingir o ponto.
5. Junte o funghi picadinho, moe a pimenta e junte também ao risoto - não compre especiarias já moídas, pois elas perdem as propriedades rapidamente, e às vezes outras coisas vem misturadas. Deixe o risoto no fogo por mais uns minutos, adicione o queijo e misture bem até ficar uniforme. Desligue e sirva imediatamente! Se preferir, use apenas 3 xícaras de agua para fazer o caldo e junte também uma xícara de vinho branco seco - aproveite e use o vinho para servir com o risoto!


16 de dezembro de 2013

Aquela massinha fininha, macia e sequinha, enrolada ou em leques (no caso das doces que eu faço), com um recheio delicioso... desde criança as panquecas atiçam o meu apetite. Lembro que minha mãe sempre fazia de carne moída - a massa fininha e a carne sequinha, sem molho, e ficavam maravilhosas! Depois de crescidinha, aprendi a fazer minhas próprias panquequinhas, e fui desenvolvendo receitas e recheios, técnicas de jogar a massa na frigideira e de virá-la jogando para cima. 

E uma dessas minhas receitinhas que ficaram bem famosas aqui na família (tanto que vez ou outra o pessoal acaba se reunindo só para que eu faça as panquecas) é com um recheio de legumes. Como há alguns vegetarianos na minha família, essa acaba sempre sendo uma boa opção quando eles aparecem para almoçar ou jantar.

Ingredientes:
  • 4 ovos
  • 2 xíc. farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) amido de milho
  • 2 xíc. leite (usei um que é zero lactose, mas qualquer leite serve)
  • 2 batatas médias picadinhas
  • 2 cenouras médias picadinhas
  • 1/2 xíc. de milho 
  • 1/2 xíc. de ervilha
  • 1/3 xíc. azeitonas picadinhas
  • 1 xíc de molho de tomate
  • 1/2 cebola picadinha
  • 2 colheres de creme de leite
  • sal 
  • orégano
  • ervas finas
  • azeite
1. Coloque a batata e a cenoura cozinhar com um pouquinho de sal até ficarem macias. Reserve.
2. Refogue a cebola no azeite, acrescente a batata e a cenoura cozidas, o milho, a ervilha e a azeitona. Misture delicadamente, para não amassar os legumes e acabar fazendo papa.
3. Coloque o molho de tomate, regule o sal e tempere com orégano e as ervas finas. Deixe o molho reduzir, adicione o creme de leite (ele deixará o molho mais suave) e desligue. Reserve.
4. Bata os ovos, a farinha, o leite e o amido no liquidificador. Adicione uma pitadinha de sal na massa. 
5. Para fritar a massa é necessária uma boa frigideira antiaderente. Com a frigideira inclinada, despeje um pouco de massa na parte superior e deixe escorrer, girando a frigideira para que a massa se espalhe totalmente. Quando estiver com as bordas tostadinhas e desgrudando, está na hora de virá-la. 
6. Depois da massa frita, basta colocar um pouco do recheio e enrolar. Se preferir, pode cobrir com um pouco de molho - eu preferi deixar sequinha por fora e suculenta por dentro. Fica maravilhoso também fazer uma camadinha de requeijão antes de colocar o recheio!
As minhas ficaram um pouco mais amarelinhas, pois coloquei uma colherinha de açafrão na massa... dá para usar também legumes ou verduras liofilizados (cenoura, beterraba, couve, espinafre...)

2 de dezembro de 2013

Essa é uma daquelas saladas super fáceis de fazer, com cara de casa de vó, e que ganham a gente pelo sabor e pela textura. Imaginem: o crocância do repolho, com a maciez do cogumelo... o sabor levemente adstringente do pepino com o adocicado das passas... Sensações diferentes que combinam super bem e ainda são ricas em vitaminas e nutrientes para o seu dia-a-dia - e ainda vem acompanhados de um molho (nem tão light) que completa, sem se sobrepor ao gosto dos vegetais... huumm...

Ingredientes: 
  • duas xíc. de repolho cortado em tirinhas bem fininhas
  • 1/2 lata de milho verde escorrido
  • 1/2 xíc. de passas (as minhas ainda estavam fresquinhas, então não precisei hidratá-las)
  • 3/4 xíc. de pepino japonês picado em cubos (com casca e tudo... use o japonês pela crocância e por liberar menos água)
  • 4 ou 5 cogumelos champignon laminados
  • 2 colheres (sopa) maionese
  • 3 colheres (sopa) creme de leite
  • 1 colher (café) de azeite
  • orégano
  • sal

1. É só formas as camadas: deite o repolho, cubra com o milho, o pepino, as passas e, no final, os cogumelos. 
2. Para o molhinho, misture a maionese, o creme de leite, o azeite, orégano e sal. Bata com um fouet até formar um creme liso. Eu deixei em um recipiente separado, para cada um colocar a quantidade que quiser, mas, se preferir, você pode já servir com o molho misturado.


25 de novembro de 2013

Essa salada é uma das coisas mais simples e mais deliciosas que se pode imaginar! Originária de Capri, ilha no litoral oriental da Itália - no golfo de Napoli, para ser mais preciso - ela conta com ingredientes bem típicos da cozinha caseira da Itália: tomate, manjericão, azeite e a mozzarela di bufala (especialidade da região de Napoli). Não há grandes segredos, apenas se deve ter um carinho todo especial pelos ingredientes... o tomate deve estar maduro, mas firme; o manjericão deve estar fresco; o azeite extra virgem, de qualidade; e deve-se usar mozzarella di bufala, e não queijo amarelo feito com leite de vaca. 

Originalmente, essa salada é temperada apenas com azeite, orégano e, se desejado, uma pitada de sal na hora de servir, para não soltar o suco do tomate. Mas é muito comum vê-la por aí acompanhada de aceto balsâmico, mas isso é mais americano do que italiano. E essa combinação singela gera um efeito tão bom nas papilas gustativas (e também nas narinas rs) que acaba indo parar também em pizzas, massas... Na região de Napoli é comum encontrá-la também como insalata tricolore, tendo essa versão muitas vezes a adição de abacate.


Ingredientes:
  • 2 bolas grandes de mozzarella de bufala (se usar das pequenas, coloque metade para cada fatia de tomate)
  • 2 tomates maduros e firmes (os meus eram pequenininhos, daqueles italianos compridinhos)
  • um punhado de manjericão fresco
  • azeite de oliva
  • sal

1. Para fazer e montar é super simples: corte o tomate em rodelas não muito finas (com mais ou menos 7mm). Faça o mesmo com a mozzarella, caso você tenha adquirido daquelas que vem em bolas grandes. Se for em bolinhas, pode só cortar ao meio mesmo ou então deixar sem cortar. Intercale o tomate, a mozzarella e as folhas frescas de manjericão. Depois é só regar com azeite e salpicar orégano! Caso queira um pouco de sal, deixe para colocar na hora de comer, para não fazer o tomate soltar água.  

Um sabor suave que preenche toda a boca... hummm...

13 de novembro de 2013

A saladinha de hoje escapa um pouco das saladas tradicionais - é uma salada de folhas que vai ao fogo, apesar de não ser servida quente. Fica uma delícia no verão e também no inverno,  é uma ótima combinação da refrescância do gengibre e a crocância do repolho! E ainda fica pronta em alguns minutos!

Ingredientes:
  • 3 folhas de repolho rasgadas em pedaços não muito grandes nem muito pequenos
  • 2 colheres (sopa) de gengibre fresco cortado em pedacinhos
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (sobremesa) de shoyu
  • 1 colher (sopa) manteiga
  • sal

1. Coloque a manteiga em uma frigideira já aquecida e deixe derreter. Quando estiver quase toda derretida, acrescente o gengibre  deixe refogar por uns segundos.
2. Acrescente o repolho e salteie até que ele dê uma leve amolecida - mas que ainda continue crocante.
3. Espalhe o açúcar por cima das folhas e salteie mais algumas vezes. Coloque o shoyu, misture e já pode desligar! Se preferir, regule o sal - eu prefiro deixar só com o shoyu. Espere esfriar e sirva!



Se quiser um prato mais colorido e que o contraste entre o picante, o salgado e o doce apareça mais, substitua o gengibre por gari, aquele gengibre rosa em conserva japonês - também fica uma delícia!

31 de outubro de 2013

Quando o tempo começa a mudar as saladas aqui em casa começam a ganhar outra cara - os legumes dão lugar às folhas e os cozidos, aos crus. E para escapar do "azeite-e-sal" do dia-a-dia, sempre acabo tendo que fazer um molhinho especial aqui ou outro acolá, ou mesmo comendo tudo sem nada mesmo. A ideia deste aqui surgiu já há muito tempo, quando eu ainda estudava francês e a nossa professeur dava alguns jantares e nos ensinava a servir à francesa. Com a salada, vinha um molhinho de mostarda e pêssego. Na época acabei não anotando a receita, mas os ingredientes me serviram de inspiração para tentar uma outra receita mais ou menos parecida.
Esse molhinho fica ótimo com folhas (alface - especialmente a americana, rúcula...) e também com tomate.

Ingredientes (para quase uma xícara de molho):
  • 1 1/2 metades de pêssego em calda
  • 2 colheres (chá) de mostarda de Djon
  • 1 colher (chá) de azeite
  • 50 ml de água
  • sal

1. Bata tudo no liquidificador! Se quiser um molhinho mais espesso, não adicione a água. Use mostarda de qualidade, quando se fala em mostarda Djon refere-se àquela que traz as sementes de mostarda moídas e preparadas com vinagre e outros condimentos - não é de forma alguma aquela amarela bem forte que normalmente usamos junto com o ketchup. Essa última é um condimento preparado com sabor artificial de mostarda e não dará o mesmo efeito nas receitas.


Pêssego e mostarda juntos formam um sabor agridoce e, mesmo sendo a mostarda forte, fica super suave!

25 de outubro de 2013

A origem da massa muito se discute, mas é fato que foram os italianos que difundiram a cultura do macarrão pelo mundo. Para quem tem uma nonna italiana como eu, não é novidade ou inusitado ver a farinha e os ovos se transformando em uma mistura lisa e depois passando pela máquina de corte e saindo tirinhas para serem penduradas, secadas e cozidas (aliás, meu pai fazia um macarrão maravilhoso, e a nossa maquininha de corte é da minha vó, da época ainda que ela se casou, mais ou menos uns 60 anos atrás). A mesma receita virava também cappelletti (não tão minúsculos como os do mercado...) e outras coisas...

O prazer em comer massa se tornou tão intenso e a fabricação uma arte que, em 25 de outubro 1995, os italianos realizaram em Roma o primeiro Congresso Mundial de Massa (World Pasta Congress), com cerca de 40 produtores de macarrão do mundo inteiro. Em 2005 formou-se até mesmo a IPO (International Pasta Organisation - sim, com S) com a função promover o consumo do produto e divulgar as informações nutricionais. História a parte, desde 1995 que a indústria do ramo vem promovendo o dia 25 de outubro como o dia da massa ou dia do macarrão. Talvez por não ser algo tão antigo que ainda é pouco conhecido, mas já estão circulando na mídia propagandas que estabelecem essa semana como a semana do macarrão. Quem sabe, em um futuro próximo, esse dia ganhe mais destaque...

E para a comemoração de hoje, vai uma receitinha minha: macarrão ao molho sugo com funghi secchi e muçarela - veio a mim o meu sangue italiano e me deu inspiração! kkk Quantidade para duas pessoas, ok? O funghi que utilizei foi o chileno.

Ingredientes:
  • 250g de spaghetti
  • 1 xíc. e meia de molho de tomate
  • 20g de funghi secchi chileno
  • 150g de muçarela cortada em cubos (fica uma delícia também com a mozzarella de búfala)
  • 10 tomates cereja cortados ao meio
  • 1 dente de alho
  • Meia cebola média cortada em pétalas
  • Sal
  • Azeite
  • Orégano
  • Manjericão

1. Coloque o macarrão para cozinhar em agua fervente com azeite e uma pitadade sal.
2. Lave os cogumelos rapidamnte
2. Em uma papanela já aquecida, adicione um fio de azeite, o alho picadinho e a cebola para dourar.
3. Adicione o molho de tomate e deixe ferver até ficar espesso.
4. Junte os tomates, o funghi, orégano e um pouquinho de manjericão. Quando os tomares começarem a derreter, o molho já está pronto - coloque na panela o macarrão, misture e deixe um pouquinho, para o macarrão absorver o molho. Tire do fogo, misture os cubos de muçarela e sirva com um bicchiere di vino!



17 de outubro de 2013

Sabe aquela sensação "quero-comer-isso-mas-nunca-fiz"? Então, essa foi minha experiência com o rondelli recheado com espinafre. Quando contei para minha irmã, ela já fez cara: "isso não é novidade, já tem receita por aí". Não importava, eu queria comer rondelli com espinafre! Mesmo que não fosse uma receita minha, invenção minha ou algo super diferente. Foi assim então que surgiu esse meu modo de fazer essa massa originalmente italiana mas que, como tudo o que chega ao Brasil, logo logo já ganhou mil e uma versões criativas, simples ou tradicionais, mas sempre muito saborosas. Minha receitinha é básica, tranquila de fazer, não leva muito tempo (ok, pode não entrar no Jamie Oliver's 30 minutes, mas dá para fazer de almoço sem muitos problemas!).

Ingredientes (para um refratário de 2 litros, quantidade para duas pessoas):
  • 200g de ricota (eu usei uma que já vem temperada, então fica com o sabor mais forte)
  • 2 xíc. de folhas de espinafre
  • Meia cebola média picadinha, ralada ou triturada
  • 5 colheres de sopa de requeijão
  • 1 ½ xíc. de leite (eu usei leite sem lactose, para tentar amenizar o estrago na intolerância à lactose da minha irmã)
  • Massa fresca para lasanha/rondelli (eu usei 3 folhas, mas isso vai variar conforme o tamanho e a marca)
  • Orégano
  • Manjericão fresco
  • Sal
  • Noz-moscada
  • Pimenta do reino

1. Coloque no processador a ricota, o espinafre, metade da cebola, um pouquinho de orégano e bata até formar uma pasta (pode deixar pedaços maiores, sem problemas)
2. Misture duas colheres de requeijão à pasta.
3. Espalhe sobre uma folha de massa, formando uma camada de um pouquinho mais que meio centímetro - deixe uma borda de 2 cm sem recheio, onde será o lado que o rolinho será fechado.  Enrole como um rocambole e corte - eu fiz pedacinhos de mais ou menos dois dedos de altura.
4. Coloque os rolinhos no refratário com o recheio virado para cima (ou para baixo... rs... bem, deu para entender né). Reserve.
5. Misture o leite, o estante do requeijão e da cebola,  o manjericão picadinho, orégano, noz-moscada e sal, se precisar. Cubra os rolinhos e leve ao forno ate a massa estar cozida.


Servido com arroz com açafrão e salsinha... huummm!!!

6 de setembro de 2013

Sabe aquele dia em que você tem que fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo? Então, os meus dias costumam ser sempre assim, alguns mais intensamente e outros nem tanto. Hoje foi  uma verdadeira loucura... ir para a academia de manhã bem cedo, depois limpar a casa e fazer o almoço... Nessas situações, adoro aderir à tática "põe-no-forno-e-deixa-assar-sozinho". Assim saiu o prato de hoje. Não chega ser super rápido, pois depende do tempo de cozimento, mas é aquela estilo três passos: pressão, processador, forno. Praticidade em favor da agenda lotada, mas sem nunca desagradar a gula!

Ingredientes:
  • 1 kg de mandioca (da amarela, ok?)
  • 1 caixinha de creme de leite (é possível fazer com aquele creme de soja que imita o creme de leite)
  • 5 colheres de margarina
  • orégano
  • nóz moscada
  • requeijão culinário (suficiente para espalhar por cima)

1. Cozinhe a mandioca na pressão até amolecer (deixei 15 minutos, não ficou derretendo, mas ficou em um bom ponto). Não usei sal no cozimento, preferi colocar depois, mas se preferir, pode cozinhar já com o sal.
2. Passe a mandioca pelo processador (também dá para amassar, mas dá mais trabalho). Não deve ficar um creme, mas uma pasta amassada, com alguns pedacinhos inteiros. 
3. Em uma vasilha, misture a mandioca com o creme de leite, a margarina, o orégano, nóz moscada. Pode ficar alguns pedaços com mais creme de leite, outros com menos, sem problemas.
4. Unte um refratário com margarina, espalhe o creme e, por cima, o requeijão. Leve ao forno até estar gratinado. Caso prefira fazer uma versão sem glúten, use o creme de soja e não coloque a camada de requeijão (fica cremoso do mesmo jeito).

24 de julho de 2013

O tempo frio é só mais uma desculpa para sair por aí experimentando receitas... e dar asas à gula! Hoje resolvi sair daquelas receitas que sempre acabam no meu fogãozinho aqui em casa quando o termômetro resolve ficar abaixo de 10°C (sobá, caldo verde, fubá, creme de abóbora paulista, minestrone...) e o resultado foi algo saboroso, e bem levinho e suave - ideal para comer a noite.

Ingredientes:
  • 5 batatas médias picadinhas
  • 200g de provolone defumado
  • 50g champignon em conserva fatiado
  • meia cebola pequena picadinha
  • três colheres de alho-poró cortado em rodelinhas finas
  • 1/4 de xícara de salsão picadinho
  • 3 colheres (sopa) de creme de leite
  • azeite
  • orégano
  • sal

1. Cozinhe a batata com uma pitada de sal na pressão por mais ou menos 15 minutos. 
2. Depois de cozida, bata a batata no liquidificador com um pouco da água de cozimento (mais ou menos uma xícara). Reserve.
3. Refogue a cebola no azeite. Adicione a batata batida e mexa bem. Deixe ferver e ficar um pouco mais espesso.
4. Separe o queijo ao meio. Rale metade, e a outra parte corte em cubos. Reserve.
5. Acrescente o salsão.
6. Acrescente o provolone ralado à batata e dissolva. 
7. Acrescente o creme de leite, o champignon, o orégano, e corrija o sal. Deixe por mais uns 5 minutos.
8. Tire o creme do fogo e acrescente o restante do queijo e o alho-poró. Prontinho, agora é só servir!!!


Vai muito bem com um vinho...

18 de julho de 2013

Lembro quando era criança e assistia TV e vira e mexe aparecia um personagem mãesonha tirando um soufflé do forno... e não raras vezes acontecia dele sair baixinho de dar dó... Mas a visão daquela coisa fofa e a fumacinha saindo sempre foi de me dar água na boca. Provavelmente foi por isso (e aliado aos vários programas de culinária que andei assistindo) que começou uma outra loucura minha: por ramekins, aquelas travessinhas tradicionalmente redondas, com o lado de fora estriados, próprias para o forno (especialmente para soufflés). Não faz lá muito tempo que adquiri os meus ramekins, mas já está na lista do MUST aumentar a quantidade rsrs Não posso ver vasilhas de cerâmica, vidro ou porcelana que fico doida!!!
Então hoje vou passar para vocês uma receita fácil para algo que tem fama de ser difícil... vocês vão ver que e só ter um pouco de cuidado e vocês conseguirão um delicioso prato!

Ingredientes (para 6 ramekins de 9 cm):
  • 1 colher de manteiga
  • 1 colher de farinha de trigo
  • 3 colheres de cebola bem picadinha
  • 1 xícara de leite
  • 2 ovos (separados)
  • 3/4 de xícara de muçarela ralada grossa
  • 1/4 de xícara de provolone em cubinhos
  • 1/2 xícara de palmito picadinho
  • orégano (usei mais ou menos uma colher de chá)
  • sal a gosto

1. Primeiro você vai ter que fazer aquele clássico roux, aquele espessante que dá início ao molho béchamel. Coloque em uma panela a manteiga e deixe derreter, depois coloque a farinha e misture bem. Não deixe por muito tempo, a mistura deve ficar clarinha, para não perder muito a propriedade de espessar. Logo em seguida, coloque o leite e mexa bem. Nessa hora fica tudo muito mais fácil se você usar um fouet, aquele batedor de arame. Deixe engrossar.
2. Tire a mistura do fogo e deixe esfriar até ficar morna.
3. Unte os ramekins com manteiga e pré-aqueça o forno.
4. Acrescente na mistura já morninha duas gemas e misture bem. Depois acrescente o orégano, uma pitadinha de sal (ou o quando baste, não se esqueça que os queijos já são salgados), os queijos e o palmito. Reserve.
5. Bata as claras em neve.
6. Despeje a mistura nas claras, e misture delicadamente. Prefiro colocar a mistura nas claras do que as claras na mistura - você vai precisar mexer bem menos para incorporar os ingredientes. O quando menos você mexer, melhor, pois vai conservar mais as claras.
7. Coloque nos ramekins, mas sem encher muito, pois vai crescer. Deixe no forno por 15min, e sirva assim que tirar do forno. É normal ele baixar depois de tirado do forno.



8 de julho de 2013

Falar em açafrão é uma coisa um pouquinho complicada... principalmente se for daqueles comprados em pacotinhos no mercado. Na maior parte das vezes (quando falamos daqueles em pó), é levar para casa um genérico do açafrão. A especiaria verdadeira não é tão simples de achar assim, nem tão barata, e vem em pequenos filamentos avermelhados (pois é os estigmas da flor). Há ainda o açafrão-bastardo, também chamado de açafrão-bruto ou cártamo, outra flor da qual extraem estigmas que servirão como uma alternativa mais barata - e é esse que normalmente é encontrado por aí, misturado com fubá e em forma de pó.

Para falar a verdade, não é um tipo de condimento com o qual estou muito familiarizada. Lembro do arroz amarelinha que serviam na escola, e quando pensei em experimentá-lo na minha cozinha acabei comprando aquele mais comum mesmo, o tal do pozinho amarelo (o meu veio quase alaranjado, o que me rendeu a mais de meia hora explicando para a minha irmã nada cozinheira qual potinho que era o açafrão, qual era a páprica doce, a picante e o curry, já que ainda não mandei fazer os labels para os meus potinhos de temperos... meia hora com ela olhando para mim com cara de "do que você está falando", seguido da cara de "não vejo diferença"). Digamos que, para primeira tentativa, estava bem demais - poderia ser igual ao grão de mostarda, que usei uma vez e depois nunca mais rsrs. E em uma das primeiras receitas que o condimento foi parar foi o arroz... Mais para cor do que para o gosto, justamente por não ser lá o original... Então vamos lá!

Ingredientes:
  • duas xícaras de arroz já cozido 
  • meia cebola pequena picadinha
  • meia xícara de brócolis chinês cortado em pequeninhos buquês (mais ou menos 1 cm)
  • meia lata de ervilha 
  • meia lata de milho (eu uso um que é cozido ao vapor, então ele fica mais adocicado)
  • pouco mais de meia colher de sobremesa de açafrão em pó
  • pouco menos de uma colher de chá de páprica doce
  • meia colher de sobremesa de gergelim integral
  • duas colheres de sopa de cebolinha picada
  • duas colheres de copa de alho-poró cortado em rodelas 
  • azeite
  • gergelim torrado para decorar

1. Comece dourando a cebola no azeite. Acrescente o brócolis, o milho e a ervilha e refogue até que o brócolis fique macio.
2. Acrescente o açafrão, a páprica, o gergelim. Misture bem e deixe refogar por mais uns minutinhos para os condimentos serem encorporados.
3. Acrescente a cebolinha e o alho-poró, misture e logo em seguida acrescente o arroz já quente. Misture bem e está pronto! Na hora de servir, decore com um pouquinho de gergelim torrado por cima.


Arroz com açafrão e brócolis... aqui, servido com uma saladinha de alface americana e mozzarella de búfala
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