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19 de setembro de 2014

A estrela da receita de hoje tem uma história um tanto intrigante, pois tudo indica que ela já rodou o mundo. Essa variedade que surgiu do cruzamento entre espécies distintas (sendo uma delas a moranga) pode ser encontrada por aí como cabotiá, cabotiã, kabocha ou ainda abóbora japonesa. No Japão, o termo kabocha é usado tanto para se referir a ela, quanto a outros tipos de variedades ocidentais. O fato é que ela chegou por lá pouco depois do descobrimento do Brasil, levada pelo portugueses do Camboja para lá, daí o nome - Cambodia abobora, que os japoneses acabaram encurtando para apenas kabocha. Como ela foi parar no Camboja eu já não sei, pois estudos indicam que a sua origem é no continente Americano e que até os Incas e Aztecas já a usavam!

História a parte, as abóboras são facilmente encontradas pelo país inteiro e também têm longa tradição em culinárias de outros países (veja como os americanos são loucos por pumpkins!). São ótimas alternativas para salada (até mesmo raladas cruas!), cozidos, sopas, recheadas... os sabores diferem conforme a variedade, e muitas possuem um adocicado todo especial! Na receita de hoje ela virou purê e um ótimo acompanhamento para uma salada leve, arroz branco e um assado.

Ingredientes:
  • 3 xícaras de cabotiá em pedaços
  • 1 batata entre média e pequena cortada em pedaços
  • 1 colher de manteiga
  • 2 colheres de cream cheese
  • 2 colheres de creme de leite
  • sal

1. Cozinhe a cabotiá e a batata com sal até ficarem macias.
2. Passe por um espremedor, retirando bem a água. 
3. Misture o creme de leite e o cream cheese.
4. Em uma panela já quente, coloque a manteiga e, quando estiver derretendo, coloque a abóbora e a batata espremidas e já misturadas com o cream cheese e o creme de leite. Mexa bem com uma colher de pau, cheque o sal, e quando começar a desgrudar do fundo já está pronto! A batata vai ajudar na textura e deixar um gostinho especial!



30 de agosto de 2014

Com esses dias fresquinhos e inconstantes que estavam de passagem, as saladas aqui em casa acabam sendo cozidas a maior parte do tempo. E até mesmo encontrar para comprar a alface americana que eu tanto gosto estava difícil... Semana passada fui à feira e pude finalmente colocar minhas mãos em um pé bem viçoso e crocante. O tempo também virou e nem parecia mais inverno... tardes de sol quente até demais! Foi facinho então consumir o pé quase inteiro... deixei as folhas menores, do coração, para uma saladinha com uma apresentação especial, convidativa, simples e deliciosa!

Ingredientes:
  • 1 cenoura média ralada
  • 200g de camarão limpo
  • 1/3 de xícara de milho
  • 1/3 de xícara de ervilha
  • 1/4 de xícara de cogumelo champignon fatiado ou cortado ao meio
  • 2 colheres (sopa) de castanha de caju triturada grossamente
  • 1/4 de xícara de uva passa
  • folhas de coração de alface americana (quanto baste)
  • 3 colheres de maionese
  • 3 colheres de creme de leite
  • azeite
  • sal
  • 1 colher (sobremesa) de mostarda tipo americana (aquela bem amerelinha, cor bem viva, normalmente usada nos lanches).
  • ervas finas
  • 1 colher de manteiga
1. Como os meus camarões estavam congelados, eu os coloquei ainda congelados para ferventar em água com uma colher de chá de vinagre por menos de um minuto, tirei e coloquei na água gelada, para parar o cozimento. O cheiro forte foi embora com a água e ele não solta aquela água toda quando for para a frigideira. Escorra.
2. Leve uma frigideira ao fogo com a manteiga. Quando estiver derretida, mas sem queimar, acrescente os camarões, um pouquinho de sal e ervas finas. Salteie e reserve - se preferir, tire alguns para servir de decoração! (como ele não vai soltar água, ele pega uma corzinha dourada rapidinho, então cuidado para não queimar e nem deixar passar do ponto e ficar emborrachado!)
3. Junte a cenoura ralada, o milho, a ervilha, o cogumelo, a castanha, os camarões e a uva.
4. Acrescente a maionese, o creme de leite, um fio de azeite, uma pitadinha de nada de sal, mais ervas finas e a mostarda e misture tudo muito bem. 
5. Agora é só rechear as folhas de alface, como se fosse um barquinho, e servir! 








25 de julho de 2014

Nestes dias de inverno a gente acaba abusando um pouco das comidas hiper calóricas e cheias de carboidratos. São tão deliciosas e acolhedoras! Sem falar daquele sentimento de casa de mãe ou casa de vó que certos pratos passam...

Ontem mesmo acabei abusando. Aliás, não só ontem. A vontade de comer batata assada com bacon fez eu sair do trabalho sábado e passar no mercado - consegui achar um lindo pedaço de bacon, com pouca gordura e muita carne, um delicioso cheiro e que quando frito fica crocante como os americanos. HUMM!!! Resultado: já comi mais bacon nessa semana do que do começo do ano até semana passada. É batata com bacon, ovo com bacon, macarrão com bacon... hummm... 

Daí, para variar um pouco, resolvi fazer algo um pouco mais leve a mais suave também: parti para o peixe. Essa versão dos filés ao forno com legumes é super nutritiva, apesar de não ser tão baixa caloria como deveria, por causa da maionese e dos tubérculos. Mas ainda assim, uma opção vitaminada para esses dias em que o corpo se aquece não só com as roupas, mas também com nossas refeições.

  • 4 filés de tilápia
  • 1 batata média picadinha em cubinhos de mais ou menos 1cm
  • 1/4 de xícara de milho
  • 1/4 de xícara de pimentão vermelho picadinho em cubos (como a batata)
  • 1/4 de xícara de salsão picadinho (do tamanho da batata)|
  • 1/4 de xícara de cenoura em cubinhos (também do tamanho da batata)
  • 1/4 de xícara de cebola picadinha
  • 1 colher de creme de leite
  • 3 colheres de maionese
  • 1 colher (chá) de molho Worcestershire/inglês
  • Suco de 1/2 limão
  • 1 dente de alho pequeno bem picadinho ou amassado
  • sal
  • orégano
  • pimenta branca moída
  • azeite


1. Tempere os filés com o limão, um fio de azeite, sal e o alho. Reserve. 
2. Cozinhe a batata e a cenoura. Quando estiver macio, escorra e reserve. 
3. Misture a batata, a cenoura, a cebola, o salão, o pimentão, o milho, o creme de leite, a maionese e o molho Worcesterchire/inglês. Tempere com sal, um fio de azeite , orégano e pimenta. Reserve.
4. Distribua os filés em um refratário untado com um fio de azeite, leve ao forno pré-aquecido. Quando estiver quase assado, espalhe os legumes com a maionese sobre os filés e volte ao forno até o peixe estiver totalmente assado. 

A intensão era servir com arroz integral, maaaass... o macarrão de ontem...

12 de maio de 2014

Esse foi mais uma receita que surgiu ao acaso, nada planejado. Simplesmente veio aquele estralo na mente e uma ideia se acendeu. Foi quando eu fazia um simples bolo, uma daquelas receitas básicas que todo mundo tem, com uma coberturinha de chocolate, que resolvi começar a jogar umas coisinhas mais. 

Eu tinha uma essência de rum novinha em folha - e queria testá-la. Simples assim.

A segunda parte do nascimento desse bolinho foi lembrar uma frase do livro Quem colocou o filé no Wellington, que já foi comentado no blog - dizem que o cozinheiro do Lorde Lamington criou um bolo que era um pão de ló passado no chocolate e no coco para servir aos convidados que se reuniam frequentemente na casa do Lorde para discussões políticas. Dizem também que o Lorde detestava o bolo (que tinha o seu nome) tão admirado pelos outros, e o chamada nada carinhosamente de "aquela droga de bolo felpudo". E ao dar minhas risadinhas sozinha na cozinha por causa da história toda (como uma pessoa nada normal, convenhamos...), pensei: coco! 

Rum e coco, por que não? 

Os cubanos devem fazer isso o tempo todo, sem falar na piña colada, que ainda leva abacaxi... E  o chocolate... dizem por aí que combina até com alguns pratos salgados, por que não um inocente bolinho fofo que leva o seu companheiro de loga data, o sr. coco? Eu só não tinha ideia que essa misturinha poderia ficar tão deliciosa! A primeira versão feita em um fim de tarde não durou o suficiente para dar tempo de tirar uma foto. 

Ingredientes:
  • 1 xíc. de farinha de trigo
  • 1/2 xíc. de açúcar
  • 1/2 xíc. de manteiga mais um pouco para untar
  • 2 ovos
  • 1 1/2 colher (chá) de essência de rum
  • 1/4 xíc. de coco ralado (eu preferi usar um que não seja adoçado, para não exagerar no açúcar) 
  • 1/4 xíc. de leite de coco
  • 150g de chocolate ao leite picadinho
  • 1/2 colher (sopa) de fermento químico
  • 3 colheres de creme de leite
  • coco em flocos suficiente para cobrir 
1. Pré-aqueça o forno.
2. Bata a manteiga e o açúcar até virar um creme. 
3. Desligue a batedeira e acrescente um ovo inteiro. Bata até o ovo virar um creme homogêneo. Acrescente o outro ovo, a essência e as 3 colheres de coco.
4. Peneire o fermento e a farinha juntos.
5. Tire o creme da batedeira e vá incorporando delicada e alternadamente um pouco da farinha e um pouco do leite de coco. Coloque em uma assadeira untada e leve ao forno até ficar douradinho.
6. Derreta o chocolate: leve ao microondas por 30 segundos, mexa, leve por mais 30 segundos, mexa bem, e repita a operação até estiver tudo derretido - quando estiver só com alguns pedacinhos ainda inteiros, mexa até derretê-los ao invés de levar novamente ao forno, para não correr o risco de queimar o chocolate. Acrescente o creme de leite e misture para formar a ganache.
7. Desenforme o bolo, cubra com o chocolate e polvilhe o coco em flocos por cima. O bolo fica ainda mais gostoso depois que a ganache esfriar e ficar mais durinha!



HUmm.. vai um pedacinho? Que tal um chá?


1 de abril de 2014

Morar em uma cidade com um forte papel da colônia japonesa tem muitos benefícios - um deles é você poder achar facilmente aquelas deliciosas comidinhas, sejam as produzidas aqui mas com a tradição de lá, sejam as vindas de lá mesmo. Sem falar que anualmente tem festival... 

Bom, por aqui em qualquer mercado você consegue achar produtos nipônicos, e até alguns coreanos. Por isso eles se tornam itens comuns de alimentação e saem daquele imaginário em que eles são apenas consumidos nos pratos tradicionalmente orientais. É só pensar que a criatividade do brasileiro (ou burajirujin, como somos chamados por lá pelos nihonjin, japoneses) afeta tudo no que colocamos a mão, e mesmo mantendo certas tradições ainda muita coisa escapa por entre os dedos e se modificam como se tivessem ganhado vida própria. 

Tudo isso para dizer que eu enfiei o kani-kama no salpicão. E junto com a pera ficou uma coisinha maravilhosa! O kani-kama (カニカマ) é um processado de peixe em forma de bastões com a parte externa avermelhada ou rosada e com sabor artificial de caranguejo. Pode ser comido frio (já é cozido), por isso é comum em saladas e sempre acaba aparecendo nos oniguiri (bolinhos de arroz) ou no sushi. Tem um gosto suave e adocicado, uma delicinha! Mas vamos lá para a receitinha de hoje... Optei pela pera não só pela falta de abacaxi em casa (sejamos sinceros), mas porque o sabor suave e levemente adocicado da pera casa melhor com o sabor do kani do que o cítrico do abacaxi - e ela ainda fica mais suculenta do que a maçã, e menos ácida do que a maçã verde. Vale a pena provar!

Ingredientes:
  • 1 cenoura bem grande ralada
  • 1 pera cortada em cubinhos pequenininhos
  • 1 lata de ervilha
  • 1 lata de milho
  • 1/2 vidro de palmito picadinho
  • 5 bastões de kani-kama cortado em rodelinhas
  • 4 colheres de maionese
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • 1 limão
  • 3 colheres de cebolinha picadinha
  • azeite
  • orégano
  • sal
  • batata palha (quanto baste)

1. É um prato bem difícil de fazer: misture a cenoura, a pera cortadinha, ervilha, milho, palmito, kani-kama. Depois junte a maionese, creme de leite, tempere com o limão, sal e azeite, junte a cebolinha e o orégano e pronto. Na hora de servir é só cobrir com a batata palha e está prontinho! 

Já aprendi a pedir: Anou... kani-kama wo kudasai! (Psiu... kani-kama, por favor!) kkk me perdoem e corrijam se estiver errado...

31 de março de 2014

Eu tenho o costume de sempre deixar uma peça de carne no congelador, ou já embalagens com pedaços já cortados e limpos. Apesar da carne congelada não ser tão boa quanto a fresca, ter sempre uma alternativa no congelador é uma benção - principalmente se considerarmos cidades como a que moro, onde os mercados não abrem de domingo e no máximo um açougue ou algum mercadinho de vila abre até o meio dia. Ajuda até mesmo durante a semana, pois me poupa tempo de ter que sair da casa. Daí é só aplicar a técnica certa de descongelar (tiro do congelador durante a noite, passo para o meio da geladeira; depois passo para a parte da gaveta e só quando muito necessário tiro da geladeira um hora antes de preparar).

E foi assim que essa receita começou. Resolvi preparar uma fraldinha que estava passando férias no meu congelador. Pensei em separar em pedacinhos e grelhar, mas no final resolvi meter no forno mesmo. Santa ideia! Uma bocanhada na carne - que fica com um leve gostinho do defumado do queijo e do bacon - já é de suspirar... a cebola com o cogumelo é de chorar de tão bom que fica... tudo junto, então... me senti o Rémy (o ratinho mini chef do Ratatuille) com todas aquelas maravilhosas explosões de sabores acontecendo dentro da minha boca!

Ingredientes:

  • Uma peça de fraldinha com mais ou menos 1,5kg, limpa e sem excesso de gordura
  • 2 fatias de bacon defumado
  • 3 ou 4 fatias de queijo provolone defumado
  • meia cebola grande cortada em pétalas
  • 2 colheres de manteiga
  • 50g de cogumelos champignon fatiados
  • 2 colheres de alho poró fatiadinho em rodelas
  • 3 colheres de creme de leite
  • sal grosso
  • pimenta do reino
  • barbante para amarrar a carne
  • azeite

1. Você vai precisar montar um "sanduíche" da fraldinha - eu dividi a peça em duas e coloque uma ponta sobre a outra. No meio, coloque as fatias de bacon, cortadinhas em pedaços menores, quase quadradinhos, e também o parmesão - eu mesmo cortei as fatias em casa, para serem fatias bem grossas. Cubra com a outra parte e amarre para mantê-las juntas. Polvilhe um pouquinho de sal e pimenta do reino sobre a peça.
2. Coloque um fio de azeite em uma frigideira grande. Quando estiver bem quente, sele a carne, fritando rapidamente de todos os lados até que uma crostinha seja formada - isso vai evitar que sua carne fique seca.
3. Dê mais um retoque na pimenta, forre uma fôrma com uma leve e fina camada de sal grosso, coloque a peça e polvilhe mais um pouquinho de sal por cima. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus até dar o seu ponto favorito - de preferência dourada por fora, mas suculenta por dentro. Quando estiver pronta, se livre do barbante, fatie e reserve - e reserve também 4 ou 5 colheres do molho que ficou na fôrma.
4. Leve uma frigideira ao fogo. Quando estiver aquecida, coloque a manteiga e uns pinguinhos de azeite (para não deixar a manteiga queimar). Coloque a cebola e deixe, até ela ficar macia. Nesse caramelizado não vai açúcar, por isso o adocicado é bem mais leve, só mesmo por conta da cebola. Quando estiver no ponto e começando a ficar marrom, acrescente as 4 ou 5 colheres do caldo da carne que ficou na fôrma. Mexa bem e junte o cogumelo e o alho poró. Deixe mais um pouquinho e acrescente o creme de leite, misture muito bem - em poucos segundo ele já vai reduzir um pouco, ficando uma cebola levemente cremosa. Desligue e sirva com a carne já fatiada.


Está vendo esse amarelinho no meio? Esse é o  provolone... humm...

5 de março de 2014

Esse bolo surgiu daquela vontade de fazer um lanchinho suave, um pouquinho requintado e que aproveitasse as coisas que eu já tivesse em casa - e, por que não, com pretensões saudáveis? Ficou tão bom que não resisti e comi ainda quente (e fiz o favor de quase despedaçar o coitado, pela pecado de não ter paciência de esperá-lo esfriar para desenformar e virá-lo), e no dia seguinte já não tinha mais nadinha de nada. É super leve para o verão, e clama ardentemente por um chá com amigas no inverno. A minha receita dá um bolo pequenininho (pois aqui em casa somos só duas, eu e minha mana), então para um bolo para toda uma família é melhor dobrar ou triplicar a receita (se for uma família muito grande). Usei como base a mesma massa para o naked cake de damasco que fiz outro dia.

Ingredientes:
  • 10 amêndoas sem casca trituradas 
  • 5 macadâmias trituradas
  • 1 xícara de farinha
  • 2 ovos
  • 1/2 xícara de manteiga
  • 1/2 xícara de açúcar cristal
  • 1/4 de xícara de creme de leite
  • 1 colher (café) de essência de amêndoa
  • 1/2 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 maçã sem casca cortada em cubinhos
  • 1/3 de caixinha de leite condensado
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • manteiga para untar 
  • farinha para enfarinhar a amêndoa e a macadâmia (mais ou menos uma colher de chá)
1. Preaqueça o forno.
2. Bata a manteiga e o açúcar na batedeira até virar um creme. 
3. Desligue e acrescente um ovo e a essência de amêndoa. Bata novamente até incorporar o ovo e o creme mudar de textura. Acrescente o outro ovo e continue batendo. Quando estiver tudo homogêneo, desligue.
4. Peneire a farinha junto com o fermento. Adicione uma parte ao creme, mexendo delicadamente. Junte o creme de leite, e misture novamente. Junte o resto da farinha com o fermento e termine de misturar. 
5. Coloque um pouco de farinha em um recipiente com a amêndoa e a macadâmia e misture até que as castanhas estejam cobertas - isso evitará que elas se depositem no fundo da forma.
6. Misture a maçã picada, o leite condensado e a canela. Reserve.
7. Unte uma forma (18 cm de diâmetro) com a manteiga (não precisa de farinha). Distribua a massa, que é praticamente uma espuma densa. Espalhe por cima da massa crua a maçã e leve ao forno até ficar corado - em algumas partes a maçã continuará na superfície, em outras ela ficará no meio da massa.

19 de fevereiro de 2014

Imagine a perdição: aquele cheirinho de bolo quentinho de baunilha se espalhando pela casa... aquela massa super fofinha e leve... o levemente ácido do damasco e um creme suave e adocicado... os sabores e texturas se espalhando pela boca... huuummm...

E se ainda for fácil de fazer, melhor! 

Essa massa eu descobri já há alguns meses, quando eu decidi dar uns cup cakes para meus alunos no final do semestre. Imagina: 40 e poucos cupcakes em um dia! Na época fiz ele formigueiro,com uma cobertura ganache de chocolate branco (tingido de verde), uma estrela dourada no centro (de chocolate branco... pintado) e muitos confetis ao redor... ficou uma graça, e deliciosos de morrer!

Depois acabei aproveitando a mesma massa e fiz um naked cake de morangos, chocolate branco e brigadeiro branco para as amigas que vieram aqui em casa. Outro sucesso! Já para hoje o recheio foi de damasco. Já há alguns dias eu havia comprado os damascos para fazer esse bolo e ainda não havia usado tudo (apesar de uma certa formiga gigante que tenho aqui em casa chamada "irmã-mais-velha", que tem o dom de fazer as coisas desaparecerem dos pacotes). Então depois de chegar do trabalho, sozinha em casa e ligada na tomada, resolvi por a batedeira em ação. Rapidinho bati a massa, assei e deixei esfriar, para preparar os recheios no dia seguinte de manhã. E que perdição ficou!

Ingredientes:

Bolo:
1/2 xíc. de açúcar de confeiteiro (ou refinado... eu usei o de confeiteiro porque era o que estava mais fácil de encontrar no meu armário)
1/2 xíc. de manteiga não muito gelada
2 ovos
1 xíc. de farinha de trigo
1/4 xíc. de creme de leite
1/2 colher sopa de fermento químico
1/2 colher de sopa de essência de baunilha
damascos para decorar
açúcar de confeiteiro impalpável para decorar (ou leite em pó)

Creme:
1/2 xíc. de leite condensado
1/2 xíc. de creme de leite
1 colher (sopa) de manteiga
gotinhas de essência de baunilha

Geleia:
150g de damasco seco picadinho (deixei alguns pedaços maiores, para dar charme)
20g ou 1/4 xíc. de açúcar (usei de confeiteiro mesmo)
água

1. Geleia: Junte em uma panela o damasco, o açúcar e mais ou menos duas a 4 xícaras de água. Deixe ferver até dar ponto de geleia, mexendo sempre para não deixar queimar e para desmanchar os pedacinhos da fruta. Quanto mais frescos estiverem, melhor. Se preciso, acrescente mais água, aos poucos. Reserve.
2. Creme: Em outra panela, junte o leite condensado, a manteiga, o creme de leite e as gotinhas de baunilha. Deixe ferver, mexendo sempre, até dar o ponto de brigadeiro. Reserve.
3.Preaqueça o forno.

Para o bolo:  
4. Bata na batedeira o açúcar do bolo com a manteiga, até formar um creme homogêneo. 
5. Desligue, acrescente a essência e um ovo inteiro. Bata novamente. Quando já estiver homogêneo, acrescente o outro ovo inteiro e bata até ficar homogêneo novamente. Tire da batedeira.
6. Peneire a farinha e o fermento juntos. Coloque parte dessa mistura no creme de açúcar, manteiga e ovos. Misture delicadamente com um fouet. Coloque metade do creme de leite e continue misturando. Junte mais um pouco de farinha, misture. O restante do creme de leite, misture. E o restante da farinha - e misture.
7. Espalhe em uma forma bem untada com manteiga (não precisa de farinha) e leve ao forno a 180 graus por uns 20 minutos, ou até ele ficar assadinho e levemente dourado. Não usei forma de aro removível, mas se preferir, pode usar sem problemas!

8.  Desinforme o bolo e corte-o ao meio. Espalhe o creme e, por cima do creme, o doce de damasco. Cubra com a outra parte do bolo e para dar uma decorada peneire leite em pó ou o açúcar impalpável por cima, coloque um pouco da geleia e mais damascos. O recheio fica maravilhoso se estiver um pouco gelado na hora de servir, mas cuidado para não deixar a massa do bolo ressecada.


14 de fevereiro de 2014

Essa receita de hoje vai bem naqueles dias em que você está com pressa ou que queira fazer uma refeição sem carne. Além de ser baratinha! Normalmente o creme de milho é engrossado com amido de milho, mas eu adoro usar o cream cheese - fica uma cremosidade maravilhosa! Então aqui vai, sem mais delongas por hoje, a minha versão de creme de milho!

Ingredientes:
  • 2 caixinhas de creme de leite
  • 400g de milho escorrido (2 latinhas)
  • 1 cebola pequena picadinha
  • 2 colheres de cream cheese
  • orégano
  • 3 bolinhas de pimenta da Jamaica
  • azeite
  • sal
1. Bata o creme de leite com metade do milho no liquidificador. Peneire para tirar os resíduos de casca.
2. Em uma panela já aquecida, coloque um fio de azeite, a cebola e deixe amolecer. Junte o creme de leite batido com o milho e deixe ferver até reduzir.
3. Acrescente o restante do milho e deixe ferver mais um pouco. Adicione o cream cheese e misture bem - é ele que vai engrossar mais um pouco o seu creme!
4. Por fim, coloque o sal, o orégano, moa a pimenta da Jamaica e misture. Prontinho! Fica uma delícia com arroz branco e batata palha!




6 de dezembro de 2013

Hoje minha irmã foi viajar para uma congresso e tive o almoço todo para mim - o que é uma coisa muito boa. Já no momento em que ela me falou que não estaria aqui, mil possibilidades de pratos e coisinhas saborosas que eu amo mas que ela detesta ou não pode comer, então nunca posso fazer -boa parte delas incluindo queijos, cogumelos, carnes, bacon... e esso prato de hoje saiu dessa mente criativa e estômago guloso. Milares de pensamentos e possibilidades passavam pela minha mente... e se eu usar isso? E temperar com aquilo? Humm, mas acho que, se eu fizer assim, ficará ainda melhor... Então aqui vai a receita de hoje,  em minha homenagem... frango cremoso, gratinado, com funghi secchi, ervilhas e provolone... e muito saboroso!!!

Ingredientes:
  • 500g de peito de frango
  • 1/2 cebola picadinha
  • 1 dente de alho picado
  • 1 1/2 caixinha de creme de leite
  • 200g de requeijão (eu usei um que era tão grosso que era até ruim de tirar do saquinho... cuidado para não usar daqueles que tem adição de amido,  comida de qualidade é feita com ingredientes de qualidade!)
  • 1/3 xicara de funghi secchi (usei o chileno)
  • 1 latinha de ervilhas
  • 1/2 xic. de queijo provolone em cubos
  • orégano
  • ervas de Provence
  • noz moscada
  • azeite
  • Sal
1. Coloque o cogumelo lavadinho de molho em água fervente para hidratar. Reserve.
2. Doure a cebola e o alho no azeite. Acrescente o frango, salgue e deixe refogar. Quando o frango começar a mudar de cor, de um toque com pitadinhas de orégano e ervas de Provence (cuidado com essas... use uma pitada bem pequena,  pois é um conjunto forte de ervas e pode ficar muito acentuado e roubar o gosto do resto).
3. Quando o frango já estiver douradinho, acrescente o creme de leite e misture bem, para pegar e dissolver toda aquela borra da panela. Deixe reduzir.
4. Adicione o requeijão, misture bem, até dissolver. Deixe engrossar um pouco mais e desligue. Reserve.
5. Escorra o funghi e corte-o em pedacinhos com mais ou menos 1, 5 cm. Você pode salvar a água que usou para hidratar para temperar outros pratos.
6. Junte o funghi, as ervilhas e os cubinhos de provolone ao frango. Coloque em um refratário, salpique orégano e noz moscada por cima e leve ao forno até gratinar a superfície. fica ótimo com um arroz branco!



2 de dezembro de 2013

Essa é uma daquelas saladas super fáceis de fazer, com cara de casa de vó, e que ganham a gente pelo sabor e pela textura. Imaginem: o crocância do repolho, com a maciez do cogumelo... o sabor levemente adstringente do pepino com o adocicado das passas... Sensações diferentes que combinam super bem e ainda são ricas em vitaminas e nutrientes para o seu dia-a-dia - e ainda vem acompanhados de um molho (nem tão light) que completa, sem se sobrepor ao gosto dos vegetais... huumm...

Ingredientes: 
  • duas xíc. de repolho cortado em tirinhas bem fininhas
  • 1/2 lata de milho verde escorrido
  • 1/2 xíc. de passas (as minhas ainda estavam fresquinhas, então não precisei hidratá-las)
  • 3/4 xíc. de pepino japonês picado em cubos (com casca e tudo... use o japonês pela crocância e por liberar menos água)
  • 4 ou 5 cogumelos champignon laminados
  • 2 colheres (sopa) maionese
  • 3 colheres (sopa) creme de leite
  • 1 colher (café) de azeite
  • orégano
  • sal

1. É só formas as camadas: deite o repolho, cubra com o milho, o pepino, as passas e, no final, os cogumelos. 
2. Para o molhinho, misture a maionese, o creme de leite, o azeite, orégano e sal. Bata com um fouet até formar um creme liso. Eu deixei em um recipiente separado, para cada um colocar a quantidade que quiser, mas, se preferir, você pode já servir com o molho misturado.


27 de outubro de 2013

Sabe aquelas coisas que sempre estiveram presentes na sua vida quem você nem sabe quando começou? Então, para mim isso acontece com o bobó de galinha que minha mãe faz. Não sei quando ela aprendeu, quem passou a receita ou onde ela arranjou isso, só sei quem desde que me lembro como um ser humano eu lembro dele ser a minha comida favorita, junto com o churrasco do meu pai  - tanto que nos meus aniversários já nem me perguntavam, meus pais já iam logo ao mercado comprar a picanha para o churrasco e o frango para o bobó.

Para mim já era uma comida tão tradicional que só depois de adolescente que fui perceber quem o bobó dos outros não era como o da minha mãe, não levavam os mesmos ingredientes e o dela não seguia as receitas tradicionais. Não ia azeite de dendê (os baianos que me perdoem, mas no centro-oeste e no sul do Brasil esse azeite é forte demais para os nossos paladares, e em 90% das pessoas que tentam usa-lo acabam com uma tremenda dor de barriga e/ou estômago), nem era engrossado com farinha. Lembro que, quando criança, uma amiga da minha mãe (que era louca pelo bobó dela) pediu a receita e nos chamou para almoçar na casa dela. Tb lembro do beliscão que levei por baixo da mesa e minha mãe falando com uma voz consternada para eu comer o negócio e ficar quieta, enquanto eu olhava para a cara da comida e falava desiludida "mas isso não é bobó..." - a ansiedade da cozinheira era tanta que ela esqueceu de bater tudo no liquidificador, então era um creme branco com frango e pedacinhos de tomate, pimentão e cheiro verde boiando (até hoje não encontrei um modo tão estranho e inusitado de se errar uma receita kkkk).

Com o tempo o prato ficou tão tradicional de minha família quem até minhas avós, minhas tias e minha prima aprenderam a fazer. Cada um com um tempero diferente, todos muito deliciosos, mas nenhum com o tempero da minha mãe. 

E diz que certo dia minha lombriga estava tão grande que eu resolvi que iria fazer. Nunca tinha feito, Mas sabia os ingredientes, tinha uma ideia sobre o processo, e sabia com qual gosto o negócio tinha que ficar - e sabia quais eram os truques que minha mãe usava e que dava um gosto tão bom! Fiz sozinha, seguindo o meu estômago, e não é que deu certo?! O detalhe é que não dá para fazer porção para uma ou duas pessoas: você coloca um pouquinho de cada coisa e acaba virando um panelão! Então tire do armário a maior panela que você tiver em casa pois você vai precisar! Esta receita dá tranquilamente para 6 pessoas.

Ingredientes:
  • um peito de frango tamanho médio com osso (e pode deixar a pele tb)
  • 350g de mandioca amarela 
  • 1 cebola média cortada grosseiramente (cortei em 6 pedaços)
  • 1 dente de alho grande cortado grosseiramente
  • 1 dente de alho pequeno bem picadinho ou triturado
  • 2 tomates pequenos bem maduros cortados em 4
  • 1/2 pimentão pequeno cortado grosseiramente (usei do vermelho, mas também dá para usar do verde)
  • 1/4 de xícara de salsinha
  • 1/4 de xícara de cebolinha
  • 1/2 xícara de molho de tomate
  • 2 colheres (sopa) de ketchup
  • 1/2 lata de milho verde
  • 1/2 vidro de palmito (cortado em rodelas)
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • um pedaço de alho poro (mais ou menos uns 7cm) cortado ao meio no sentido do comprimento
  • uma folhinha de louro
  • sal
  • 1 litro de água (mais a água do cozimento do frango)

1.  Coloque na pressão o alho grande picado grosseiramente, metade da cebola, o louro, o alho poró, sal e azeite, doure rapidamente e coloque o peito do frango inteiro, deixe fritar um pouquinho e deixe a parte com o osso para baixo. Cubra com água (mais ou menos dois copos) e deixe pegar pressão por uns 20 minutos. 
2.Quando estiver cozido, descarte os ossos, as peles e gorduras e reserve. Reserve também uma xícara do caldo que ficou na panela (peneirado). 
3. Para desfiar o frango é fácil: coloque na batedeira (coberta, ou vc vai ter que catar pedacinhos de frango para todos os lados da sua cozinha depois) e bata rapidamente. Ele desfia sem ficar pedaços pequenos e cortadinhos, como normalmente ficam quando passados non liquidificador. Deixe pedaços grandes, pois eles desfiarão ainda mais quando forem para a panela. 
4. Em uma caçarola grande (de 22cm ou mais) coloque o restante do alho bem picadinho, azeite e o frango desfiado. Deixe dourar até criar casquinhas. 
5. Enquanto o frango doura, bata no liquidificador o tomate, o restante da cebola, a salsa, a cebolinha e o pimentão com meio litro de água até ficar um caldo. Acrescente ao frango e deixe ferver por 15 a 20 min. Mexa constantemente, pois o frango irá assentar no fundo da panela e por começar a queimar. Eu uso sempre uma panela antiaderente, facilita muito a não deixar criar crosta no fundo - se criar, o bobó pode ficar com gosto de queimado.
6. Adicione o milho e o molho de tomate e deixe ferver.
7. Coloque o caldo do cozimento do frango que havia sido reservado no liquidificador, complete até dar 500ml de líquido e bata junto com a mandioca. Acrescente ao frango com o caldo, misture bem e deixe ferver por mais 20 a 30 min, sempre mexendo. Regule o sal, junte o ketchup e o palmito e deixe por mais 10 a 15 min. 
8. Por fim, coloque o creme de leite, misture bem, deixe por mais uns 5 minutos e desligue. Está pronto para servir com arroz branco e batata palha! Eu gosto sempre de deixar esfriar esfriar um pouco, acentua ainda mais o sabor.


Hummm... com arroz branco e batata palha fica maravilhoso! Minha vó às vezes coloca azeitona picada também e tira o pimentão, que ela detesta, mas eu prefiro mesmo é o bobó do jeito que minha mãe faz!

27 de setembro de 2013

Já há algum tempo eu tinha visto nos sites de sementes para hortas aqueles tomatinhos cereja amarelos, conhecidos como cereja dourados ou golden cherry. Só de ver aquelas pequenas bolinhas amarelas já me dava água na boca! Imagina a minha felicidade então ao encontrá-los no mercado, com centavos de diferença do preço do cereja comum, e ainda com a promessa de serem mais docinhos? Agora eles já fazem parte da minha geladeira e estão mais do que aprovados, além de serem mesmo mais adocicados - ou menor dizendo, menos ácidos - a cor dá uma alegria no prato de deixar qualquer cozinheiro (ou quem come) entusiasmado e salivando! E se colocar ainda mais cor ao prato... humm... e disso saiu a saladinha de hoje.

Ingredientes:
  • 10 tomatinhos cereja dourado cortados ao meio
  • 1/2 xíc. de salsão/aipo picadinho
  • 1/2 xíc. de pimentão vermelho picadinho
  • 1/2 xíc. palmito cortado em rodelas
  • 1/3 xic. creme de leite
  • azeite
  • sal
  • temperinho lemon & pepper (basicamente pimenta-do-reino e raspas de limão torrados)
  • orégano

1. Grau de dificuldade zero: basta misturar tudo! Coloquei primeiro os tomates, o salsão, o pimentão e o palmito, reguei com o azeite, acertei o sal, cobri com o creme de leite, o lemon & pepper e o orégano, e depois misturei tudo muito bem e já levei para a mesa. Super rápido, prático e cheio de nutrientes!


Lidinhos os tomatinhos! Por dentro são um tanto estranhos, pois são brancos, mas o gosto e a parte externa valem a pena! Ah, essa saladinha caiu super bem com frango empanado!

6 de setembro de 2013

Sabe aquele dia em que você tem que fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo? Então, os meus dias costumam ser sempre assim, alguns mais intensamente e outros nem tanto. Hoje foi  uma verdadeira loucura... ir para a academia de manhã bem cedo, depois limpar a casa e fazer o almoço... Nessas situações, adoro aderir à tática "põe-no-forno-e-deixa-assar-sozinho". Assim saiu o prato de hoje. Não chega ser super rápido, pois depende do tempo de cozimento, mas é aquela estilo três passos: pressão, processador, forno. Praticidade em favor da agenda lotada, mas sem nunca desagradar a gula!

Ingredientes:
  • 1 kg de mandioca (da amarela, ok?)
  • 1 caixinha de creme de leite (é possível fazer com aquele creme de soja que imita o creme de leite)
  • 5 colheres de margarina
  • orégano
  • nóz moscada
  • requeijão culinário (suficiente para espalhar por cima)

1. Cozinhe a mandioca na pressão até amolecer (deixei 15 minutos, não ficou derretendo, mas ficou em um bom ponto). Não usei sal no cozimento, preferi colocar depois, mas se preferir, pode cozinhar já com o sal.
2. Passe a mandioca pelo processador (também dá para amassar, mas dá mais trabalho). Não deve ficar um creme, mas uma pasta amassada, com alguns pedacinhos inteiros. 
3. Em uma vasilha, misture a mandioca com o creme de leite, a margarina, o orégano, nóz moscada. Pode ficar alguns pedaços com mais creme de leite, outros com menos, sem problemas.
4. Unte um refratário com margarina, espalhe o creme e, por cima, o requeijão. Leve ao forno até estar gratinado. Caso prefira fazer uma versão sem glúten, use o creme de soja e não coloque a camada de requeijão (fica cremoso do mesmo jeito).

4 de setembro de 2013

Já há alguns dias eu andava com essa vontade de comer peixe. A lombriga só ficou mais assanhada depois de assistir um vídeo do Jamie Oliver fazendo fish & chips (clássico da culinária inglesa, peixe com fritas). Comprei os filés congelados mesmo, e hoje resolvi fazer sem ter medo de cara feia (minha irmã não come peixe rsrs). E não é que o negócio ficou tão bom que até quem não come peixe comeu de se lambuzar? Não é exatamente um prato de baixa calorias, mas o sabor suave cai muito bem!

Ingredientes:
  • 3 filés de tilápia cortados em tiras de mais ou menos 4cm
  • farinha de arroz para empanar (eu uso uma que já é temperada com sal, alho e cebola em pó)
  • 3/4 caixinha de creme de leite
  • 3 colheres de requeijão culinário
  • 1/2 cebola pequena picadinha
  • 50g de provolone defumado picadinho em pedaços de mais ou menos 0,5 cm
  • 1/4 de xícara de pimentão picado do mesmo tamanho do provolone
  • 1/4 xícara de champignon fatiado
  • 1 colher de salsinha picadinha
  • orégano
  • azeite
  • nós moscada

1. Passe as tiras de tilápia na farinha de arroz (sim sim, de arroz... fica super sequinho, não contém glúten, e tem marca que já vem até temperada, prontinha para passar o peixe e fritar ^^) e frite submersa (ou seja, óleo até cobrir). Reserve.
2. Doure a cebola no azeite, acrescente o creme de leite.
3. Adicione o requeijão e deixe dissolver. Se quiser o dip um pouco mais ralinho, coloque um pouco de água (eu preferi colocar um pouquinho, uma ou duas colheres, que depois acabam sumindo conforme o dip ferve).
4. Junte o champignon, orégano, nós moscada e deixe ferver por mais um minutinho.
5. Desligue e junte os ingredientes restantes: o provolone, o pimentão e a salsinha. Deixe dar uma esfriada antes de servir.

No almoço ou como petisco, essa tilápia é ótima a qualquer hora...

2 de agosto de 2013

Batata é uma das coisas quem nunca podem faltar na minha geladeira. Junto com a cenoura, é um alimento chave para todas as horas - serve para salada, assados, prato principal, side dish, vai bem frita, cozida, vira purê ou recheio de panqueca de legumes, faz creme e sopa ou ajuda a dar liga e a espessar outros cremes, vai bem com molho, com queijo, com carne, frango, peixe e também fica maravilhosa só com um salsinho ou aos murros com azeite e alecrim - sem falar que pode sem a sua salvação quando chega aquela visita inesperada que não come carne...

A receita de hj veio da minha nihongo no sensei  (minha professora de japonês), e acabou virando uma alternativa lá na escola para a batata recheada (pois com turma grande e tempo contado, não dá para fazer batata por batata). É super tranquila de fazer e deixa o nosso lado gordo muito mais feliz (esqueçamos as calorias aqui). Faz sucesso entre a molecada e a marmanjada! Então vamos lá: batata assada com strogonoff!

Ingredientes:
  • 6 batatas médias
  • 500g de carne picadinha (usei patinho, pois não tem nada de gordura)
  • 1 1/2 xícara de molho de tomate
  • 3/4 de caixinha de creme de leite
  • um potinho de cream cheese
  • 300g de muçarela ralada grossa
  • meia cebola média
  • um dente de alho pequeno
  • 2 colheres manteiga
  • 2 xícaras de batata palha
  • azeite
  • orégano
  • curry
  • sal

1. Cozinhe a batata com sal na pressão por 10 minutos. Escorra e deixe dar uma secadinha, para ela não ficar aguada. 
2. Doure a cebola no azeite, acrescente o alho e a carne. Tempere com o sal e um pouquinho de curry (menos de meia colher de chá). Refogue a carne. Quando ela já não estiver mais crua, acrescente o molho de tomate e deixe ferver.
3. Unte um refratário com manteiga/margarina. Esprema as batatas (ou amasse) e misture com as duas colheres de manteiga. Disponha no refratário untado. 
4. Acrescente o creme de leite na carne e também duas colheres de cream cheese (isso que vai deixar com aquela cremosidade linda ^^). Acrescente o orégano. Mexa para dissolver tudo, deixe mais um pouco no fogo até engrossar um pouco.
5. Espalhe o restante do cream cheese sobre a batata, cubra com o molho de carne, o queijo muçarela ralado e por fim espalhe batata palha por cima. Leve ao forno por 10 minutos e voilà! Prontinho para ir para a mesa!
Não sei o que aprontei com a minha máquina, mas essa foi a foto que saiu menos desfocada... Aiaiai, vai fazer um curso de fotografia, guria...

24 de julho de 2013

O tempo frio é só mais uma desculpa para sair por aí experimentando receitas... e dar asas à gula! Hoje resolvi sair daquelas receitas que sempre acabam no meu fogãozinho aqui em casa quando o termômetro resolve ficar abaixo de 10°C (sobá, caldo verde, fubá, creme de abóbora paulista, minestrone...) e o resultado foi algo saboroso, e bem levinho e suave - ideal para comer a noite.

Ingredientes:
  • 5 batatas médias picadinhas
  • 200g de provolone defumado
  • 50g champignon em conserva fatiado
  • meia cebola pequena picadinha
  • três colheres de alho-poró cortado em rodelinhas finas
  • 1/4 de xícara de salsão picadinho
  • 3 colheres (sopa) de creme de leite
  • azeite
  • orégano
  • sal

1. Cozinhe a batata com uma pitada de sal na pressão por mais ou menos 15 minutos. 
2. Depois de cozida, bata a batata no liquidificador com um pouco da água de cozimento (mais ou menos uma xícara). Reserve.
3. Refogue a cebola no azeite. Adicione a batata batida e mexa bem. Deixe ferver e ficar um pouco mais espesso.
4. Separe o queijo ao meio. Rale metade, e a outra parte corte em cubos. Reserve.
5. Acrescente o salsão.
6. Acrescente o provolone ralado à batata e dissolva. 
7. Acrescente o creme de leite, o champignon, o orégano, e corrija o sal. Deixe por mais uns 5 minutos.
8. Tire o creme do fogo e acrescente o restante do queijo e o alho-poró. Prontinho, agora é só servir!!!


Vai muito bem com um vinho...

16 de junho de 2013

Friozinho, chuva, pouca vontade de sair de casa e muita vontade de ficar na cama, com edredom e pantufas... Mas é chegar o frio também que a gula chega de malas prontas para ficar. O que fazer? Que tal fugir um pouco do tradicional minestrone italiano típico das avós? (nada contra o minestrone, eu AMO, e fui acostumada a comer sopa todas as noites na casa da minha nonna italiana, mas variar não mata ninguém ^^). Então aqui vai uma dica: creme de abóbora moranga com camarão!

Ingredientes:
  • 500g abóbora moranga já cozida (dá para aproveitar as sobras daquela moranga recheada, sabe...)
  • 300 a 400g de camarão rosa
  • meia lata de ervilha 
  • muçarela ralada à vontade
  • uma batata média cozida
  • meia cebola picadinha ou ralada
  • meia caixinha de creme de leite
  • curry
  • sal
  • orégano
  • azeite

1. Tempere o camarão com sal e uma pitada de curry e reserve.
2. Bata a batata, a abóbora e um pouquinho de água no liquidificador, até formar um creme. A batata não vai aparecer o gosto, apenas dá a textura cremosa. Sem ela o creme ficaria uma massa de abóbora encharcada de água. 
3. Coloque um filete de azeite em uma panela e doure a cebola. Em seguida, coloque o creme batido e deixe ferver. 
4. Adicione o creme de leite, o orégano, e corrija o sal. Adicione também as ervilhas.
5. Coloque o camarão e abafe. Deixe por alguns minutos, tome cuidado para não deixar demais ou o camarão passa do ponto e fica borracha. 
6. Camarão deu ponto? (leva uns 5 minutos, nem isso dependendo da quantidade que vc for fazer) Agora é só servir com o queijo ralado por cima! Se preferir ainda mais cremosidade, substitua a muçarela por cream cheese ou requeijão. Pode ser acompanhado de um pouco de pimenta também, fica uma delícia!


A muçarela derreteu enquanto eu fotografava... que maldade ^^ rs

12 de junho de 2013

Quem já não assistiu um filme americano e se deparou com crianças fazendo bagunça na cozinha e fazendo aquelas panquequinhas americanas? Pensar em café da manhã americano é se deparar com as seguintes ideias: bacon, ovos, cereal, e panquecas... Rápidas, fáceis que até criança acerta,  buttermilk pancake passa longe das nossas tradicionais panquecas brasileiras, que se assemelham mais aos crepes franceses de massa fina e leve. As americanas devem ser fofinhas!!! Tradicionalmente levam na massa o buttermilk, originalmente um líquido extraído no processo de fabricação da manteiga, mas que com o passar do tempo passou a designar um grupo de leites fermentados. É mais grosso do que o leite e mais ácido também. Por ser altamente perecível e também devido a praticidade, as receitas tradicionais de buttermilk pancake acabaram sendo substituídas pelas práticas caixinhas com mistura semi-pronta... mistura tudo junto e joga na frigideira. No Brasil o buttermilk é praticamente impossível de ser encontrado, então tem-se várias receitas que tentam imitar o produto ou ainda outras alternativas (tem quem misture leite e suco de limão e deixa descansar por um tempo, mas nunca tentei).
A receitinha que estou acostumada a fazer traz uma mistura de leite e manteiga. O sabor fica quase idêntico ao original, faltando apenas um pouquinho de acidez.

Ingredientes:
Massa
1 1/4 de xícara de farinha
3 colheres de manteiga derretida (não deixar ficar transparente, assim conserva mais o gostinho da manteiga)
1 xícara de leite
2 ovos
1 colher (chá) de sal
3 colheres (chá) fermento químico
1 colher (sopa) açúcar

Cobertura:
Mel ou glucose de milho
uma maçã pequena picada
1/4 de xícara de uvas passas
1/4 de blueberries/mirtilo
1/2 xícara de morangos picados
4 ou 5 colheres (sopa) de creme de leite

1. Misture os secos: farinha, açúcar, sal, fermento químico.
2. Misture os molhados: leite, manteiga e ovo.
3. Junte secos e molhados, mexendo delicadamente. JAMAIS bata no liquidificador ou batedeira, ou a massa não fica no ponto certo. Apenas mexa. Se tiver um fouet fica ainda mais fácil, mas não se empolgue, é apenas para misturar, não para bater a massa.
4. Em uma frigideira antiaderente, coloque uma pontinha de colher de manteiga, espere derreter e coloque uma concha da massa. Ela irá espalhar e formar um círculo. Quando as extremidades estiverem começarem a ficar cheias de bolinhas, com outra cor e com aparência de cozidas, já pode virar. Vira-se apenas uma vez, rapidinho elas ficam prontas. Não é necessário untar a frigideira novamente.
5. Cobertura: misture as frutas e o creme de leite.
6 Para servir, coloque a sua panquequinha no prato, cubra com o mel ou a glucose, coloque as frutas and dig in!!! Cuidado na hora de colocar o mel... a panqueca chupa o líquido e se você não tomar cuidado, fica extremamente doce :S

Se você quiser seguir ainda mais a tradição americana, use o mapple syrup (xarope de bordô) e bacon (sim... até mesmo os dois juntos... gosto é gosto rsrs). Meus alunos adoram essas pancakes com calda de chocolate ou geleia, e se acabam com Nutella... rs

15 de maio de 2013

Sabe quando você está com vontade de frazer aquele franguinho de forma diferente? Então, hoje resolvi me empolgar com a minha frigideira nova (revestida de cerâmica por dentro... por enquanto estou amando!) e fazer as iscas de frango de um jeito novo. Como sempre, tinha que ser algo rápido, e muito nutritivo... Então aqui surgiu essa receitinha:

Ingredientes:
  • 500g de peito de frango cortado em iscas
  • farinha/mistura para empanar Crocmix milanesa (é uma misturinha já pronta, mas se você preferir fazer do seu modo ou não a achar por aí, sem problemas!)
  • meio brócolis chinês (aquele com as folhinhas bem miudinhas)
  • meia cebola média cortada em pétalas
  • um talo de salsão (mais ou menos meia xícara)
  • 1/3 de xícara de alho poró
  • meia xícara de cogumelos champignon
  • meia caixinha de creme de leite
  • orégano
  • manteiga

Para fazer, é bem simples:
1. Passe o frango na farinha de empanar. Em uma frigideira antiaderente grande, coloque um pouco de manteiga derreter e frite as iscas (coloque o mínimo de manteiga possível).
2. Aqueça um pouco de água com uma pitada de sal. Quando começar a ferver, coloque o brócolis cortado em árvores e deixe por um minuto ou dois. Eles não devem perder a crocância! Escorra e deixe separado.
3. Depois de fritas e ainda na frigideira, coloque a cebola, o alho poró, salsão, e mexa bem. Espere alguns minutos e coloque o brócolis e o champignon, tempere com orégano e por fim coloque o creme de leite e mexa. Não ficará um molho, o frango e o brócolis devem ficar apenas com uma camada do creme! Como a mistura para empanar que eu uso já é temperada, eu não tempero o frango com antecedência nem coloco sal depois. Então, caso você use outra farinha para empanar, preste atenção na quantidade de sal, sugiro que tempere só o frango, para não deixar tudo muito salgado.




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