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4 de julho de 2014

Ao contrário do Brasil, nos Estados Unidos são poucos os feriados que o pessoal para de trabalhar e tiram o dia para comemorar. Nem mesmo no Natal isso acontece! Mas hoje é um dos raros dias em que o país inteiro para - 4th of July, ou 4 de julho, dia da independência americana. A Macy's (uma das maiores lojas de departamento de lá) faz um show de fogos no rio Hudson, que separa Nova York da parte continental e de New Jersey e onde também fica a Statue of Liberty. Por todos os lados ocorrem paradas, desfiles, fogos, churrascos... e muita comida típica! E o que seria mais tipicamente americano do que uma apple pie, uma torta de maçã?

Mas por mais que eles amem bacon, a loucura nacional é por uma boa torta. Chicken pie, pecan pie, blueberry pie... Uma boa torta quentinha saindo do forno, ainda fervendo... humm... e se for acompanhada de sorvete então, só pode melhorar! E qual seria a mais famosas das tortas, aquela que ficaria como símbolo do país? Para a felicidade do Johnny Appleseed, é a apple pie, a torta de maçã!

E quem foi esse? Johnny Appleseed, na verdade chamado John Chapman, viveu entre 1774 e 1845. Ele visionou que as pessoas que se estavam em marcha para desbravar o oeste americano precisariam de algo para comer. Por isso, Johnny Appleseed (Johnny semente de maçã) espalhou pés de maçã pelos estados da Pennsylvania, Ohio, Illinois e Indiana. 

Por mais que esse seja um feriado que nada tem relacionado com o Brasil, eu trago aqui a minha receitinha de apple pie, pois, como professora de inglês, eu simplesmente não poderia deixar essa data passar em branco!

Ingredientes:
  • 520g de farinha
  • 250g de manteiga/margarina (com mais de 75% de lipídios) em temperatura ambiente (use a margarina para a versão sem lactose)
  • 230g de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 3 ovos
  • 5 maçãs fuji grandes, descascadas e cortadas em cubinhos
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1/2 colher (sopa) de canela
  • 1/2 limão


1. Misture a farinha peneirada e o sal. Depois acrescente a manteiga/margarina aos poucos, misturando até virar uma farofinha. Faça um buraquinho no meio e acrescente 2 ovos e 250g de açúcar. Misture bem até ficar uma massa uniforme. Embrulhe em filme plástico e leve ao congelador por meia hora. 
2. Conforme a maçã for cortada, espalhe o suco do limão sobre ela para que não escureça. Depois misture a meia xícara de açúcar e a canela. 
3. Forre uma forma com metade da massa, despeje a maçã e cubra com o restante da massa. Bata um ovo e dê umas pinceladas sobre a torta para que ela fique douradinha. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus.



11 de setembro de 2013

Definir um wrap não é exatamente uma tarefa simples. É simples se delimitada aos olhos - um pão fino enrolado com recheios variados. Mas se buscada a origem, o tipo de comida, o recheio original, então vira uma bagunça danada. E para ajudar, a criatividade brasileira aliada às tendências atuais por coisas mais naturais colaboraram para deixar ainda mais confusa a coisa toda. Originalmente um prato americano, o wrap chegou no Brasil e já passando por modificações, trazido pelo fundador da rede de restaurantes Wraps e, depois de muita pesquisa, adaptado ao paladar brasileiro e em versões não tão calóricas. Mas mesmo nos Estados Unidos a origem é um tanto incerta: recebe influência dos tacos mexicanos, do shawarma árabe, do gyros grego... Dizem ter nascido na Califórnia, mas que já há muitos anos era consumido em outros lugares. E o recheio? Guacamole com carne, carne de porco, queijo, alface, tomate... tudo isso pode ser encontrado, junto com diversos tipos de molhos... 

Vamos então para mais uma versão: rúcula com gorgonzola e geleia! O leve amargo da rúcula, o ácido do gorgonzola e o doce da geleia formam uma combinação contrastante que espalha os sentidos na boca, sem deixar de ser leve!

Ingredientes:
  • 1 pão de tortilha, ou pão pita (ou seja, um pão fininho, fácil de ser enrolado)
  • 2 fatias de presunto
  • fatias/pedacinhos de queijo gorgonzola
  • uma colher (chá) de geleia de frutas silvestres (também pode ser frutas vermelhas, amora ou framboesa!)
  • um punhadinho de rúcula

1. Doure o pão dos dois lados em uma frigideira. Espalhe a geleia em um dos lados (uma camada fina, não exagere!), coloque o presunto e forme uma carreira no meio com a queijo e a rúcula. Agora é só enrolar e pronto!

Eu usei a massinha integral da Rap10, que é bem fininha e fica ótima, tanto para wraps quanto para tacos. Com o pão sírio fica um pouco mais complicado, pois ele é mais grossinho e não é tão maleável. Com o pão pita (indiano) dá também, apesar dele ser mais grosso, ele é mais maleável do que o sírio, então fica mais fácil de enrolar - mas o gostinho do pão aparece mais do que o do recheio.

Esses foram feitos com a massa integral, por isso estão mais escurinhas! Olha que crocante!

12 de junho de 2013

Quem já não assistiu um filme americano e se deparou com crianças fazendo bagunça na cozinha e fazendo aquelas panquequinhas americanas? Pensar em café da manhã americano é se deparar com as seguintes ideias: bacon, ovos, cereal, e panquecas... Rápidas, fáceis que até criança acerta,  buttermilk pancake passa longe das nossas tradicionais panquecas brasileiras, que se assemelham mais aos crepes franceses de massa fina e leve. As americanas devem ser fofinhas!!! Tradicionalmente levam na massa o buttermilk, originalmente um líquido extraído no processo de fabricação da manteiga, mas que com o passar do tempo passou a designar um grupo de leites fermentados. É mais grosso do que o leite e mais ácido também. Por ser altamente perecível e também devido a praticidade, as receitas tradicionais de buttermilk pancake acabaram sendo substituídas pelas práticas caixinhas com mistura semi-pronta... mistura tudo junto e joga na frigideira. No Brasil o buttermilk é praticamente impossível de ser encontrado, então tem-se várias receitas que tentam imitar o produto ou ainda outras alternativas (tem quem misture leite e suco de limão e deixa descansar por um tempo, mas nunca tentei).
A receitinha que estou acostumada a fazer traz uma mistura de leite e manteiga. O sabor fica quase idêntico ao original, faltando apenas um pouquinho de acidez.

Ingredientes:
Massa
1 1/4 de xícara de farinha
3 colheres de manteiga derretida (não deixar ficar transparente, assim conserva mais o gostinho da manteiga)
1 xícara de leite
2 ovos
1 colher (chá) de sal
3 colheres (chá) fermento químico
1 colher (sopa) açúcar

Cobertura:
Mel ou glucose de milho
uma maçã pequena picada
1/4 de xícara de uvas passas
1/4 de blueberries/mirtilo
1/2 xícara de morangos picados
4 ou 5 colheres (sopa) de creme de leite

1. Misture os secos: farinha, açúcar, sal, fermento químico.
2. Misture os molhados: leite, manteiga e ovo.
3. Junte secos e molhados, mexendo delicadamente. JAMAIS bata no liquidificador ou batedeira, ou a massa não fica no ponto certo. Apenas mexa. Se tiver um fouet fica ainda mais fácil, mas não se empolgue, é apenas para misturar, não para bater a massa.
4. Em uma frigideira antiaderente, coloque uma pontinha de colher de manteiga, espere derreter e coloque uma concha da massa. Ela irá espalhar e formar um círculo. Quando as extremidades estiverem começarem a ficar cheias de bolinhas, com outra cor e com aparência de cozidas, já pode virar. Vira-se apenas uma vez, rapidinho elas ficam prontas. Não é necessário untar a frigideira novamente.
5. Cobertura: misture as frutas e o creme de leite.
6 Para servir, coloque a sua panquequinha no prato, cubra com o mel ou a glucose, coloque as frutas and dig in!!! Cuidado na hora de colocar o mel... a panqueca chupa o líquido e se você não tomar cuidado, fica extremamente doce :S

Se você quiser seguir ainda mais a tradição americana, use o mapple syrup (xarope de bordô) e bacon (sim... até mesmo os dois juntos... gosto é gosto rsrs). Meus alunos adoram essas pancakes com calda de chocolate ou geleia, e se acabam com Nutella... rs

2 de junho de 2013

Penso que quando fala-se em miscigenação de raças e culturas fica fácil para nós brasileiros entendermos como isso acontece e como uma coisa acaba levando a outra... Então vamos pensar em um lugar muito interessante e incomum dos Estados Unidos: New Orleans (ou, como falam por aqui, Nova Orleans/Orleães), no estado de Luisiana, suldeste americano, importante porto no Golfo do México e localizada perto do rio Mississipi e conhecida como a cidade berço do Jazz. 

Fundada por franceses no início do século XVIII, em quase trezentos anos de história passou pelas mãos dos franceses, espanhóis, voltou aos franceses e depois foi comprada também pelos americanos. Assim, a cultura apresenta uma deliciosa mistura dos franceses, espanhóis, afro-americanos (não se esqueçam da época da escravatura), indígenas e imigrantes vindos de outras colônias francesas como Haiti e Antilhas, além dos alemães e irlandeses quem chegaram mais tarde. 

Agora tente imaginar tudo isso na culinária... junte a paella espanhola, as formas de preparação dos franceses, os fortes temperos dos pratos africanos... Conseguiu? Bom, disso tudo saiu o jambalaya... na versão creole ou red jambalaya (com tomate, chamado de creole por trazer mais aspectos dos povos brancos e negros que vieram como imigrantes das colônias francesas e indígenas que habitavam a região) ou cajun ou brown jambalaya (sem tomate, e com influência direta dos colonizadores franceses). Com arroz, linguiça e camarão, o prato leva vários condimentos e pimenta. Essa versão que fiz hoje tenta conservar a ideia original do prato, mas de forma que fique fácil de ser feito por aqui. É um prato barato de ser feito, relativamente rápido e rende um monte! Para duas pessoas comerem exageradamente bem.

Ingredientes:
  • uma xícara de peito de frango cortado em cubos
  • meia xícara de linguiça calabresa picada ou em rodelas (ou outra que vc prefira... só se lembre que a calabresa é mais temperada)
  • meia xícara de bacon em cubos
  • 3/4 de xícara de camarão (se vc preferir, pode utilizar camarões maiores)
  • uma xícara de arroz (comum, não é arroz de risoto)
  • meia xícara de salsão picado
  • 3/4 de xícara de pimentão verde picado (cubinhos de +/- 2cm)
  • meia cebola cortada em pétalas
  • dois dentes de alho
  • 200g de tomate enlatado pelado e em molho 
  • pouco mais de meio cubo de caldo de legumes ou frango
  • cebolinha a gosto
  • duas colheres de chá de páprica picante
  • pimenta do reino 
  • curry
  • folhas de louro a gosto (usei uma pequena)
  • uma colher de chá de molho inglês
  • azeite
  • molho de pimenta

  1. Antes de tudo, misture uma colher de chá de páprica picante, um alho picadinho, uma  colher de chá de pimenta do reino e uma pitadinha de curry e espalhe no frango. Deixe marinar por 20 minutos.Tempere também o camarão com sal e uma pitatinha de curry e deixe reservado.
  2. Em uma panela quente e em fogo alto (eu usei a minha wok, a panela para paella também dá super certo, ou mesmo a caçarola comum), coloque o bacon e gotas de azeite para ajudar o bacon a começar a tostar.
  3. Dissolva o caldo de legumes/frango em duas xícaras de água fervente. Reserve.
  4. Junte a calabresa ao bacon e salteie. Coloque o frango e continue a saltear, até o frango estiver selado. 
  5. Coloque a cebola, o salsão e o pimentão, sempre salteando. 
  6. Coloque o tomate (como eles vieram um pouco grandes, cortei em pedacinhos), juntamente com o molho.
  7. Acrescente o arroz, mais uma colher de de chá de páprica picante, o louro, o caldo de legumes dissolvido, o molho inglês e o molho de pimenta (coloquei apenas algumas gotinhas, se você preferir mais picante, pode caprichar mais ou até mesmo temperar também com a pimenta caiena em pó) e mexa bem. Diminua o fogo e tampe. Se precisar, vá aos poucos acrescentando mais água.
  8. Quando o arroz já estiver cozido mas ainda com um pouco de água, sobreponha o camarão e tampe. Com mais 5 minutos o camarão cozinhará só com o vapor e calor vindo do arroz, não deixe por muito tempo ou o camarão ficará duro. Caso você tenha optado por camarões grandes, saltei-os separadamente e depois acrescente ao prato.
  9. Desligue o fogo, acrescente a cebolinha and that's it! Está pronto para ser degustado com um vinho e ao som de jazz... Como utilizei o caldo de legumes e a linguiça já temperada, em momento algum precisei pôr sal. Apesar de parecer complicado, é bem tranquilo de ser feito, e leva um pouquinho mais de tempo do que fazer um arroz.




E para acompanhar e dar um climinha...

Kermit Ruffins - Drop Me Off in New Orleans

28 de setembro de 2012

A French toast é a prima americana e metida a chiquetosa da nossa querida yummyyummy rabanada. Pelo menos a tradicional. Essa receitinha de hj é um pouco diferente, pois é salgada (minha carinha de feliz) e com cobertura, mas é também super fácil de fazer que até os adolescentes mais moles ou encapetados conseguem fazer. Rápida, prática, e uma delicinha!!!

Ingredientes:
  • 1 baguete
  • 200g de mussarela ou parmesão radados grossamente
  • 5 ou 6 ovos
  • 250g de presunto fatiado
  • 250g de tomatinhos cereja
  • 200g de manteiga
  • 1/4 de xícara (chá) de leite
  • orégano e majericão (se preferir, cebolinha também)

1. Corte a baguete em fatias com 2cm, de preferência um pouco na transversal. Reserve.
2. Bata os ovos ligeiramente, coloque o leite, o queijo e um pouco de orégano. Não precisa colocar sal, pois já vai o queijo.
3. Passe as fatias de baguete na mistura, deixe grudar bastante queijo e frite na frigideira antiaderente.
4. Fritinhas? Bom, agora corte os tomares cerejas ao meio (assim eles ficam melhores para amolecer e pegar o sabor). Corte o presuntoem tirinhas (mais ou menos 1cm X 5cm).
5. Coloque a manteiga derreter em uma frigideira. Assim que derreter e sem deixar queimar (a dica é colocar junto um fio de azeite), coloque o tomate, sal a gosto, mais orégano (manjericão e salsinha, se preferir). Deixe o tomate amolecer um pouco e soltar um pouquinho de caldinho (mas não deixe ele derreter e virar molho). Esse tomate solta a casta com facilidade, então não se preocupe, as cascas que se soltarem é só você retirar. Coloque o presunto e misture bem. A água q os tomatinhos soltaram formam um caldo saborosíssimo com a manteiga e tudo o mais.
6. Agora é só montar: coloque as French toasts no prato, coloque a mistura por cima e prontinho, dig in!

Rende bem (6 pessoas comem tranquilamente), fácil de preparar e fica leve. A receita original foi publicada pelo site da BBC Good Food, como uma versão do croque-monsieur, de origem francesa. Fiz algumas adaptações, utilizando outro tipo de queijo (na original, estava o gruyère, que além do preço é bem mais forte - e uma delícia!!!) e colocando o tomate e o presunto na manteiga (e não só levar os tomates ao fogo e depois colocar td em cima da toast). E valeu a pena! Fica uma delicia acompanhado de suco de laranja ou uva!





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