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26 de maio de 2014

Com o inverno chegando minha gula pede por muito carboidrato, massas, coisinhas cozidas, friturinhas... nada daquelas coisas tão saudáveis assim. Um molho de tomate um pouco mais carregado no tempero, mais forte e mais grosso. E no lugar das folhas vem um monte de raízes. 

A refeição de ontem foi assim. Eu tinha abodrinha italiana na geladeira que pedia para ser usada. A berinjela também. Já há alguns dias eu sonhava com uma berinjela fritinha, empanadinha huummm... Foi só pensar no molho vermelho e no frango empanadinho que a ideia se formou nesse macarrão inusitado e delicioso!

Ingredientes:
  • 250g de spaguetti
  • 1 xíc. de berinjela cortada em pedaços groceiramente
  • 1 xíc. abobrinha cortada em pedaços groceiramente
  • 200g de filézinho de peito de frango (sassami) cortado em pedaços grosseiramente
  • 1 xíc. de molho de tomate 
  • 50g de cogumelos champignon em metades ou em fatias
  • 1/2 xíc. de pimentão em cubos médios ou grandes
  • 1/2 cebola cortada em pétalas
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1 folha de louro
  • farinha de arroz temperada para empanar
  • azeite
  • sal
  • óleo para fritar
1. Leve uma panela ao fogo com óleo suficiente para fazer fritura de submersão - pelo menos uns 3 dedos de óleo. 
2. Leve uma outra caçarola ao fogo com água para cozinhar o macarrão. Quando levantar fervura, coloque uma pitada de sal e um fio de óleo e o macarrão. Cozinhe até dar o ponto.
3. Passe o frango, a berinjela e a abóbora italiana na farinha de arroz temperada e frite. Deixe escorrer sobre papel toalha e reserve.
4. Em uma frigideira alta coloque um fio de azeite, alho e cebola e refoque até a cebola ficar macia, mas sem deixar o alho queimar. 
5. Acrescente o molho de tomate e deixe ferver. Adicione a folha de louro para ferver junto.
6. Junte o champignon, se necessário acrescente um pouco de água. Corrija o sal. 
7. Junte o frango, a berinjela e a abobrinha fritos e o pimentão. Misture bem, coloque uma pitada de orégano e junte ao macarrão já escorrido - e está prontinho para servir!


22 de maio de 2014

Olá, pessoal! desculpa a falta de atualizações, estive um tanto correndo de um lado para o outro como uma louca para resolver mil coisas... por que domingo foi meu aniversário! Bom, a última vez que pude colocar minha idade em cima do bolo com um 2 na frente (pois é... ano que vem é 30!) e como todo ano não poderia passar em branco. Fiz um bolinho aqui em casa, preparei um cuscuz lindo com todas as boas intenções de tirar foto, postar receita no blog e servir para os convidados... não deu tempo! rsrs Então prometo para vocês que depois eu faço outro (especialmente um com as medidas mais certinhas, nem tanto feito a olho) e posto por aqui!

A receitinha de hoje surgiu da noite para o dia - literalmente. Ontem passei no mercado e o repolho estava em promoção - de quase 5R$ cada estava por 0,90R$ o quilo... Não resisti e trouxe um para casa. O problema é, por mais que eu tenha procurado, não tinha um pequeno. Só tinha monstros! Peguei o menor que tinha, mas ainda assim voltei para casa com um sr. repolho - o negócio é HUGE, WHACKING HUGE, vocês não tem noção! Vou comer repolho por um mês, provavelmente... 

Então, voltando para casa, fui pensando... o que fazer com tudo isso? Daí me lembrei do filme Os Sabores do Palácio, que assisti esses dias... e a Hortense Labore servia um repolho recheado com salmão de dar água na boca... Hum, recheio, sim... isso soa bem! Mas devo confessar que não sou muito fã de charutos de repolho - e um dos fatores desse meu não gostar é por conta do arroz e de como a carne fica cozida com ele. Queria a carne um pouco mais soltinha, então resolvi fazer um recheio do meu jeito. E foi nessa delicinha que resultou!

Ingredientes (para 4 trouxinhas, mais ou menos):
  • 600g de carne (não usei carne moída, usei carne limpinha cortada em mini cubinhos)
  • 1 1/2 xíc. de molho de tomate
  • 1/2 cebola (metade em pétalas e metade em cubinhos)
  • 2 dentes de alho picadinhos
  • 2 ou 3 pedaços de funghi secchi 
  • 4 folhas de repolho (ou mais, dependendo do tamanho da folha)
  • 1 pão francês
  • curry
  • azeite
  • sal
  • orégano
  • vinagre
  • manteiga
  • gelo
1. Ferva uma xícara de água. Lave o cogumelo rapidamente com água de torneira, coloque em um recipiente e cubra com a água para hidratar. Reserve - o cogumelo e a água.
2. Refogue em azeite a metade em pétalas da cebola com metade do alho. Junte 1 xícara de molho de tomate e deixe ferver. Corte o funghi em pedacinhos, junte com a água ao molho de tomate e deixe ferver até reduzir. Acrescente o orégano, acerte o sal e reserve.
3. Ferva uns 2 litros de água. Quando levantar fervura, acrescente umas gotinhas de vinagre. Coloque uma folha de repolho e deixe ferver por 2 minutos. Retire e coloque em uma bacia com água gelada e o gelo, para dar choque térmico e parar o cozimento. Repita com as outras folhas. Reserve.
4. Doure o restante da cebola e do alho em azeite, acrescente a carne, salgue e adicione uma pitadinha de curry. Quando estiver quase totalmente cozida, acrescente o restante do molho de tomate e deixe ferver. Coloque um pouco de orégano, junte o pão picadinho (do mesmo tamanho da carne) e misture bem para que o pão amoleça com o molho. Reserve.
5. Unte um refratário com a manteiga, coloque uma fina camada de molho e pré-aqueça o forno.
6. Enrole as trouxinhas: eu retirei a parte mais grossa do talo do repolho. Abra a folha, coloque um pouco de recheio perto de onde estaria o talo, enrole uma ponta por cima, dobre as laterais sobre o recheio e termine de enrolar. Coloque no refratário. Depois de todas as trouxinhas prontas, cubra com o restante do molho e leve ao forno por uns 20 minutos. E está prontinho!


Humm... imagina só... arroz branco, uma taça de vinho... 


11 de março de 2014

Esse arroz é uma ótima opção para aqueles dias em que sobrou arroz do dia anterior e não quer fazer aquele arroz de forno de sempre. Tem inspiração no jambalaya (que já apareceu por aqui antes), prato tradicional de New Orleans, Luisiana - EUA, e é saborosíssimo! Aqui em casa serve só com uma saladinha, nem precisou de mais nada.

Ingredientes:
  • 1 1/2 de arroz cozido
  • 1 xíc. de peito de frango em cubos
  • 1 naco de linguiça calabresa fininha cortada em rodelas
  • 1/4 de cebola picadinha
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1/3 de xíc. de molho de tomate
  • 1/3 de latinha de milho verde
  • 1/3 de xíc. de pimentão em pedaços
  • 1 colher (sobremesa) de páprica doce
  • 1 colher (café) de molho inglês
  • molho de pimenta a gosto
  • azeite
  • sal
  • cebolinha picadinha

1. Em uma panela aquecida, coloque um fio de azeite, a cebola e o alho. Deixe ficar transparente e acrescente o frango. Tempere com uma pitadinha de nada de sal - não se esqueça que a linguiça já é salgada e fortemente temperada!
2. Quando o frango estiver começando a ficar cozido, junte a linguiça e deixe fritar.
3. Assim que o frango e a linguiça já estiverem fritinhos, junte o molho de tomate, o milho e a páprica. Deixe ferver um pouco. Se precisar, coloque um pouquinho de água. 
4. Adicione o pimentão, o molho de pimenta e o molho inglês. Deixe no fogo por mais uns minutinhos e junte o arroz já aquecido. Misture bem, deixe no fogo por mais um ou dois minutinhos, e está prontinho! Na hora de servir, é só polvilhar a cebolinha por cima.



16 de dezembro de 2013

Aquela massinha fininha, macia e sequinha, enrolada ou em leques (no caso das doces que eu faço), com um recheio delicioso... desde criança as panquecas atiçam o meu apetite. Lembro que minha mãe sempre fazia de carne moída - a massa fininha e a carne sequinha, sem molho, e ficavam maravilhosas! Depois de crescidinha, aprendi a fazer minhas próprias panquequinhas, e fui desenvolvendo receitas e recheios, técnicas de jogar a massa na frigideira e de virá-la jogando para cima. 

E uma dessas minhas receitinhas que ficaram bem famosas aqui na família (tanto que vez ou outra o pessoal acaba se reunindo só para que eu faça as panquecas) é com um recheio de legumes. Como há alguns vegetarianos na minha família, essa acaba sempre sendo uma boa opção quando eles aparecem para almoçar ou jantar.

Ingredientes:
  • 4 ovos
  • 2 xíc. farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) amido de milho
  • 2 xíc. leite (usei um que é zero lactose, mas qualquer leite serve)
  • 2 batatas médias picadinhas
  • 2 cenouras médias picadinhas
  • 1/2 xíc. de milho 
  • 1/2 xíc. de ervilha
  • 1/3 xíc. azeitonas picadinhas
  • 1 xíc de molho de tomate
  • 1/2 cebola picadinha
  • 2 colheres de creme de leite
  • sal 
  • orégano
  • ervas finas
  • azeite
1. Coloque a batata e a cenoura cozinhar com um pouquinho de sal até ficarem macias. Reserve.
2. Refogue a cebola no azeite, acrescente a batata e a cenoura cozidas, o milho, a ervilha e a azeitona. Misture delicadamente, para não amassar os legumes e acabar fazendo papa.
3. Coloque o molho de tomate, regule o sal e tempere com orégano e as ervas finas. Deixe o molho reduzir, adicione o creme de leite (ele deixará o molho mais suave) e desligue. Reserve.
4. Bata os ovos, a farinha, o leite e o amido no liquidificador. Adicione uma pitadinha de sal na massa. 
5. Para fritar a massa é necessária uma boa frigideira antiaderente. Com a frigideira inclinada, despeje um pouco de massa na parte superior e deixe escorrer, girando a frigideira para que a massa se espalhe totalmente. Quando estiver com as bordas tostadinhas e desgrudando, está na hora de virá-la. 
6. Depois da massa frita, basta colocar um pouco do recheio e enrolar. Se preferir, pode cobrir com um pouco de molho - eu preferi deixar sequinha por fora e suculenta por dentro. Fica maravilhoso também fazer uma camadinha de requeijão antes de colocar o recheio!
As minhas ficaram um pouco mais amarelinhas, pois coloquei uma colherinha de açafrão na massa... dá para usar também legumes ou verduras liofilizados (cenoura, beterraba, couve, espinafre...)

20 de novembro de 2013

Ontem eu tive aula de culinária com meus alunos, e do corn dog sobrou um pacotão cheio de fubá - que veio para casa comigo. E hoje de manhã, ao me deparar com ele, já pensei em uma panela cheia e fumegante de polenta, aquela polenta com um espesso, vigoroso e saboroso molho vermelho... hummm 
E foi isso que resolvi fazer para o almoço de hoje. Inicialmente planejei fazer o molho com linguiça, mas achei melhor fazer com carne, pois minha irmã não gosta de linguiça. Pedi então para ela ir ao açougue, e ela foi no mercadinho perto de casa que mudou de dono essa semana e, para nosso pesar, não tem mais açougue... Como ela chegou em casa de mão abanando (quando ela poderia ter andado mais uma quadra e ido ao outro mercadinho), voltei à minha ideia original e não me arrependi!

Ingredientes:
  • 1 ½ xíc. de fubá
  • 7 ½ xíc. de água
  • ½  cebola picadinha
  • 1 dente de alho picadinho
  • 3 tomates médios maduros mas firmes picados em cubos não muito pequenos
  • ½ xíc. de molho de tomate
  • 2 xíc. de linguiça em rodelas (usei aquelas calabresas fininhas)
  • orégano
  • azeite
  • sal
  • pimenta branca em pó
1. Misture o fubá em 7 xícaras de água até dissolver tudo. Reserve.
2. Em uma panela aquecida, coloque um fio de azeite, o alho e metade da cebola. Refogue e acrescente a mistura de fubá, o sal e a pimenta a gosto. Mexa bem e deixe ferver até engrossar, mexendo sempre ou o fundo engrossará e a parte de cima ficará mole. Quando estiver com a espessura desejada (eu gosto um pouquinho mais mole, minha irmã gosta um pouquinho mais dura... rsrs) é só desligar. Reserve.
3. Em outra panela aquecida, acrescente mais um fio de azeite, o restante da cebola e a linguiça. Caso use outra linguiça que venha crua, acrescente-a primeiro e depois a cebola (para não queimá-la). Deixe tudo fritar.
4. Adicione o tomate (se preferir, use tomate sem casca... mas o intuito aqui não é derrete-lo, mas deixar pedacinhos mesmo) e deixe refogar, mas sem derreter. Coloque o molho e, se preferir, sal (lembre que muitas linguiças já vem bem salgadas, então cuidado!). Dê um toque com orégano (eu também coloquei uma pitada de ervas finas). Deixe o molho ferver até engrossar, e está prontinho! É só servir junto com a polenta - por cima ou em outro refratário.



Humm... e para dar um toque final, coloquei umas lasquinhas de provolone ali no canto...

27 de outubro de 2013

Sabe aquelas coisas que sempre estiveram presentes na sua vida quem você nem sabe quando começou? Então, para mim isso acontece com o bobó de galinha que minha mãe faz. Não sei quando ela aprendeu, quem passou a receita ou onde ela arranjou isso, só sei quem desde que me lembro como um ser humano eu lembro dele ser a minha comida favorita, junto com o churrasco do meu pai  - tanto que nos meus aniversários já nem me perguntavam, meus pais já iam logo ao mercado comprar a picanha para o churrasco e o frango para o bobó.

Para mim já era uma comida tão tradicional que só depois de adolescente que fui perceber quem o bobó dos outros não era como o da minha mãe, não levavam os mesmos ingredientes e o dela não seguia as receitas tradicionais. Não ia azeite de dendê (os baianos que me perdoem, mas no centro-oeste e no sul do Brasil esse azeite é forte demais para os nossos paladares, e em 90% das pessoas que tentam usa-lo acabam com uma tremenda dor de barriga e/ou estômago), nem era engrossado com farinha. Lembro que, quando criança, uma amiga da minha mãe (que era louca pelo bobó dela) pediu a receita e nos chamou para almoçar na casa dela. Tb lembro do beliscão que levei por baixo da mesa e minha mãe falando com uma voz consternada para eu comer o negócio e ficar quieta, enquanto eu olhava para a cara da comida e falava desiludida "mas isso não é bobó..." - a ansiedade da cozinheira era tanta que ela esqueceu de bater tudo no liquidificador, então era um creme branco com frango e pedacinhos de tomate, pimentão e cheiro verde boiando (até hoje não encontrei um modo tão estranho e inusitado de se errar uma receita kkkk).

Com o tempo o prato ficou tão tradicional de minha família quem até minhas avós, minhas tias e minha prima aprenderam a fazer. Cada um com um tempero diferente, todos muito deliciosos, mas nenhum com o tempero da minha mãe. 

E diz que certo dia minha lombriga estava tão grande que eu resolvi que iria fazer. Nunca tinha feito, Mas sabia os ingredientes, tinha uma ideia sobre o processo, e sabia com qual gosto o negócio tinha que ficar - e sabia quais eram os truques que minha mãe usava e que dava um gosto tão bom! Fiz sozinha, seguindo o meu estômago, e não é que deu certo?! O detalhe é que não dá para fazer porção para uma ou duas pessoas: você coloca um pouquinho de cada coisa e acaba virando um panelão! Então tire do armário a maior panela que você tiver em casa pois você vai precisar! Esta receita dá tranquilamente para 6 pessoas.

Ingredientes:
  • um peito de frango tamanho médio com osso (e pode deixar a pele tb)
  • 350g de mandioca amarela 
  • 1 cebola média cortada grosseiramente (cortei em 6 pedaços)
  • 1 dente de alho grande cortado grosseiramente
  • 1 dente de alho pequeno bem picadinho ou triturado
  • 2 tomates pequenos bem maduros cortados em 4
  • 1/2 pimentão pequeno cortado grosseiramente (usei do vermelho, mas também dá para usar do verde)
  • 1/4 de xícara de salsinha
  • 1/4 de xícara de cebolinha
  • 1/2 xícara de molho de tomate
  • 2 colheres (sopa) de ketchup
  • 1/2 lata de milho verde
  • 1/2 vidro de palmito (cortado em rodelas)
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • um pedaço de alho poro (mais ou menos uns 7cm) cortado ao meio no sentido do comprimento
  • uma folhinha de louro
  • sal
  • 1 litro de água (mais a água do cozimento do frango)

1.  Coloque na pressão o alho grande picado grosseiramente, metade da cebola, o louro, o alho poró, sal e azeite, doure rapidamente e coloque o peito do frango inteiro, deixe fritar um pouquinho e deixe a parte com o osso para baixo. Cubra com água (mais ou menos dois copos) e deixe pegar pressão por uns 20 minutos. 
2.Quando estiver cozido, descarte os ossos, as peles e gorduras e reserve. Reserve também uma xícara do caldo que ficou na panela (peneirado). 
3. Para desfiar o frango é fácil: coloque na batedeira (coberta, ou vc vai ter que catar pedacinhos de frango para todos os lados da sua cozinha depois) e bata rapidamente. Ele desfia sem ficar pedaços pequenos e cortadinhos, como normalmente ficam quando passados non liquidificador. Deixe pedaços grandes, pois eles desfiarão ainda mais quando forem para a panela. 
4. Em uma caçarola grande (de 22cm ou mais) coloque o restante do alho bem picadinho, azeite e o frango desfiado. Deixe dourar até criar casquinhas. 
5. Enquanto o frango doura, bata no liquidificador o tomate, o restante da cebola, a salsa, a cebolinha e o pimentão com meio litro de água até ficar um caldo. Acrescente ao frango e deixe ferver por 15 a 20 min. Mexa constantemente, pois o frango irá assentar no fundo da panela e por começar a queimar. Eu uso sempre uma panela antiaderente, facilita muito a não deixar criar crosta no fundo - se criar, o bobó pode ficar com gosto de queimado.
6. Adicione o milho e o molho de tomate e deixe ferver.
7. Coloque o caldo do cozimento do frango que havia sido reservado no liquidificador, complete até dar 500ml de líquido e bata junto com a mandioca. Acrescente ao frango com o caldo, misture bem e deixe ferver por mais 20 a 30 min, sempre mexendo. Regule o sal, junte o ketchup e o palmito e deixe por mais 10 a 15 min. 
8. Por fim, coloque o creme de leite, misture bem, deixe por mais uns 5 minutos e desligue. Está pronto para servir com arroz branco e batata palha! Eu gosto sempre de deixar esfriar esfriar um pouco, acentua ainda mais o sabor.


Hummm... com arroz branco e batata palha fica maravilhoso! Minha vó às vezes coloca azeitona picada também e tira o pimentão, que ela detesta, mas eu prefiro mesmo é o bobó do jeito que minha mãe faz!

25 de outubro de 2013

A origem da massa muito se discute, mas é fato que foram os italianos que difundiram a cultura do macarrão pelo mundo. Para quem tem uma nonna italiana como eu, não é novidade ou inusitado ver a farinha e os ovos se transformando em uma mistura lisa e depois passando pela máquina de corte e saindo tirinhas para serem penduradas, secadas e cozidas (aliás, meu pai fazia um macarrão maravilhoso, e a nossa maquininha de corte é da minha vó, da época ainda que ela se casou, mais ou menos uns 60 anos atrás). A mesma receita virava também cappelletti (não tão minúsculos como os do mercado...) e outras coisas...

O prazer em comer massa se tornou tão intenso e a fabricação uma arte que, em 25 de outubro 1995, os italianos realizaram em Roma o primeiro Congresso Mundial de Massa (World Pasta Congress), com cerca de 40 produtores de macarrão do mundo inteiro. Em 2005 formou-se até mesmo a IPO (International Pasta Organisation - sim, com S) com a função promover o consumo do produto e divulgar as informações nutricionais. História a parte, desde 1995 que a indústria do ramo vem promovendo o dia 25 de outubro como o dia da massa ou dia do macarrão. Talvez por não ser algo tão antigo que ainda é pouco conhecido, mas já estão circulando na mídia propagandas que estabelecem essa semana como a semana do macarrão. Quem sabe, em um futuro próximo, esse dia ganhe mais destaque...

E para a comemoração de hoje, vai uma receitinha minha: macarrão ao molho sugo com funghi secchi e muçarela - veio a mim o meu sangue italiano e me deu inspiração! kkk Quantidade para duas pessoas, ok? O funghi que utilizei foi o chileno.

Ingredientes:
  • 250g de spaghetti
  • 1 xíc. e meia de molho de tomate
  • 20g de funghi secchi chileno
  • 150g de muçarela cortada em cubos (fica uma delícia também com a mozzarella de búfala)
  • 10 tomates cereja cortados ao meio
  • 1 dente de alho
  • Meia cebola média cortada em pétalas
  • Sal
  • Azeite
  • Orégano
  • Manjericão

1. Coloque o macarrão para cozinhar em agua fervente com azeite e uma pitadade sal.
2. Lave os cogumelos rapidamnte
2. Em uma papanela já aquecida, adicione um fio de azeite, o alho picadinho e a cebola para dourar.
3. Adicione o molho de tomate e deixe ferver até ficar espesso.
4. Junte os tomates, o funghi, orégano e um pouquinho de manjericão. Quando os tomares começarem a derreter, o molho já está pronto - coloque na panela o macarrão, misture e deixe um pouquinho, para o macarrão absorver o molho. Tire do fogo, misture os cubos de muçarela e sirva com um bicchiere di vino!



23 de outubro de 2013

Eu tenho uma verdadeira paixão por guloseimas de boteco - bolinho de mandioca recheado com carne seca, aqueles cubinhos de presunto e queijo regados com azeite e orégano, pasteizinhos, coxinha, bolinhas de queijo, croquetes... hummm... se forem acompanhados de uma cerveja tipo malzbier (aquela escura e docinha... eu detesto coisas amargas, por isso não gosto da tradicional pilsen) ficam ainda melhores rsrs Mas haja fritura!

E que tal uma forma de trazer o croquetinho nosso de cada boteco para o almoço, e nos livrarmos da fritura? E acrescentarmos um recheio de requeijão derretidinho? 

Ingredientes:
  • 4 batatas médias descascadas, cozidas com sal e amassadas.
  • 400g de carne moída magra
  • 100g de bacon picadinho
  • meia cebola média picadinha
  • um dente de alho picadinho
  • 3/4 de lata de ervilha 
  • 1/3 de xícara de azeitona picadinha
  • 4 colheres de molho de tomate
  • orégano
  • sal
  • azeite
  • requeijão
  • Muçarela ralada

1. Coloque o bacon na panela com um fiozinho de azeite (só para acelerar o aquecimento). Quando estiver douradinho, acrescente a cebola e o alho para dourar. Coloque a carne e acrescente o sal - eu usei também um pouco de curry e limão.
2. Quando a carne estiver quase pronta, acrescente as azeitonas, ervilhas, molho de tomate e orégano. Deixe no fogo até o molho secar. 
3. Carne cozida? Acrescente as batatas amassadas e misture.
4. Faça uma camada da mistura em um refratário untado com manteiga. Espalhe requeijão e cubra com outra camada da mistura e finalize com a muçarela ralada. Leve ao forno pré-aquecido até o queijo derreter.



Olha que exagero de requeijão no meio... O queijinho de cima já está durinho pois eu só tive tempo de tirar a foto quando voltei para casa à noite - então surgiu a dúvida: não dá para saber se é mais gostoso recém saído do forno ou se requentado mais tarde.. .huuummm

4 de agosto de 2013

Já há alguns dias eu estava com a ideia fixa para o almoço de hoje: mousakás (ou, como é mais conhecido por aqui, mussacá), um prato de origem grega/turca, que é muito semelhante a uma lasanha de berinjela. Pois bem, ontem saí do trabalho e fui ao mercado comprar os ingredientes - a berinjela do mercado estava tão feinha que acabei deixando para ir hoje cedo ao sacolão aqui perto de casa (tudo muito mais caro, mas pelo menos de qualidade). Acordar cedo para comprar coisas para comer... só eu mesmo viu.

Voltando ao prato... conheci-o através de um livro sobre culinária grega, parte da coleção Cozinhas do Mundo, publicado pela Editora Abril. Foi água na boa a primeira vista! Com o tempo, acabei desenvolvendo meu próprio jeito de fazer a receita. E é essa que eu passo para vocês hoje:

Ingredientes:
  • 2 berinjelas fatiadas (normalmente o pessoal fatia as berinjelas em tiras largas cortadas no comprimento, mas eu  às vezes gosto de cortá-las em rodelas, para ficar mais fácil de passá-las na frigideira depois e de cortar na hora de servir)
  • 500g de carne moída magra
  • uma cebola média bem picadinha
  • um dente de alho grande picadinho
  • um tomate bem maduro picadinho
  • uma xícara de molho de tomate
  • 2 colheres e farinha de trigo
  • 2 colheres de manteiga
  • 2 xícaras de leite
  • 300g de muçarela ralada grosseiramente
  • 3 colheres de requeijão culinário (eu usei um pouco mais, pois coloquei depois um pouco mais de requeijão por cima de tudo antes de levar ao forno)
  • um ovo
  • azeite
  • orégano
  • sal
  • curry
  • canela em pó
  • noz-moscada

1. Corte as berinjelas e deixe-as de molho submersas na água com sal para livrá-las do amargor (eu deixei por 1h, enquanto fazia outras coisas).
2. Refogue 2/3 da cebola e o alho no azeite. Coloque a carne moída e refogue. Tempere a carne com sal, curry (umas duas colheres de chá) e canela (siiimm canela... isso é tradicional na receita. Pode usar sem medo, não fica com gosto de doce de festa junina não rsrs use duas pitadinhas).
3. Quando a carne estiver cozida, coloque o molho de tomate e o tomate, e mais uma pitadinha de orégano. Deixe ferver (não é para ficar com muito molho, mas com cara de carne molhadinha, com um pouco de caldinho). Reserve.
4. Coloque em outra panela a manteiga e deixe derreter. Faça o roux acrescentando a farinha e deixando dar uma leve fritada. Acrescente o leite, mexendo bem. Deixe ferver até engrossar, e então acrescente a cebola, o sal, 1/3 do queijo, as colheres de requeijão e a noz-moscada. Misture tudo muito bem, desligue e deixe esfriar. Quando estiver morno, acrescente o ovo (sim sim... cru), mexa bem e volte a panela para o fogo por mais um ou dois minutos. Reserve.
5. Em uma frigideira com um filetinho de óleo, passe as fatias de berinjela até elas ficarem mais macias, um pouco mais transparentes e com manchinhas de tostadas. Seque-as no papel toalha. 
6. Agora é só montar: eu costumo fazer uma camada apenas de carne. Coloque um filete de azeite na travessa, coloque uma boa camada de berinjela, usando metade das fatias. Coloque a carne, outra camada com o restante das fatias de berinjela, e o molho béchamel. Cubra tudo com o restante da muçarela e leve ao forno por 15 minutos - depois é só servir com arroz brando e vinho tinto!



2 de agosto de 2013

Batata é uma das coisas quem nunca podem faltar na minha geladeira. Junto com a cenoura, é um alimento chave para todas as horas - serve para salada, assados, prato principal, side dish, vai bem frita, cozida, vira purê ou recheio de panqueca de legumes, faz creme e sopa ou ajuda a dar liga e a espessar outros cremes, vai bem com molho, com queijo, com carne, frango, peixe e também fica maravilhosa só com um salsinho ou aos murros com azeite e alecrim - sem falar que pode sem a sua salvação quando chega aquela visita inesperada que não come carne...

A receita de hj veio da minha nihongo no sensei  (minha professora de japonês), e acabou virando uma alternativa lá na escola para a batata recheada (pois com turma grande e tempo contado, não dá para fazer batata por batata). É super tranquila de fazer e deixa o nosso lado gordo muito mais feliz (esqueçamos as calorias aqui). Faz sucesso entre a molecada e a marmanjada! Então vamos lá: batata assada com strogonoff!

Ingredientes:
  • 6 batatas médias
  • 500g de carne picadinha (usei patinho, pois não tem nada de gordura)
  • 1 1/2 xícara de molho de tomate
  • 3/4 de caixinha de creme de leite
  • um potinho de cream cheese
  • 300g de muçarela ralada grossa
  • meia cebola média
  • um dente de alho pequeno
  • 2 colheres manteiga
  • 2 xícaras de batata palha
  • azeite
  • orégano
  • curry
  • sal

1. Cozinhe a batata com sal na pressão por 10 minutos. Escorra e deixe dar uma secadinha, para ela não ficar aguada. 
2. Doure a cebola no azeite, acrescente o alho e a carne. Tempere com o sal e um pouquinho de curry (menos de meia colher de chá). Refogue a carne. Quando ela já não estiver mais crua, acrescente o molho de tomate e deixe ferver.
3. Unte um refratário com manteiga/margarina. Esprema as batatas (ou amasse) e misture com as duas colheres de manteiga. Disponha no refratário untado. 
4. Acrescente o creme de leite na carne e também duas colheres de cream cheese (isso que vai deixar com aquela cremosidade linda ^^). Acrescente o orégano. Mexa para dissolver tudo, deixe mais um pouco no fogo até engrossar um pouco.
5. Espalhe o restante do cream cheese sobre a batata, cubra com o molho de carne, o queijo muçarela ralado e por fim espalhe batata palha por cima. Leve ao forno por 10 minutos e voilà! Prontinho para ir para a mesa!
Não sei o que aprontei com a minha máquina, mas essa foi a foto que saiu menos desfocada... Aiaiai, vai fazer um curso de fotografia, guria...

9 de julho de 2013

Anos atrás eu me lembro da minha professeur de francês falando sobre pratos típicos, e volta ou outra eu ouvia falar desse prato que é tipicamente rústico, proveniente de uma Provence rural. Depois de um tempo, eis que surge o filminho para dar fama ao prato!
Quando se pense em culinária francesa, não dá para evitar pensar em pequenas quantidades (depois que eu aprendi a servir à francesa, fui entender o porquê de um pouquinho só no prato... imagina, entrada, salada, consommé, prato principal, frios... uma sequência de 4 ou 5 pratos, todos cheios... não passaria da entrada ^^). Também não é difícil pensar em mil e uma técnicas e armas secretas... Mas nem sempre é assim (já deu para perceber pelo Croque Monseur, postado alguns dias atrás). O ratatouille também mostra que a cozinha francesa não precisa ser difícil para sr deliciosa!

Ingredientes:
  • uma berinjela pequena cortada grosseiramente
  • um tomate grande cortado em cubos grandes
  • meia xícara de pimentão verde (picado grosseiramente)
  • meia xícara de pimentão amarelo (picado grosseiramente)
  • meia xícara de pimentão vermelho (picado grosseiramente)
  • uma xícara de abobrinha italiana em pedaços grosseiros
  • uma cebola média cortada em pétalas ou rodelas
  • uma xícara de molho de tomate (temperado com alho, cebola e louro)
  • 3/4 xícara de azeite 
  • manjericão
  • orégano
  • sal a gosto

1. Deixe a berinjela de molho na água com sal, para tirar o amargor, por mais ou menos 1h.
2. Coloque o molho na travessa, e por cima espalhe a berinjela, a abóbora, os pimentões, a cebola e o tomate. Tempere com o orégano, manjericão e sal. Regue com o azeite, cubra com papel alumínio e leve ao forno por 20 min.
3. Tire o papel alumínio e deixe no forno por mais 5 mim e pronto! Os legumes podem ser alterados sem problemas, apenas a berinjela e o tomate é que são essenciais.

Usei o manjericão que seco em casa... apesar de não ficar tão forte quando o fresco, sempre é uma boa opção enquanto a minha (quase) horta cresce...

26 de setembro de 2012

Cá estou eu, sozinho em casa e precisanso comer, precisando acabar com algumas coisas que ainda estavam na geladeira....ou seja, precisando achar uma desculpa para cozinhar algo gordo e gostoso.
Fiz o "bife negro".
Sentiram? Entenderam? Bife negro x língua preta! Kakaka adoro trocadilhos, afinal que "cochicha não petisca" (by idolos 2012).

Ingredientes:

  • três ou quatro bifes finos e macios, temperado com alho e sal;
  • uma colher de molho de tomate;
  • uma pitada grande de curry;
  • uma pitada mínima de canela;
  • molho shoyo a gosto (umas duas colheres);
  • um copo de cerveja;
  • uma colher de cha de farinha, dissolvida em uma xicara de café.

Modo de preparo:

1. Separe a farinha e deixe guardada. Junte todos os demais em uma frigideira, tampe e deixe lá até o molho reduzir bem, ficando mais grosso.
2. Junte a farinha dissolvida e espere engrossar mais.
3. E tá pronto. Servi com batata palha pq nao queria fazer arroz soh para mim e pq tambem precisava acabar como restinho que tinha dela.


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