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7 de fevereiro de 2016

Olá pessoal, aqui estou eu de volta. Que coisa feia, o último post foi quase um ano atrás... De lá para cá tanta coisa aconteceu que a diversão na cozinha e a criatividade acabaram de ter que ficar de lado por causa da total falta de tempo. Além disso ainda estou me adaptando a uma nova cozinha.. de apartamento, ou seja, bem menor do que a de antes. O lado bom é que as leituras pelo menos não sofreram tanto, pois ainda gasto muito tempo esperando por ônibus ou indo de ônibus de um lado para o outro e manter sempre um livro na bolsa ajudar a tornar cada minuto útil. 

Então vamos lá. A receita de hoje é um clássico da culinária... quem já não fez/provou/viu/ouviu-falar de um bom risoto? Principalmente do milanês? Essa tradicional obra de arte da diversificada culinária italiana tem rondado as cozinhas por cerca de 500 anos e não é difícil de entender o porquê... é saboroso, tem uma apresentação linda que enconde a facilidade de preparo. Além disso, hoje é ainda mais fácil encontrar os ingredientes necessários, havendo disponibilidade de arroz nacional ou importado em bons mercados. 

Para essa receita eu utilizei caldo de frango que eu mesma preparei em casa - vou fazer o caminho inverso da coisa, postarei a receita do caldo depois. É bem fácil de fazer e só precisa de um pouco de tempo. Eu prefiro evitar o máximo possível usar temperos prontos - além do mais, usar ervas secas e frescas deixa sua comidinha mais saborosa e a preparação mais divertida. 

Ingredientes:
  • 2 xícaras de arroz carnaroli (pode ser o arbóreo também, mas eu prefiro o carnaroli pois este fica mais ao dente, mais firme que o arbóreo)
  • 1,5 litro de caldo de frango
  • 1 xícara de vinho branco seco
  • 1/2 cebola grande bem picadinha
  • 1 dente de alho bem picadinho
  • 3 colheres de manteiga
  • 1 xícara de queijo parmesão ralado 
  • 1 colher de chá de açafrão-da-terra/cúrcuma (a receita original leva o açafrão verdadeiro, em pistílios ou pó... pode ser um pouco difícil de encontrar e o preço é um tanto salgado, uma vez que o açafrão é a especiaria mais cara do mundo... eu optei pela cúrcuma, fique a vontade de utilizar qual preferir... normalmente com o açafrão original há um toque também no sabor, e não apenas na cor)
  • Pimenta da jamaica moída (um toque meu, opcional)
  • Mais um pouco de queijo parmesão para servir


1. Coloque o caldo de carne para esquentar e mantenha-o no fogo, você vai sempre precisar trabalhar com ele quente para preparar o risotto.
2. Em uma panela de fundo grosso, coloque 1 colher de manteiga e quando derreter (mas sem queimar), adicione a cebola e o alho. Frite-os até amolecer, porém sem dourar.
3. Acrescente o arroz (eu lavei previamente... bem, simplesmente não gosto de sujeirinha na minha comida... mas se lavar, não se esqueça de deixar escorrer bem) e frite bem, mas sem deixar amarelar.
4. Junte o vinho branco e mexa, deixei evaporar.
5. Coloque o açafrão-da-terra ou o açafrão verdadeiro, misture bem. Coloque também sal a vontade, mas tome cuidado que o caldo de frango e o queijo que serão acrescentados depois já são salgados.
6. Quando o vinho tiver evaporado, comece a juntar o caldo de frango aos poucos. coloque uma ou duas conchas, mexa bem e deixe cozinhar. Quando evaporar, coloque mais um pouco e vá repetindo o processo até o arroz estiver cozido. Mexer sempre é também fundamental para a textura.
7. Quando estiver quase pronto, acrescente o queijo, misture bem, e o restante da manteiga... é ela que dará ao risotto aquele tom brilhante na cor. E prontinho! Para servir você pode polvilhar um pouquinho de pimenta-da-jamaica por cima e um pouco mais de queijo... 

risoto milanês
Com uma pitadinha de pimenta-da-jamaica e um pouquinho mais de queijo parmesão

26 de outubro de 2014

O post de hoje (que era para ter saído ontem, mas o cansaço depois de ter dado 6h de aula não permitiu) é todo dedicado a um produto tão comum em nossas vidas e que teve e ainda tem muita importância econômica e cultural - ontem foi o dia do macarrão! Esse produto tem com base a farinha de cereais (especialmente o trigo), sal e água, podendo às vezes levar ovos ou óleo e tem a origem um tanto controversa - uns dizem que foi levada da China para a Itália por volta de 1295  por Marco Polo; outros apontam que estudos mostram que antes da viagem de Marco Polo à China já haviam relatos do consumo de uma massa similar na Itália e que há indícios que remontam ao consumo do macarrão já no séc. III a.C.; há ainda os que dizem que os árabes já consumiam uma massa seca chamada itrjia e que a teriam levado para a região da Sicília no séc. IX. 

Independente da origem, foram os italianos sem dúvida que espalharam a cultura do macarrão pelo mundo. Aqui no Brasil o consumo se intensificou com a vinda da imigrantes durante a guerra. É tão tradicionalmente italiano que há congressos, associações e, desde 1995, comemora-se o dia 25 de outubro como o dia mundial do macarrão!

A receita que eu trago para vocês hoje é uma receita de família. Minha nonna italiana fazia, meu pai fazia e agora eu faço. É super fácil e fica ainda melhor caso você tenha um cilindro ou uma máquina de cortar macarrão em casa. Eu herdei uma que era da minha vó e depois passou para o meu pai (rsrs na verdade, meu pai se apossou e consertou a maquininha que já estava parada há certo tempo e minha mãe, depois que meu pai faleceu, se recusou a devolver a maquininha e disse que era para mim kkkk), mas ela ainda está na casa da minha mãe, bem longe daqui, então fiz tudo no braço, no rolo de macarrão (que finalmente foi usado para fazer macarrão rs) e na faca. Só é preciso de um pouco de força no braço e paciência, mas o resultado compensa! A receita é de uma massa de ovos.

Para a massa do macarrão:

  • 500g de farinha de trigo
  • 6 ovos grandes 
  • 1 pitada de sal

1. Disponha a farinha peneirada em um recipiente, faça um buraquinho no meio, coloque o sal e os ovos. Bata os ovos e vá misturando a farinha. Depois é só sovar até ficar tudo homogêneo. Se os ovos forem pequenos, acrescente um pouquinho de água (uma colher de chá), mas só se preciso (os meus ovos eram tão gigantes que tive que acrescentar mais uma colher de farinha). Deixe descansar por uns 40 minutos, coberta com um pano úmido para a massa não ressecar.
2. Separe a massa em 4 ou 5 partes. Cilindre para tirar as bolhas ou então, acaso você use o rolo, faça o seguinte processo: abra a massa um pouquinho em uma superfície enfarinhada, dobre, estique um pouco, dobre, estique, dobre... faça isso umas 5 ou 6 vezes. Agora é só abrir a massa, bem fininha, com cerca de 1mm de espessura. Faça uma tira comprida e não muito larga, assim é mais fácil de controlar a espessura. Repita o processo com todas as partes (demorei nem meia hora). 
3. Deixe as tirar descansarem em um lugar arejado, até que elas comecem a secar e fiquem levemente esbranquiçadas. 
4. Se você tiver a maquininha de cortar, agora é só passar as massinhas pela máquina para cortá-las. Se você pretende cortá-las na faca, esfarinha super levemente as tirar, dobre-as e corte as tiras. Assim que terminar de cortar, separe-as e, de preferência, pendure-as em algum lugar para terminarem de secar. As minhas já estavam bem sequinhas, então só deixei um pouco mais em cima de mesa e depois separei em porções. Tive o rendimento de 780g de massa. Lá em casa ela já durou uma semana - não que tenha estragado depois disso, mas foi o quanto durou o estoque antes de comermos tudo rsrs.


Abra a massa bem fininha, com um 1mm de espessura, até ficar quase transparente.

Aqui a massa já cortada bem grosseiramente, justamente para ficar com cara de caseiro. Se quiser, corte  mais fininho e mais regular.

huummm yammy yammy! (p.s.: a toalha quadriculada vermelha não foi intencional!)

Aqui em montinho...

... e aqui já separado em porções, para facilitar guardar e cozinhar. 
Esse é meu paizinho e o varal de estender macarrão que ele mesmo inventou (agora ele deve estar fazendo muita macarronada lá no céu...) - era assim que costumávamos secar o macarrão lá em casa.


Preparada a massa? Agora vamos para o molho Alfredo!

Esse molho é a coisa mais simples do mundo! Uma simplicidade fantástica e genial e que dura já 3 gerações, desde que o chef Alfredo di Lelio criou o prato para sua esposa e depois passou a servi-lo em seu bistrô que havia sido inaugurado em 1910 em Roma. Virou o sucesso da casa e tornou o restaurante famoso, e desde a época de Alfredo ele ainda é feito da mesma forma, apesar de haverem diversas versões da receita por aí. O que dá destaque nesse prato é a qualidade dos ingredientes e há um truque básico: o prato em que será servido deve ser aquecido. 

Molho Alfredo (para 250g de macarrão):
  • 3 colheres (sopa) de manteiga de qualidade
  • 150g de queijo parmesão em pedaço
  • sal
  • uma colher de café de ervas de Provence

1. Cozinhe o macarrão em água salgada - não ´precisa de azeite, basta seguir a proporção de 1 litro de água para cada 100g de macarrão. 
2. Coloque os pratos nos quais será servido o macarrão em uma panela com água e ferva até eles estarem aquecidos. Ou, caso opte por colocar em uma só travessa, você pode ferver a água e despejar nela, ou ainda colocar água quente e levar ao forno ou ao microondas por alguns minutos. 
3. Rale o parmesão - compre o pedação do parmesão e rale em casa para garantir a qualidade. Muitas vezes os queijos já ralados possuem misturas ou já estão muito ressecados. Ralar em casa vai de certa forma garantir que o seu parmesão é mesmo parmesão.
4. Pegue o prato aquecido, coloque a manteiga (que vai começar a derreter lindamente!), sal, pitadinhas de ervas de Provence (cuidado, pois são muito forte!), coloque o macarrão e cubra com o parmesão. Se preferir, pode misturar já ou levar assim para a mesa, para que cada um misture o seu.


O parmesão é um queijo duro, então ele não vai derreter como a muçarela, ok?



19 de setembro de 2014

A estrela da receita de hoje tem uma história um tanto intrigante, pois tudo indica que ela já rodou o mundo. Essa variedade que surgiu do cruzamento entre espécies distintas (sendo uma delas a moranga) pode ser encontrada por aí como cabotiá, cabotiã, kabocha ou ainda abóbora japonesa. No Japão, o termo kabocha é usado tanto para se referir a ela, quanto a outros tipos de variedades ocidentais. O fato é que ela chegou por lá pouco depois do descobrimento do Brasil, levada pelo portugueses do Camboja para lá, daí o nome - Cambodia abobora, que os japoneses acabaram encurtando para apenas kabocha. Como ela foi parar no Camboja eu já não sei, pois estudos indicam que a sua origem é no continente Americano e que até os Incas e Aztecas já a usavam!

História a parte, as abóboras são facilmente encontradas pelo país inteiro e também têm longa tradição em culinárias de outros países (veja como os americanos são loucos por pumpkins!). São ótimas alternativas para salada (até mesmo raladas cruas!), cozidos, sopas, recheadas... os sabores diferem conforme a variedade, e muitas possuem um adocicado todo especial! Na receita de hoje ela virou purê e um ótimo acompanhamento para uma salada leve, arroz branco e um assado.

Ingredientes:
  • 3 xícaras de cabotiá em pedaços
  • 1 batata entre média e pequena cortada em pedaços
  • 1 colher de manteiga
  • 2 colheres de cream cheese
  • 2 colheres de creme de leite
  • sal

1. Cozinhe a cabotiá e a batata com sal até ficarem macias.
2. Passe por um espremedor, retirando bem a água. 
3. Misture o creme de leite e o cream cheese.
4. Em uma panela já quente, coloque a manteiga e, quando estiver derretendo, coloque a abóbora e a batata espremidas e já misturadas com o cream cheese e o creme de leite. Mexa bem com uma colher de pau, cheque o sal, e quando começar a desgrudar do fundo já está pronto! A batata vai ajudar na textura e deixar um gostinho especial!



27 de agosto de 2014

A batata doce está na minha lista de alimentos que eu torcia o nariz quando era criança (não por falta de insistência dos meus pais) e que aprendi a gostar depois de adulta (canso de falar que o melhor remédio para quem é chato para comer é começar a ir para o fogão para fazer a própria comida... não que eu fosse assim quando criança, aliás, era o oposto... comia até demais e eram raras as coisas para as quais eu torcia o nariz). Aprendi que afinal aquele gosto adocicado não era tão ruim assim, depois passou a suportável, e hoje eu adoro! 

Como ela não estraga tão fácil e rende bem, sempre tenho pelo menos uma em casa. E hoje foi o dia de dar uma testada em algo diferente... uma solução super simples mas que dá um gostinho especial para a batata cozida: manteiga. Apesar de ter muitas coisas da culinária francesa que não passam pelo meu crivo de estranheza, uma coisa eu tenho que concordar... parece que tudo fica mais gostoso com manteiga!

Ingredientes:
  • 1 batata doce cortada em rodelas grossas (espessura de um dedinho)
  • 3 ou 4 colheres de manteiga
  • ervas finas

1. Cozinhe a batata na água. Quando estiver quase pronta, escorra. 
2. Espalhe uma generosa camada de manteiga em um refratário. Distribua as batatas, termine de espalhar a manteiga em cima delas. Salpique com as ervas finas e, se quiser, sal (eu prefiro as minhas sem sal mesmo). Agora é só levar ao forno por alguns minutinhos para a batata terminar de cozinhar na manteiga e absorver o sabor. Fica suave e delicioso!




4 de julho de 2014

Ao contrário do Brasil, nos Estados Unidos são poucos os feriados que o pessoal para de trabalhar e tiram o dia para comemorar. Nem mesmo no Natal isso acontece! Mas hoje é um dos raros dias em que o país inteiro para - 4th of July, ou 4 de julho, dia da independência americana. A Macy's (uma das maiores lojas de departamento de lá) faz um show de fogos no rio Hudson, que separa Nova York da parte continental e de New Jersey e onde também fica a Statue of Liberty. Por todos os lados ocorrem paradas, desfiles, fogos, churrascos... e muita comida típica! E o que seria mais tipicamente americano do que uma apple pie, uma torta de maçã?

Mas por mais que eles amem bacon, a loucura nacional é por uma boa torta. Chicken pie, pecan pie, blueberry pie... Uma boa torta quentinha saindo do forno, ainda fervendo... humm... e se for acompanhada de sorvete então, só pode melhorar! E qual seria a mais famosas das tortas, aquela que ficaria como símbolo do país? Para a felicidade do Johnny Appleseed, é a apple pie, a torta de maçã!

E quem foi esse? Johnny Appleseed, na verdade chamado John Chapman, viveu entre 1774 e 1845. Ele visionou que as pessoas que se estavam em marcha para desbravar o oeste americano precisariam de algo para comer. Por isso, Johnny Appleseed (Johnny semente de maçã) espalhou pés de maçã pelos estados da Pennsylvania, Ohio, Illinois e Indiana. 

Por mais que esse seja um feriado que nada tem relacionado com o Brasil, eu trago aqui a minha receitinha de apple pie, pois, como professora de inglês, eu simplesmente não poderia deixar essa data passar em branco!

Ingredientes:
  • 520g de farinha
  • 250g de manteiga/margarina (com mais de 75% de lipídios) em temperatura ambiente (use a margarina para a versão sem lactose)
  • 230g de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 3 ovos
  • 5 maçãs fuji grandes, descascadas e cortadas em cubinhos
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1/2 colher (sopa) de canela
  • 1/2 limão


1. Misture a farinha peneirada e o sal. Depois acrescente a manteiga/margarina aos poucos, misturando até virar uma farofinha. Faça um buraquinho no meio e acrescente 2 ovos e 250g de açúcar. Misture bem até ficar uma massa uniforme. Embrulhe em filme plástico e leve ao congelador por meia hora. 
2. Conforme a maçã for cortada, espalhe o suco do limão sobre ela para que não escureça. Depois misture a meia xícara de açúcar e a canela. 
3. Forre uma forma com metade da massa, despeje a maçã e cubra com o restante da massa. Bata um ovo e dê umas pinceladas sobre a torta para que ela fique douradinha. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus.



12 de maio de 2014

Esse foi mais uma receita que surgiu ao acaso, nada planejado. Simplesmente veio aquele estralo na mente e uma ideia se acendeu. Foi quando eu fazia um simples bolo, uma daquelas receitas básicas que todo mundo tem, com uma coberturinha de chocolate, que resolvi começar a jogar umas coisinhas mais. 

Eu tinha uma essência de rum novinha em folha - e queria testá-la. Simples assim.

A segunda parte do nascimento desse bolinho foi lembrar uma frase do livro Quem colocou o filé no Wellington, que já foi comentado no blog - dizem que o cozinheiro do Lorde Lamington criou um bolo que era um pão de ló passado no chocolate e no coco para servir aos convidados que se reuniam frequentemente na casa do Lorde para discussões políticas. Dizem também que o Lorde detestava o bolo (que tinha o seu nome) tão admirado pelos outros, e o chamada nada carinhosamente de "aquela droga de bolo felpudo". E ao dar minhas risadinhas sozinha na cozinha por causa da história toda (como uma pessoa nada normal, convenhamos...), pensei: coco! 

Rum e coco, por que não? 

Os cubanos devem fazer isso o tempo todo, sem falar na piña colada, que ainda leva abacaxi... E  o chocolate... dizem por aí que combina até com alguns pratos salgados, por que não um inocente bolinho fofo que leva o seu companheiro de loga data, o sr. coco? Eu só não tinha ideia que essa misturinha poderia ficar tão deliciosa! A primeira versão feita em um fim de tarde não durou o suficiente para dar tempo de tirar uma foto. 

Ingredientes:
  • 1 xíc. de farinha de trigo
  • 1/2 xíc. de açúcar
  • 1/2 xíc. de manteiga mais um pouco para untar
  • 2 ovos
  • 1 1/2 colher (chá) de essência de rum
  • 1/4 xíc. de coco ralado (eu preferi usar um que não seja adoçado, para não exagerar no açúcar) 
  • 1/4 xíc. de leite de coco
  • 150g de chocolate ao leite picadinho
  • 1/2 colher (sopa) de fermento químico
  • 3 colheres de creme de leite
  • coco em flocos suficiente para cobrir 
1. Pré-aqueça o forno.
2. Bata a manteiga e o açúcar até virar um creme. 
3. Desligue a batedeira e acrescente um ovo inteiro. Bata até o ovo virar um creme homogêneo. Acrescente o outro ovo, a essência e as 3 colheres de coco.
4. Peneire o fermento e a farinha juntos.
5. Tire o creme da batedeira e vá incorporando delicada e alternadamente um pouco da farinha e um pouco do leite de coco. Coloque em uma assadeira untada e leve ao forno até ficar douradinho.
6. Derreta o chocolate: leve ao microondas por 30 segundos, mexa, leve por mais 30 segundos, mexa bem, e repita a operação até estiver tudo derretido - quando estiver só com alguns pedacinhos ainda inteiros, mexa até derretê-los ao invés de levar novamente ao forno, para não correr o risco de queimar o chocolate. Acrescente o creme de leite e misture para formar a ganache.
7. Desenforme o bolo, cubra com o chocolate e polvilhe o coco em flocos por cima. O bolo fica ainda mais gostoso depois que a ganache esfriar e ficar mais durinha!



HUmm.. vai um pedacinho? Que tal um chá?


5 de março de 2014

Esse bolo surgiu daquela vontade de fazer um lanchinho suave, um pouquinho requintado e que aproveitasse as coisas que eu já tivesse em casa - e, por que não, com pretensões saudáveis? Ficou tão bom que não resisti e comi ainda quente (e fiz o favor de quase despedaçar o coitado, pela pecado de não ter paciência de esperá-lo esfriar para desenformar e virá-lo), e no dia seguinte já não tinha mais nadinha de nada. É super leve para o verão, e clama ardentemente por um chá com amigas no inverno. A minha receita dá um bolo pequenininho (pois aqui em casa somos só duas, eu e minha mana), então para um bolo para toda uma família é melhor dobrar ou triplicar a receita (se for uma família muito grande). Usei como base a mesma massa para o naked cake de damasco que fiz outro dia.

Ingredientes:
  • 10 amêndoas sem casca trituradas 
  • 5 macadâmias trituradas
  • 1 xícara de farinha
  • 2 ovos
  • 1/2 xícara de manteiga
  • 1/2 xícara de açúcar cristal
  • 1/4 de xícara de creme de leite
  • 1 colher (café) de essência de amêndoa
  • 1/2 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 maçã sem casca cortada em cubinhos
  • 1/3 de caixinha de leite condensado
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • manteiga para untar 
  • farinha para enfarinhar a amêndoa e a macadâmia (mais ou menos uma colher de chá)
1. Preaqueça o forno.
2. Bata a manteiga e o açúcar na batedeira até virar um creme. 
3. Desligue e acrescente um ovo e a essência de amêndoa. Bata novamente até incorporar o ovo e o creme mudar de textura. Acrescente o outro ovo e continue batendo. Quando estiver tudo homogêneo, desligue.
4. Peneire a farinha junto com o fermento. Adicione uma parte ao creme, mexendo delicadamente. Junte o creme de leite, e misture novamente. Junte o resto da farinha com o fermento e termine de misturar. 
5. Coloque um pouco de farinha em um recipiente com a amêndoa e a macadâmia e misture até que as castanhas estejam cobertas - isso evitará que elas se depositem no fundo da forma.
6. Misture a maçã picada, o leite condensado e a canela. Reserve.
7. Unte uma forma (18 cm de diâmetro) com a manteiga (não precisa de farinha). Distribua a massa, que é praticamente uma espuma densa. Espalhe por cima da massa crua a maçã e leve ao forno até ficar corado - em algumas partes a maçã continuará na superfície, em outras ela ficará no meio da massa.

27 de fevereiro de 2014

Hoje foi o dia de eu dar um pulinho no salão para dar um jeito na cabeleira. Saí de lá já era mais de onze horas, então precisava de uma alternativa rápida para o almoço e que não me deixasse cheirando a fritura. Resolvi então dar um pulo no açougue e comprar uma maminha para fazer no forno - ok, não é tão rápido assim, mas pelo menos eu não fico com cheiro no cabelo.

Resolvi usar um tempero semelhante a aquele do peito de frango recheado, mas dessa vez não deu tempo de rechear. Ficou super prático e delicioso!

Ingredientes: 
  • 500g da maminha
  • 2 colheres de mostarda de Djon
  • 1 colher de manteiga
  • sal grosso
  • uma pitada de pimenta do reino
  • 1 colher (chá) de ervas de Provence
1. Preaqueça o forno.
2. Em uma vasilha, misture a mostarda, a manteiga, a pimenta e as ervas de Provence. Espalhe essa mistura dos dois lados da peça de maminha já limpa - você também pode fazer pequenas incisões e preenchê-las com a mistura.
3. Coloque uma camada de sal grosso em uma assadeira, coloque a maminha, cubra com mais um pouco de sal. Leve ao forno, virando a peça de lado depois de um tempo. Ela vai ficar suculenta e com um tempero maravilhoso! Depois de assada, é só fatiar e servir. Se preferir, jogue um pouco mais de mostarda por cima na hora de ir para a mesa.

19 de fevereiro de 2014

Imagine a perdição: aquele cheirinho de bolo quentinho de baunilha se espalhando pela casa... aquela massa super fofinha e leve... o levemente ácido do damasco e um creme suave e adocicado... os sabores e texturas se espalhando pela boca... huuummm...

E se ainda for fácil de fazer, melhor! 

Essa massa eu descobri já há alguns meses, quando eu decidi dar uns cup cakes para meus alunos no final do semestre. Imagina: 40 e poucos cupcakes em um dia! Na época fiz ele formigueiro,com uma cobertura ganache de chocolate branco (tingido de verde), uma estrela dourada no centro (de chocolate branco... pintado) e muitos confetis ao redor... ficou uma graça, e deliciosos de morrer!

Depois acabei aproveitando a mesma massa e fiz um naked cake de morangos, chocolate branco e brigadeiro branco para as amigas que vieram aqui em casa. Outro sucesso! Já para hoje o recheio foi de damasco. Já há alguns dias eu havia comprado os damascos para fazer esse bolo e ainda não havia usado tudo (apesar de uma certa formiga gigante que tenho aqui em casa chamada "irmã-mais-velha", que tem o dom de fazer as coisas desaparecerem dos pacotes). Então depois de chegar do trabalho, sozinha em casa e ligada na tomada, resolvi por a batedeira em ação. Rapidinho bati a massa, assei e deixei esfriar, para preparar os recheios no dia seguinte de manhã. E que perdição ficou!

Ingredientes:

Bolo:
1/2 xíc. de açúcar de confeiteiro (ou refinado... eu usei o de confeiteiro porque era o que estava mais fácil de encontrar no meu armário)
1/2 xíc. de manteiga não muito gelada
2 ovos
1 xíc. de farinha de trigo
1/4 xíc. de creme de leite
1/2 colher sopa de fermento químico
1/2 colher de sopa de essência de baunilha
damascos para decorar
açúcar de confeiteiro impalpável para decorar (ou leite em pó)

Creme:
1/2 xíc. de leite condensado
1/2 xíc. de creme de leite
1 colher (sopa) de manteiga
gotinhas de essência de baunilha

Geleia:
150g de damasco seco picadinho (deixei alguns pedaços maiores, para dar charme)
20g ou 1/4 xíc. de açúcar (usei de confeiteiro mesmo)
água

1. Geleia: Junte em uma panela o damasco, o açúcar e mais ou menos duas a 4 xícaras de água. Deixe ferver até dar ponto de geleia, mexendo sempre para não deixar queimar e para desmanchar os pedacinhos da fruta. Quanto mais frescos estiverem, melhor. Se preciso, acrescente mais água, aos poucos. Reserve.
2. Creme: Em outra panela, junte o leite condensado, a manteiga, o creme de leite e as gotinhas de baunilha. Deixe ferver, mexendo sempre, até dar o ponto de brigadeiro. Reserve.
3.Preaqueça o forno.

Para o bolo:  
4. Bata na batedeira o açúcar do bolo com a manteiga, até formar um creme homogêneo. 
5. Desligue, acrescente a essência e um ovo inteiro. Bata novamente. Quando já estiver homogêneo, acrescente o outro ovo inteiro e bata até ficar homogêneo novamente. Tire da batedeira.
6. Peneire a farinha e o fermento juntos. Coloque parte dessa mistura no creme de açúcar, manteiga e ovos. Misture delicadamente com um fouet. Coloque metade do creme de leite e continue misturando. Junte mais um pouco de farinha, misture. O restante do creme de leite, misture. E o restante da farinha - e misture.
7. Espalhe em uma forma bem untada com manteiga (não precisa de farinha) e leve ao forno a 180 graus por uns 20 minutos, ou até ele ficar assadinho e levemente dourado. Não usei forma de aro removível, mas se preferir, pode usar sem problemas!

8.  Desinforme o bolo e corte-o ao meio. Espalhe o creme e, por cima do creme, o doce de damasco. Cubra com a outra parte do bolo e para dar uma decorada peneire leite em pó ou o açúcar impalpável por cima, coloque um pouco da geleia e mais damascos. O recheio fica maravilhoso se estiver um pouco gelado na hora de servir, mas cuidado para não deixar a massa do bolo ressecada.


11 de dezembro de 2013

Imagina uma carne de frango douradinha por fora e suculenta por dentro... e se eu te falar que é possível fazer isso com o peito do frango, que muitos reclamam ser uma carne seca? E ainda fica com um sabor incrível,  suave, e recheadinho? Essa é a minha receitinha de hoje: peito de frango recheado com presunto e queijo.

Ingredientes:
  • 1 peito de frango grande, bem alto
  • 1 colher (sopa) de mostarda de Dijon
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (chá) de mel
  • 6 fatias de presunto (dependendo do tamanho do seu frango)
  • 2 cubinhos de queijo processado (se você usar a muçarela normal, ela derreterá e ficará puxa-puxa, com o processado ficará um creme de queijo no meio)
  • ervas de Provence

1. Corte o peito de frango desossado e sem pele ao meio, separando os dois lados. Pegue cada metade e, com uma faca pontiaguda e bem afiada,  faça um corte, abrindo um buraco até o final, mas sem abrir o fundo ou as laterais.
2. Misture a mostarda, a manteiga,  mel, sal a gosto e uma pitadinha das ervas. Espalhe por dentro e por fora do frango e deixe pegar o tempero por 40 minutos ou mais.
3. Coloque uma parte do presunto, um cubo de queijo processado e a outra parte do presunto. Coloque em uma forma e pincele com o resto da mistura de mostarda e manteiga. Salpique mais um pouquinho das ervas de Provence por cima e leve ao forno até que esteja douradinho.

O queijo ficou cremoso... se preferir que ele fique puxa, é só usar a muçarela convencional

9 de dezembro de 2013

Uma das coisas pelas quais sou louca é a massa pobre... a sensação da massa esfarelando na sua boca e depois derretendo, o sabor suave que é complementado com o sabor do recheio... huummm
E essa massa foi por um bom tempo a minha frustração. Testava uma receita, nada... testava a outra, ficava uma delícia, mas com cara horrorosa... Precisei entender como que funciona a reação da gordura gelada com a farinha para finalmente conseguir acertar. E que delícia fica! 
A receita de hoje leve essa massa e, apesar das mudanças e adaptação, segue a ideia de como um quiche deve ser: ovo na massa e no recheio. Fácil de preparar, só tome cuidado com os detalhes...

Ingredientes:
  • 3 xíc. farinha de trigo peneirada
  • 200g de manteiga sem sal gelada (um pacotinho de manteiga em barra)
  • 1/2 xíc. de água gelada (super gelada)
  • 2 ovos
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 250g de presunto cortado em cubinhos
  • 1/2 xíc. aipo picadinho
  • 1/2 xic. cebola picadinha
  • 100g de requeijão
  • 120g de cogumelos champignon
  • 1/2 lata de ervilha
  • 1/2 colher (chá) de sal (para a massa... o do recheio é a gosto)
  • orégano
  • pimenta branca moída
  • noz moscada
1. Em uma vasilha, coloque a farinha, 1/2 colher (chá) de sal, e misture. 
2. Corte a manteiga em cubos para facilitar, e coloque na farinha. Misture com as mãos até virar uma farofinha. 
3. Acrescente uma gema de ovo (só a gema... separe a clara para o recheio) e a água super gelada. Misture até ficar homogêneo, cubra com filme plástico e leve para a geladeira por no mínimo 30 minutos. Eu deixei a massa por 40 minutos no congelador - ela fica um pouco dura para abrir, mas como estava muito calor, preferi assim.
4. Junte a clara que restou da massa com o outro ovo, e bata na batedeira até virar um creme. Reserve.
5. Combine o creme de leite com o requeijão, tempere com orégano, pimenta branca moída, noz moscada e sal a gosto. Acrescente a cebola, o aipo, o presunto picado, ervilha e os cogumelos laminados. Depois, junte delicadamente com os ovos batidos. Reserve. 
6. Abra a massa em uma forma própria para quiche ou então em uma forma de aro removível. Eu gosto de forrar o fundo da forma com papel manteiga, mas não é preciso untar, pois vai bastante manteiga na massa. Cubra o fundo e as laterais da assadeira com a massa, coloque o recheio e leve ao forno até que a massa esteja douradinha e o recheio gratinado. E voilà! O recheio fica leve, airado, saboroso...




13 de novembro de 2013

A saladinha de hoje escapa um pouco das saladas tradicionais - é uma salada de folhas que vai ao fogo, apesar de não ser servida quente. Fica uma delícia no verão e também no inverno,  é uma ótima combinação da refrescância do gengibre e a crocância do repolho! E ainda fica pronta em alguns minutos!

Ingredientes:
  • 3 folhas de repolho rasgadas em pedaços não muito grandes nem muito pequenos
  • 2 colheres (sopa) de gengibre fresco cortado em pedacinhos
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (sobremesa) de shoyu
  • 1 colher (sopa) manteiga
  • sal

1. Coloque a manteiga em uma frigideira já aquecida e deixe derreter. Quando estiver quase toda derretida, acrescente o gengibre  deixe refogar por uns segundos.
2. Acrescente o repolho e salteie até que ele dê uma leve amolecida - mas que ainda continue crocante.
3. Espalhe o açúcar por cima das folhas e salteie mais algumas vezes. Coloque o shoyu, misture e já pode desligar! Se preferir, regule o sal - eu prefiro deixar só com o shoyu. Espere esfriar e sirva!



Se quiser um prato mais colorido e que o contraste entre o picante, o salgado e o doce apareça mais, substitua o gengibre por gari, aquele gengibre rosa em conserva japonês - também fica uma delícia!

4 de outubro de 2013

Uma coisa que eu AMO na cozinha e que serve para mim tanto para os pratos doces quanto para os salgados é a manteiga. Lembro que desde quando eu era criança meu pai adorava passar manteiga no pão para comer com café puro, na época eu achava um tanto sem graça - era muito mais adepta da maionese, presunto e queijo no meio do meu pãozinho. Lembro também do cheiro da manteiga derretendo na chapa quente, quando meu pai fazia os bifes, lanches e até os ovos. Lembro também da minha mãe falando que meu vô materno (que eu nunca conheci, pois ele faleceu quando meus pais ainda namoravam) AMAVA aquela manteiga que vinha na latinha, e que não importa o quanto ele tinha que economizar, ele sempre comprava uma latinha só para ele comer com os pães que minha vó fazia. 

Essa loucura toda por essa graxinha de origem animal (estou falando de graxa mesmo, não graça) se estende a tentar fazê-la, sempre que possível, a atriz principal e não a coadjuvante dos meus pratos. É assim que transformei uma receita de French toast e fiz o meu próprio molho, e é assim que esse macarrão surgiu - isso aliado a aquela ideia fixa de que o tagliarini não combina apenas com molhos de sabor acentuado. A suavidade aqui chegou na medida certa, e vale a pena conferir!

Ingredientes (para uma pessoa):
  • 100g de tagliarini
  • 150g camarão
  • 4 a 5 colheres de manteiga (não margarina... manteiga, ok?)
  • 2 colheres de cebola picadinha ou ralada
  • casca ralada de um limão siciliano
  • 1 colher (chá) orégano
  • 1 colher (chá) ervas finas (a mistura que eu tenho não leva orégano, por isso acrescentei)
  • sal
  • azeite

1. Coloque o macarrão para cozinhar com sal e azeite.
2. Em uma frigideira aquecida, coloque um fio de azeite e a manteiga - a azeite irá impedir que a manteiga queime e desapareça da frigideira.
3. Tudo derretido? Acrescente o sal, a cebola e as ervas e deixe dar uma dourada. 
4. Acrescente então o camarão e deixe por alguns minutos, mas tome cuidado para não cozinhar demais ou passará do ponto e ficará duro.
5. Acrescente as raspas de limão e o macarrão, misture bem e deixe um minutinho para o molho pegar bem no macarrão. Prontinho! Agora é só servir ainda quentinho!

Ops... no meu, exagerei no molho rsrs é só colocar um pouco menos na hora de servir ^^

4 de agosto de 2013

Já há alguns dias eu estava com a ideia fixa para o almoço de hoje: mousakás (ou, como é mais conhecido por aqui, mussacá), um prato de origem grega/turca, que é muito semelhante a uma lasanha de berinjela. Pois bem, ontem saí do trabalho e fui ao mercado comprar os ingredientes - a berinjela do mercado estava tão feinha que acabei deixando para ir hoje cedo ao sacolão aqui perto de casa (tudo muito mais caro, mas pelo menos de qualidade). Acordar cedo para comprar coisas para comer... só eu mesmo viu.

Voltando ao prato... conheci-o através de um livro sobre culinária grega, parte da coleção Cozinhas do Mundo, publicado pela Editora Abril. Foi água na boa a primeira vista! Com o tempo, acabei desenvolvendo meu próprio jeito de fazer a receita. E é essa que eu passo para vocês hoje:

Ingredientes:
  • 2 berinjelas fatiadas (normalmente o pessoal fatia as berinjelas em tiras largas cortadas no comprimento, mas eu  às vezes gosto de cortá-las em rodelas, para ficar mais fácil de passá-las na frigideira depois e de cortar na hora de servir)
  • 500g de carne moída magra
  • uma cebola média bem picadinha
  • um dente de alho grande picadinho
  • um tomate bem maduro picadinho
  • uma xícara de molho de tomate
  • 2 colheres e farinha de trigo
  • 2 colheres de manteiga
  • 2 xícaras de leite
  • 300g de muçarela ralada grosseiramente
  • 3 colheres de requeijão culinário (eu usei um pouco mais, pois coloquei depois um pouco mais de requeijão por cima de tudo antes de levar ao forno)
  • um ovo
  • azeite
  • orégano
  • sal
  • curry
  • canela em pó
  • noz-moscada

1. Corte as berinjelas e deixe-as de molho submersas na água com sal para livrá-las do amargor (eu deixei por 1h, enquanto fazia outras coisas).
2. Refogue 2/3 da cebola e o alho no azeite. Coloque a carne moída e refogue. Tempere a carne com sal, curry (umas duas colheres de chá) e canela (siiimm canela... isso é tradicional na receita. Pode usar sem medo, não fica com gosto de doce de festa junina não rsrs use duas pitadinhas).
3. Quando a carne estiver cozida, coloque o molho de tomate e o tomate, e mais uma pitadinha de orégano. Deixe ferver (não é para ficar com muito molho, mas com cara de carne molhadinha, com um pouco de caldinho). Reserve.
4. Coloque em outra panela a manteiga e deixe derreter. Faça o roux acrescentando a farinha e deixando dar uma leve fritada. Acrescente o leite, mexendo bem. Deixe ferver até engrossar, e então acrescente a cebola, o sal, 1/3 do queijo, as colheres de requeijão e a noz-moscada. Misture tudo muito bem, desligue e deixe esfriar. Quando estiver morno, acrescente o ovo (sim sim... cru), mexa bem e volte a panela para o fogo por mais um ou dois minutos. Reserve.
5. Em uma frigideira com um filetinho de óleo, passe as fatias de berinjela até elas ficarem mais macias, um pouco mais transparentes e com manchinhas de tostadas. Seque-as no papel toalha. 
6. Agora é só montar: eu costumo fazer uma camada apenas de carne. Coloque um filete de azeite na travessa, coloque uma boa camada de berinjela, usando metade das fatias. Coloque a carne, outra camada com o restante das fatias de berinjela, e o molho béchamel. Cubra tudo com o restante da muçarela e leve ao forno por 15 minutos - depois é só servir com arroz brando e vinho tinto!



12 de junho de 2013

Quem já não assistiu um filme americano e se deparou com crianças fazendo bagunça na cozinha e fazendo aquelas panquequinhas americanas? Pensar em café da manhã americano é se deparar com as seguintes ideias: bacon, ovos, cereal, e panquecas... Rápidas, fáceis que até criança acerta,  buttermilk pancake passa longe das nossas tradicionais panquecas brasileiras, que se assemelham mais aos crepes franceses de massa fina e leve. As americanas devem ser fofinhas!!! Tradicionalmente levam na massa o buttermilk, originalmente um líquido extraído no processo de fabricação da manteiga, mas que com o passar do tempo passou a designar um grupo de leites fermentados. É mais grosso do que o leite e mais ácido também. Por ser altamente perecível e também devido a praticidade, as receitas tradicionais de buttermilk pancake acabaram sendo substituídas pelas práticas caixinhas com mistura semi-pronta... mistura tudo junto e joga na frigideira. No Brasil o buttermilk é praticamente impossível de ser encontrado, então tem-se várias receitas que tentam imitar o produto ou ainda outras alternativas (tem quem misture leite e suco de limão e deixa descansar por um tempo, mas nunca tentei).
A receitinha que estou acostumada a fazer traz uma mistura de leite e manteiga. O sabor fica quase idêntico ao original, faltando apenas um pouquinho de acidez.

Ingredientes:
Massa
1 1/4 de xícara de farinha
3 colheres de manteiga derretida (não deixar ficar transparente, assim conserva mais o gostinho da manteiga)
1 xícara de leite
2 ovos
1 colher (chá) de sal
3 colheres (chá) fermento químico
1 colher (sopa) açúcar

Cobertura:
Mel ou glucose de milho
uma maçã pequena picada
1/4 de xícara de uvas passas
1/4 de blueberries/mirtilo
1/2 xícara de morangos picados
4 ou 5 colheres (sopa) de creme de leite

1. Misture os secos: farinha, açúcar, sal, fermento químico.
2. Misture os molhados: leite, manteiga e ovo.
3. Junte secos e molhados, mexendo delicadamente. JAMAIS bata no liquidificador ou batedeira, ou a massa não fica no ponto certo. Apenas mexa. Se tiver um fouet fica ainda mais fácil, mas não se empolgue, é apenas para misturar, não para bater a massa.
4. Em uma frigideira antiaderente, coloque uma pontinha de colher de manteiga, espere derreter e coloque uma concha da massa. Ela irá espalhar e formar um círculo. Quando as extremidades estiverem começarem a ficar cheias de bolinhas, com outra cor e com aparência de cozidas, já pode virar. Vira-se apenas uma vez, rapidinho elas ficam prontas. Não é necessário untar a frigideira novamente.
5. Cobertura: misture as frutas e o creme de leite.
6 Para servir, coloque a sua panquequinha no prato, cubra com o mel ou a glucose, coloque as frutas and dig in!!! Cuidado na hora de colocar o mel... a panqueca chupa o líquido e se você não tomar cuidado, fica extremamente doce :S

Se você quiser seguir ainda mais a tradição americana, use o mapple syrup (xarope de bordô) e bacon (sim... até mesmo os dois juntos... gosto é gosto rsrs). Meus alunos adoram essas pancakes com calda de chocolate ou geleia, e se acabam com Nutella... rs

15 de maio de 2013

Sabe quando você está com vontade de frazer aquele franguinho de forma diferente? Então, hoje resolvi me empolgar com a minha frigideira nova (revestida de cerâmica por dentro... por enquanto estou amando!) e fazer as iscas de frango de um jeito novo. Como sempre, tinha que ser algo rápido, e muito nutritivo... Então aqui surgiu essa receitinha:

Ingredientes:
  • 500g de peito de frango cortado em iscas
  • farinha/mistura para empanar Crocmix milanesa (é uma misturinha já pronta, mas se você preferir fazer do seu modo ou não a achar por aí, sem problemas!)
  • meio brócolis chinês (aquele com as folhinhas bem miudinhas)
  • meia cebola média cortada em pétalas
  • um talo de salsão (mais ou menos meia xícara)
  • 1/3 de xícara de alho poró
  • meia xícara de cogumelos champignon
  • meia caixinha de creme de leite
  • orégano
  • manteiga

Para fazer, é bem simples:
1. Passe o frango na farinha de empanar. Em uma frigideira antiaderente grande, coloque um pouco de manteiga derreter e frite as iscas (coloque o mínimo de manteiga possível).
2. Aqueça um pouco de água com uma pitada de sal. Quando começar a ferver, coloque o brócolis cortado em árvores e deixe por um minuto ou dois. Eles não devem perder a crocância! Escorra e deixe separado.
3. Depois de fritas e ainda na frigideira, coloque a cebola, o alho poró, salsão, e mexa bem. Espere alguns minutos e coloque o brócolis e o champignon, tempere com orégano e por fim coloque o creme de leite e mexa. Não ficará um molho, o frango e o brócolis devem ficar apenas com uma camada do creme! Como a mistura para empanar que eu uso já é temperada, eu não tempero o frango com antecedência nem coloco sal depois. Então, caso você use outra farinha para empanar, preste atenção na quantidade de sal, sugiro que tempere só o frango, para não deixar tudo muito salgado.




28 de setembro de 2012

A French toast é a prima americana e metida a chiquetosa da nossa querida yummyyummy rabanada. Pelo menos a tradicional. Essa receitinha de hj é um pouco diferente, pois é salgada (minha carinha de feliz) e com cobertura, mas é também super fácil de fazer que até os adolescentes mais moles ou encapetados conseguem fazer. Rápida, prática, e uma delicinha!!!

Ingredientes:
  • 1 baguete
  • 200g de mussarela ou parmesão radados grossamente
  • 5 ou 6 ovos
  • 250g de presunto fatiado
  • 250g de tomatinhos cereja
  • 200g de manteiga
  • 1/4 de xícara (chá) de leite
  • orégano e majericão (se preferir, cebolinha também)

1. Corte a baguete em fatias com 2cm, de preferência um pouco na transversal. Reserve.
2. Bata os ovos ligeiramente, coloque o leite, o queijo e um pouco de orégano. Não precisa colocar sal, pois já vai o queijo.
3. Passe as fatias de baguete na mistura, deixe grudar bastante queijo e frite na frigideira antiaderente.
4. Fritinhas? Bom, agora corte os tomares cerejas ao meio (assim eles ficam melhores para amolecer e pegar o sabor). Corte o presuntoem tirinhas (mais ou menos 1cm X 5cm).
5. Coloque a manteiga derreter em uma frigideira. Assim que derreter e sem deixar queimar (a dica é colocar junto um fio de azeite), coloque o tomate, sal a gosto, mais orégano (manjericão e salsinha, se preferir). Deixe o tomate amolecer um pouco e soltar um pouquinho de caldinho (mas não deixe ele derreter e virar molho). Esse tomate solta a casta com facilidade, então não se preocupe, as cascas que se soltarem é só você retirar. Coloque o presunto e misture bem. A água q os tomatinhos soltaram formam um caldo saborosíssimo com a manteiga e tudo o mais.
6. Agora é só montar: coloque as French toasts no prato, coloque a mistura por cima e prontinho, dig in!

Rende bem (6 pessoas comem tranquilamente), fácil de preparar e fica leve. A receita original foi publicada pelo site da BBC Good Food, como uma versão do croque-monsieur, de origem francesa. Fiz algumas adaptações, utilizando outro tipo de queijo (na original, estava o gruyère, que além do preço é bem mais forte - e uma delícia!!!) e colocando o tomate e o presunto na manteiga (e não só levar os tomates ao fogo e depois colocar td em cima da toast). E valeu a pena! Fica uma delicia acompanhado de suco de laranja ou uva!





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