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20 de maio de 2017

Sabe aqueles dias de frio que você precisa de algo um pouco mais forte, que seja confortante e sem deixar o estômago pesado? Foi com essa ideia (e uma certa inspiração nos chillis que um amigo britânico frequentemente mandava fotos) que cheguei a essa receita. A vontade de ter algo quentinho, saboroso no estômago deu tão certo que já cheguei até a fazer essa receita na noite de despedida de um amigo que deixava o país e todos adoraram! 
A receita leva um certo tempo de preparo, é necessário ficar pelo menos 50 minutos a 1h fervendo, mas vale muito a pena! Se possível, use uma panela de fundo grosso, que vai manter melhor a temperatura durante o longo tempo de fervura.

  • 2 linguiças calabresas defumadas fininhas. cortadas em rodelinhas
  • 250g de carne em tirinhas
  • 3 colheres de bacon em cubinhos
  • 1/2 média cebola picadinha
  • 2 dentes de alho (1 picadinho e outro inteiro)
  • 3 tomates bem maduros
  • 1/4 de pimentão vermelho
  • 3 colheres de molho de tomate
  • 1 colher (chá) de molho de pimenta
  • 1 colher (chá) de páprica picante
  • 1 colher (chá) de molho inglês/Worcestershire
  • 1 folha de louro
  • 3 colheres (chá) de açúcar
  • 2 xícaras de água
  • 1 pão ciabatta, para acompanhar
  • sal a gosto

1. Comece temperando as tiras de carne com o alho picado e um pouquinho de sal. Reserve. 
2. Frite os cubinhos de bacon - não é necessário nenhum óleo, pois o bacon vai liberar gordura. Quando estiver quase douradinho, acrescente a calabresa e frite mais um pouco. Os dois prontos, junte a cebola, a carne e continue fritando.
3. Bata no liquidificador os tomates, o pimentão, o dente de alho com a água até tudo tiver virado um caldo. Acrescente à carne, à linguiça e ao bacon, misture bem e junte a páprica, o molho inglês/Worcestershire, o louro, o açúcar, o molho de tomate e o molho de pimenta. Mexa bem e quando formar uma espuma na superfície, retire com a ajuda de uma escumadeira ou uma peneira chata. Deixe ferver por 1h, acrescentando mais água conforme for reduzindo e se necessário.
4. Para servir, corte o pão ciabatta em pedaços, molhe-os com azeite e doure em uma frigideira.  Outra dica é usar tortilhas de milho para nachos para acompanhar.



16 de setembro de 2014

Uma coisa que eu gosto na chegada da primavera é a variação térmica do dia... sol claro, brilhante e quentinho durante o dia e a noite fresquinha... No ponto de vista do meu estômago, isso quer dizer que posso comer salada durante o dia e caldos e sopas quentes durante a noite... rs

E esse dia luminoso e sem calor extremo me deu vontade de comer uma saladinha tipicamente francesa, a Salade Niçoise. Originária e tradicional de Nice, cidade da região de Provence-Alpes-Côte d'Azur, ele é feita com a maioria dos vegetais crus, ovos cozidos e atum ou anchovas e servido com o molho vinagrete, podendo ter algumas outras versões.

Ingredientes:
  • 1 batata grande cortada em pedaços grandes e cozida
  • 3 ou 4 folhas de alface (usei a crespa, mas talvez uma com folha mais grossa dê mais presença na salada... você escolhe)
  • 1 tomate (ou uns 8 tomatinhos cereja) cortado em tiras
  • 4 ou 5 vagens cortadas em bastõezinhos e cozida
  • 2 ovos cozidos (durinhos)
  • 1/2 lata de atum em pedaço
  • 3 colheres de azeitona em rodelinhas (ou, se preferir, use azeitonas inteiras)
  • 1/3 de xícara de pimentão vermelho picado 
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 colher (chá) de mostarda de Dijon
  • 1 colher (chá) de vinagre de vinho branco
  • ervas de Provence
  • flor de sal (ou sal comum)


1. Sem segredo: é só juntar em camadas a alface, os tomates, batata, vagem, pimentão, azeitona. Distribua os ovos cortados ao meio e coloque o atum no centro.
2. Para a vinagrete, misture bem o azeite com o vinagre, a mostarda, as ervas de Provence e a flor de sal. Deixe para despejar o vinagrete no seu prato, e não na travessa de salada.




9 de setembro de 2014

Ontem resolvi aproveitar a promoção do mercado e levar para casa uns pimentões vermelhos e amarelos, que normalmente são bem mais caros, mas estavam apenas 3 reais a mais que o verde por quilo. Pensei em fazê-los recheados, mas não gosto quando eles ficam com a casca queimada, nem que a porção seja um pimentão inteiro... Acabei optando por anéis, mais rápidos, super simples, posso dosar o tamanho da porção e não vou ser obrigada a comer um pimentão inteiro sozinha. Preferi usar os vermelhos, pois são mais suaves que o verde e têm mais polpa também. 

Ingredientes:
  • 2 ou 3 pimentões vermelhos grandes (e grossos) cortado em rodelas de mais ou menos 3cm
  • 500g de carne moída
  • 100g de muçarela em cubos
  • 2 ou 3 colheres bem cheias de cream cheese
  • 1 tomate em cubos
  • 2 ovos
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1/2 cebola grande picadinha
  • 1/3 de lata de ervilha
  • 3 colheres de cebolinha picadinha
  • 1 colher (chá) de páprica doce
  • 1 colher (chá) de páprica picante
  • azeite
  • sal

1. Refogue a cebola e o alho em um fio de azeite. Acrescente a carne moída, sal, as pápricas, e refogue mais um pouco, até ela começar a ganhar cor e se soltar - mas tire do fogo e reserve antes que a carne fique totalmente cozida.
2. Bata os dois ovos, junte a cebolinha, a ervilha, o tomate e a carne. Misture bem e reserve.
3. Coloque um fio de azeite em uma forma ou refratário, coloque as rodelas e recheia com a carne até a metade. Espalhe alguns cubinhos de queijo e uma colher (chá) de cream cheese no centro. Complete com mais carne e pressione um pouco com a colher, para dar uma leve compactada. 
4. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus até a carne estiver tostadinha por cima e o queijo derretido. Se preferir, faça apenas uma camada de carne e cubra com o cream cheese e a muçarela (fiz assim com duas rodelas que tinham a cavidade menor, por serem a ponta do pimentão). Agora é só providenciar uma saladinha de folhas e um arroz branco e está prontinho!



11 de julho de 2014

Dia 10 de julho é comemorado o dia internacional da pizza! Apesar de não ser muito divulgado ou comemorado, já desde 1985 essa data é celebrada aqui em terras tupiniquins. Paixão mundial, existem diversas versões,  dependendo do público alvo - massa fininha,  crocante, massa pan (aquela fofinha que lembra um pão e que é encontrada na Pizza Hut ou em padarias que servem a pizza por pedaço para o nosso lanchinho da tarde), com borda recheada, doce, salgada, com pouco recheio, transbordando, com poucos ingredientes no recheio, parecendo um x-tudo... Já vi italiano dando chilique , dizendo que pizza de frango não era pizza e que nós brasilianos fazíamos muita mistura. Ora, a pizza é minha! Se os americanos podem pôr anchovas e os japoneses, KitKats de sabores duvidosos, por que não um frango desfiado?

A história dessa maravilha também fica nebulosa em um certo ponto. A massa, vinda de um pão, já era conhecida há pelo menso dois milênios no meio-oriente e na Grécia - muito similar ao pão pita dos indianos, ou o pão árabe. Dizem também que não era novidade nas casa italianas servir esse pão fininho com algum tipo de recheio ou com azeite. Mas foi em um momento específico, junho de 1889, da História que um pizzaiolo chamado Rafaele Esposito produziu uma pizza com tomate, mozzarela di bufala e manjericão que seria servida para a Rainha Margharita de Savoia, que estava de passagem pela cidade de Napole com o rei Umberto I.  A rainha aprovou essa delicinha que tinha as cores da bandeira do seu país e a pizza, além de ganhar o seu nome, foi impulsionada para, mais tarde, se tornar o que é hoje.

As versões e as mudanças foram tantas que em 1984 surgiu na Itália a Associazione Verace Pizza Napoletana, uma associoação que delimitava as regras para uma verdadeira pizza napolitana - desde ingredientes até o diâmetro. Em 2009 a União Européia deu à pizza napolitana o estatus Traditional Specialities Guaranteed, um selo que promove e protege produtos regionais e garante que apenas aqueles identificados pelo selo e que atendem minuciosamente as características estabelecidas podem ser identificados e comercializados como tais (veja o caso da Champagne e do queijo Gorgonzola e do aceto balsâmico)  Talvez um ato que pareça extremo, ilusório e desesperado para nós que levamos a criatividade na cozinha a sério,  mas que prova o amor e o orgulho de uma nação que disseminou o seu povo, a sua culinária e a sua cultura pelo mundo. 

Ingredientes:
  • 500g de farinha
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 10g de fermento biológico seco
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 350g de água morna
  • farinha e azeite para sovar

1. Misture o fermento biológico seco na água morna com o açúcar. Deixe por 5-10 minutos, até formar uma camada "cremosa" (fica com cara de espuma de capuccino).
2. Junte o azeite ao fermento. 
3. Misture a farinha e o sal. Acrescente o líquido reservado e misture bem. 
4. Sove a massa por uns 10 minutos em uma superfície enfarinhada, até ficar lisa. Divida a massa em 3 ou 4 bolinhas (para uma pizza formato grande, para ficar bem fininhas).
5. Unte uma travessa com o azeite, coloque as bolinhas, passe um pouquinho mais de azeite sobre cada uma e cubra com um pano úmido. Deixe crescer por 2h. Daí é só abrir e colocar o recheio que quiser! Também é possível pré-assar para usar a massa em outro dia, só não sei quanto tempo pode durar pois aqui em casa não consegui deixar passar de 2 dias... rsrs Se você tiver a pedra para assar em casa, melhor ainda. Eu não tenho (ainda! rs), então assei na assadeira comum de pizza mesmo. Cuidado para não assar demais, ou a massa ficará durinha. 

Margherita: passata de tomate, uma camada de muçarela comum, tomate, mozzarela di bufala e manjerião. 

Morango com chocolate: pré-asse a massa, cubra com chocolate e morango e volte ao forno até derreter o chocolate.

Queijo e milho: uma camadinha de passata de tomate, muçarela, milho e orégano. 

2 de fevereiro de 2014

O almoço de hoje tem cara de complicado , mas é super fácil! É para aqueles momento que você não está com muita vontade de ficar esquentando a barriga no fogão - afinal, nesse calor, ninguém merece né...
Serve também para aqueles dias que você está com um pouco de pressa e que vai muito bem com uma saladinha.

Ingredientes:
  • 1 berinjela média
  • 1/2 linguiça calabresa
  • 1 tomate em cubos
  • 2 colheres de bacon picadinho
  • 1/4 de cebola
  • Queijo suficiente para cobrir
  • Ervas finas

1. Corte a berinjela ao meio (na horizontal), tire as sementes e, com a ajuda de uma colher, cave um buraco, deixando mais ou menos 1cm de berinjela. Salpique sal e reserve.
2. Tire a pele da calabresa e corte em dois ou três pedaços grandes. Triture a linguiça no processador com a cebola.
3. Acrescente o bacon picadinho e o tomate à calabresa triturada. Não precisa temperar, pois o bacon e a calabresa já são bem fortinhos de tempero.
4. Lave as berinjelas em água corrente,  até tirar todo o sal. Recheie-as e leve ao forno por 20 minutos.
5. Cubra com queijo e volte ao forno por mais 5 minutinhos e está prontinho! Polvilhe ervas fina por cima do queijo para servir. Uma berinjela media (quase pequena) serve uma pessoa e sobra um pouquinho, uma grande daria para duas pessoas.



25 de novembro de 2013

Essa salada é uma das coisas mais simples e mais deliciosas que se pode imaginar! Originária de Capri, ilha no litoral oriental da Itália - no golfo de Napoli, para ser mais preciso - ela conta com ingredientes bem típicos da cozinha caseira da Itália: tomate, manjericão, azeite e a mozzarela di bufala (especialidade da região de Napoli). Não há grandes segredos, apenas se deve ter um carinho todo especial pelos ingredientes... o tomate deve estar maduro, mas firme; o manjericão deve estar fresco; o azeite extra virgem, de qualidade; e deve-se usar mozzarella di bufala, e não queijo amarelo feito com leite de vaca. 

Originalmente, essa salada é temperada apenas com azeite, orégano e, se desejado, uma pitada de sal na hora de servir, para não soltar o suco do tomate. Mas é muito comum vê-la por aí acompanhada de aceto balsâmico, mas isso é mais americano do que italiano. E essa combinação singela gera um efeito tão bom nas papilas gustativas (e também nas narinas rs) que acaba indo parar também em pizzas, massas... Na região de Napoli é comum encontrá-la também como insalata tricolore, tendo essa versão muitas vezes a adição de abacate.


Ingredientes:
  • 2 bolas grandes de mozzarella de bufala (se usar das pequenas, coloque metade para cada fatia de tomate)
  • 2 tomates maduros e firmes (os meus eram pequenininhos, daqueles italianos compridinhos)
  • um punhado de manjericão fresco
  • azeite de oliva
  • sal

1. Para fazer e montar é super simples: corte o tomate em rodelas não muito finas (com mais ou menos 7mm). Faça o mesmo com a mozzarella, caso você tenha adquirido daquelas que vem em bolas grandes. Se for em bolinhas, pode só cortar ao meio mesmo ou então deixar sem cortar. Intercale o tomate, a mozzarella e as folhas frescas de manjericão. Depois é só regar com azeite e salpicar orégano! Caso queira um pouco de sal, deixe para colocar na hora de comer, para não fazer o tomate soltar água.  

Um sabor suave que preenche toda a boca... hummm...

20 de novembro de 2013

Ontem eu tive aula de culinária com meus alunos, e do corn dog sobrou um pacotão cheio de fubá - que veio para casa comigo. E hoje de manhã, ao me deparar com ele, já pensei em uma panela cheia e fumegante de polenta, aquela polenta com um espesso, vigoroso e saboroso molho vermelho... hummm 
E foi isso que resolvi fazer para o almoço de hoje. Inicialmente planejei fazer o molho com linguiça, mas achei melhor fazer com carne, pois minha irmã não gosta de linguiça. Pedi então para ela ir ao açougue, e ela foi no mercadinho perto de casa que mudou de dono essa semana e, para nosso pesar, não tem mais açougue... Como ela chegou em casa de mão abanando (quando ela poderia ter andado mais uma quadra e ido ao outro mercadinho), voltei à minha ideia original e não me arrependi!

Ingredientes:
  • 1 ½ xíc. de fubá
  • 7 ½ xíc. de água
  • ½  cebola picadinha
  • 1 dente de alho picadinho
  • 3 tomates médios maduros mas firmes picados em cubos não muito pequenos
  • ½ xíc. de molho de tomate
  • 2 xíc. de linguiça em rodelas (usei aquelas calabresas fininhas)
  • orégano
  • azeite
  • sal
  • pimenta branca em pó
1. Misture o fubá em 7 xícaras de água até dissolver tudo. Reserve.
2. Em uma panela aquecida, coloque um fio de azeite, o alho e metade da cebola. Refogue e acrescente a mistura de fubá, o sal e a pimenta a gosto. Mexa bem e deixe ferver até engrossar, mexendo sempre ou o fundo engrossará e a parte de cima ficará mole. Quando estiver com a espessura desejada (eu gosto um pouquinho mais mole, minha irmã gosta um pouquinho mais dura... rsrs) é só desligar. Reserve.
3. Em outra panela aquecida, acrescente mais um fio de azeite, o restante da cebola e a linguiça. Caso use outra linguiça que venha crua, acrescente-a primeiro e depois a cebola (para não queimá-la). Deixe tudo fritar.
4. Adicione o tomate (se preferir, use tomate sem casca... mas o intuito aqui não é derrete-lo, mas deixar pedacinhos mesmo) e deixe refogar, mas sem derreter. Coloque o molho e, se preferir, sal (lembre que muitas linguiças já vem bem salgadas, então cuidado!). Dê um toque com orégano (eu também coloquei uma pitada de ervas finas). Deixe o molho ferver até engrossar, e está prontinho! É só servir junto com a polenta - por cima ou em outro refratário.



Humm... e para dar um toque final, coloquei umas lasquinhas de provolone ali no canto...

6 de novembro de 2013

Desde criança sempre fui doida por abacate. Naquela época eu tinha que esperar o ano inteiro para chegar a época da fruta, pois raramente se via nos mercados para vender - e de forma alguma se encontrava a variedade que é possível ver por aí hoje, que facilmente pode-se comprar aquele de casca mais fina e de "pescocinho" (abacate manteiga ou o abacate pescoço, dois tipos parecidos), o mais redondinho de casca grossa (guatemala), e até aquele que o pessoal chama de avocado, que eu conheço como abacate americano, menorzinho, casca grossa e tão escura que chega quase a ser preta (hass). Costumava haver um pé no quintal de casa, mas um santo dia meu pai resolver cortá-lo - imagina a tristeza da criança!
Lembro que meu pai costumava bater o abacate com leite e fazer uma vitamina bem grossa... era a nossa diversão em família chegar a noite depois da janta e nos espicharmos na frente da tv tomando vitamina - coisa boba, mas uma querida lembrança de infância, com todo mundo junto se divertindo.

Já depois de adulta descobri a comida mexicana e minha primeira reação ao guacamole foi "ECA!!!"... para mim era muito estranho comer abacate salgado. É claro que depois aprendi que boa parte do mundo deve ter essa mesma reação ao nosso abacate doce, e que gosto não é apenas uma questão de opinião e escolha, ele envolve questões culturais, tradições e identidades de um povo. E quando finalmente me rendi ao guacamole, surpreendi-me e apaixonei-me! RS

Então a saladinha de hoje é no estilo guacamole, ótima para o verão, para acompanhar arroz branco e pratos com carnes ^^

Ingredientes:
  • uma xíc. da abacate em cubos, não muito maduro (ou seja, maduro mas ainda firme)
  • um tomate em cubinhos
  • meia xícara de pepino em cubos
  • meia cebola em cubos
  • meio limão
  • sal
  • temperinho lemon & pepper (ou apenas pimenta do reino ralada)
1. Tudo já picadinho? É só misturar e temperar com o sal, suco de meio limão e o lemon & pepper... Usei o tomate e o pepino com casca e tudo, nem desprezei as sementes. Se quiser, pode acrescentar um pouco de salsinha ou cebolinha - eu quis manter o meu mais com o gostinho do limão, por isso deixei sem.


Servidos?

1 de novembro de 2013

Mais uma vez a salada crua é a estrela por aqui. Essa de hoje é muitíssimo simples, mas há quem pense que seja um bicho de sete cabeças por não ser algo tradicional da nossa cultura. Vale a pena dar uma conferida nessa receita originalmente da cultura mediterrânea e que traz frescor para as nossas refeições!

Ingredientes:
  • 1 tomate
  • Meia xic. de salsinha fresca picadinha
  • Meia cebola roxa
  • Meia xic. de trigo para quibe
  • Sal
  • Azeite
1. Coloque o trigo de molho em água e deixe por uma hora. Depois que estiver hidratado, escorra e reserve.

2. Pique a cebola bem picadinha,  corte também o tomate. Junte a cebola e tempere com azeite e sal. Adicione o trigo e já está prontinho! Eu gosto de colocar também pepino, mas dessa vez não coloquei pois minha irmã  não gosta.
 


27 de outubro de 2013

Sabe aquelas coisas que sempre estiveram presentes na sua vida quem você nem sabe quando começou? Então, para mim isso acontece com o bobó de galinha que minha mãe faz. Não sei quando ela aprendeu, quem passou a receita ou onde ela arranjou isso, só sei quem desde que me lembro como um ser humano eu lembro dele ser a minha comida favorita, junto com o churrasco do meu pai  - tanto que nos meus aniversários já nem me perguntavam, meus pais já iam logo ao mercado comprar a picanha para o churrasco e o frango para o bobó.

Para mim já era uma comida tão tradicional que só depois de adolescente que fui perceber quem o bobó dos outros não era como o da minha mãe, não levavam os mesmos ingredientes e o dela não seguia as receitas tradicionais. Não ia azeite de dendê (os baianos que me perdoem, mas no centro-oeste e no sul do Brasil esse azeite é forte demais para os nossos paladares, e em 90% das pessoas que tentam usa-lo acabam com uma tremenda dor de barriga e/ou estômago), nem era engrossado com farinha. Lembro que, quando criança, uma amiga da minha mãe (que era louca pelo bobó dela) pediu a receita e nos chamou para almoçar na casa dela. Tb lembro do beliscão que levei por baixo da mesa e minha mãe falando com uma voz consternada para eu comer o negócio e ficar quieta, enquanto eu olhava para a cara da comida e falava desiludida "mas isso não é bobó..." - a ansiedade da cozinheira era tanta que ela esqueceu de bater tudo no liquidificador, então era um creme branco com frango e pedacinhos de tomate, pimentão e cheiro verde boiando (até hoje não encontrei um modo tão estranho e inusitado de se errar uma receita kkkk).

Com o tempo o prato ficou tão tradicional de minha família quem até minhas avós, minhas tias e minha prima aprenderam a fazer. Cada um com um tempero diferente, todos muito deliciosos, mas nenhum com o tempero da minha mãe. 

E diz que certo dia minha lombriga estava tão grande que eu resolvi que iria fazer. Nunca tinha feito, Mas sabia os ingredientes, tinha uma ideia sobre o processo, e sabia com qual gosto o negócio tinha que ficar - e sabia quais eram os truques que minha mãe usava e que dava um gosto tão bom! Fiz sozinha, seguindo o meu estômago, e não é que deu certo?! O detalhe é que não dá para fazer porção para uma ou duas pessoas: você coloca um pouquinho de cada coisa e acaba virando um panelão! Então tire do armário a maior panela que você tiver em casa pois você vai precisar! Esta receita dá tranquilamente para 6 pessoas.

Ingredientes:
  • um peito de frango tamanho médio com osso (e pode deixar a pele tb)
  • 350g de mandioca amarela 
  • 1 cebola média cortada grosseiramente (cortei em 6 pedaços)
  • 1 dente de alho grande cortado grosseiramente
  • 1 dente de alho pequeno bem picadinho ou triturado
  • 2 tomates pequenos bem maduros cortados em 4
  • 1/2 pimentão pequeno cortado grosseiramente (usei do vermelho, mas também dá para usar do verde)
  • 1/4 de xícara de salsinha
  • 1/4 de xícara de cebolinha
  • 1/2 xícara de molho de tomate
  • 2 colheres (sopa) de ketchup
  • 1/2 lata de milho verde
  • 1/2 vidro de palmito (cortado em rodelas)
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • um pedaço de alho poro (mais ou menos uns 7cm) cortado ao meio no sentido do comprimento
  • uma folhinha de louro
  • sal
  • 1 litro de água (mais a água do cozimento do frango)

1.  Coloque na pressão o alho grande picado grosseiramente, metade da cebola, o louro, o alho poró, sal e azeite, doure rapidamente e coloque o peito do frango inteiro, deixe fritar um pouquinho e deixe a parte com o osso para baixo. Cubra com água (mais ou menos dois copos) e deixe pegar pressão por uns 20 minutos. 
2.Quando estiver cozido, descarte os ossos, as peles e gorduras e reserve. Reserve também uma xícara do caldo que ficou na panela (peneirado). 
3. Para desfiar o frango é fácil: coloque na batedeira (coberta, ou vc vai ter que catar pedacinhos de frango para todos os lados da sua cozinha depois) e bata rapidamente. Ele desfia sem ficar pedaços pequenos e cortadinhos, como normalmente ficam quando passados non liquidificador. Deixe pedaços grandes, pois eles desfiarão ainda mais quando forem para a panela. 
4. Em uma caçarola grande (de 22cm ou mais) coloque o restante do alho bem picadinho, azeite e o frango desfiado. Deixe dourar até criar casquinhas. 
5. Enquanto o frango doura, bata no liquidificador o tomate, o restante da cebola, a salsa, a cebolinha e o pimentão com meio litro de água até ficar um caldo. Acrescente ao frango e deixe ferver por 15 a 20 min. Mexa constantemente, pois o frango irá assentar no fundo da panela e por começar a queimar. Eu uso sempre uma panela antiaderente, facilita muito a não deixar criar crosta no fundo - se criar, o bobó pode ficar com gosto de queimado.
6. Adicione o milho e o molho de tomate e deixe ferver.
7. Coloque o caldo do cozimento do frango que havia sido reservado no liquidificador, complete até dar 500ml de líquido e bata junto com a mandioca. Acrescente ao frango com o caldo, misture bem e deixe ferver por mais 20 a 30 min, sempre mexendo. Regule o sal, junte o ketchup e o palmito e deixe por mais 10 a 15 min. 
8. Por fim, coloque o creme de leite, misture bem, deixe por mais uns 5 minutos e desligue. Está pronto para servir com arroz branco e batata palha! Eu gosto sempre de deixar esfriar esfriar um pouco, acentua ainda mais o sabor.


Hummm... com arroz branco e batata palha fica maravilhoso! Minha vó às vezes coloca azeitona picada também e tira o pimentão, que ela detesta, mas eu prefiro mesmo é o bobó do jeito que minha mãe faz!

27 de setembro de 2013

Já há algum tempo eu tinha visto nos sites de sementes para hortas aqueles tomatinhos cereja amarelos, conhecidos como cereja dourados ou golden cherry. Só de ver aquelas pequenas bolinhas amarelas já me dava água na boca! Imagina a minha felicidade então ao encontrá-los no mercado, com centavos de diferença do preço do cereja comum, e ainda com a promessa de serem mais docinhos? Agora eles já fazem parte da minha geladeira e estão mais do que aprovados, além de serem mesmo mais adocicados - ou menor dizendo, menos ácidos - a cor dá uma alegria no prato de deixar qualquer cozinheiro (ou quem come) entusiasmado e salivando! E se colocar ainda mais cor ao prato... humm... e disso saiu a saladinha de hoje.

Ingredientes:
  • 10 tomatinhos cereja dourado cortados ao meio
  • 1/2 xíc. de salsão/aipo picadinho
  • 1/2 xíc. de pimentão vermelho picadinho
  • 1/2 xíc. palmito cortado em rodelas
  • 1/3 xic. creme de leite
  • azeite
  • sal
  • temperinho lemon & pepper (basicamente pimenta-do-reino e raspas de limão torrados)
  • orégano

1. Grau de dificuldade zero: basta misturar tudo! Coloquei primeiro os tomates, o salsão, o pimentão e o palmito, reguei com o azeite, acertei o sal, cobri com o creme de leite, o lemon & pepper e o orégano, e depois misturei tudo muito bem e já levei para a mesa. Super rápido, prático e cheio de nutrientes!


Lidinhos os tomatinhos! Por dentro são um tanto estranhos, pois são brancos, mas o gosto e a parte externa valem a pena! Ah, essa saladinha caiu super bem com frango empanado!

3 de setembro de 2013

Curry é um dos meus temperos favoritos. Devo confessar que no começo tive uma certa resistência, achava meio estranho aquele pó que era uma mistureba de tudo o que se podia imaginar (mesmo tipo de resistência que tive ao molho barbecue rsrs). Que bom que provei, pois acabei me apaixonando pelo sabor. Aqui em casa, vira e mexe a carne, o frango e mesmo os legumes ganham uma pitadinha. 

Depois de provar um pouco de tacos ontem, hoje acordei com essa vontade de comer torta de carne moída temperada com curry, carne igual a que faço quando preparo tacos. E a massa não poderia ter glúten, pois minha irmã está com alergia - cada vez que come, passa mal e no dia seguinte acorda como se tivesse levado um soco em cada olho. Então aqui vai a minha receita de torta de liquidificador, com um recheio super saboroso, tranquilo de fazer:

Ingredientes:
  • 500g carne moída
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1/2 cebola média picadinha
  • 1 tomate picadinho
  • 1/2 lata de ervilhas
  • 1/2 limão
  • 1 colher (sopa) de extrato de tomate
  • 1 colher (sobremesa) de curry
  • azeite
  • 4 ovos
  • 1 xícara de leite
  • 1/2 xícara de óleo
  • 1 xícara de amido de milho
  • 50g de queijo parmesão ralado
  • 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
  • orégano
  • margarina e farinha de trigo para untar


1. Doure o alho e a cebola no azeite. Acrescente a carne, salgue e deixe refogar. 
2. Acrescente o tomate e deixe amolecer. 
3. Adicione o suco de meio limão e o curry. Deixe cozinhar por uns minutos para pegar o tempero. Coloque o extrato de tomate, a ervilha e deixe reduzir o caldo (deve ficar molhadinho, mas não com muito molho). Reserve.
4. Em um liquidificador, coloque os 4 ovos para bater. Acrescente o amido de milho, o leite, óleo, o queijo, orégano e o fermento e bata até todos os ingredientes estarem incorporados. 
5. Unte uma forma com margarina e farinha, coloque metade da massa, a carne e o restante da massa. Leve ao forno pré-aquecido a 200 graus até a torta ficar douradinha. Eu gosto de dar uma leve misturada da massa com o recheio, por isso a minha ficou mais puxada para o laranja do curry do que para a cor pálida da massa - assim o gostinho do curry pega na massa também e fica uma delícia!


Servida no almoço com ervilha torta e brócolis cozidos no vapor... é ir para o trabalho e não ver a hora de voltar para casa para poder jantar! ^^

4 de agosto de 2013

Já há alguns dias eu estava com a ideia fixa para o almoço de hoje: mousakás (ou, como é mais conhecido por aqui, mussacá), um prato de origem grega/turca, que é muito semelhante a uma lasanha de berinjela. Pois bem, ontem saí do trabalho e fui ao mercado comprar os ingredientes - a berinjela do mercado estava tão feinha que acabei deixando para ir hoje cedo ao sacolão aqui perto de casa (tudo muito mais caro, mas pelo menos de qualidade). Acordar cedo para comprar coisas para comer... só eu mesmo viu.

Voltando ao prato... conheci-o através de um livro sobre culinária grega, parte da coleção Cozinhas do Mundo, publicado pela Editora Abril. Foi água na boa a primeira vista! Com o tempo, acabei desenvolvendo meu próprio jeito de fazer a receita. E é essa que eu passo para vocês hoje:

Ingredientes:
  • 2 berinjelas fatiadas (normalmente o pessoal fatia as berinjelas em tiras largas cortadas no comprimento, mas eu  às vezes gosto de cortá-las em rodelas, para ficar mais fácil de passá-las na frigideira depois e de cortar na hora de servir)
  • 500g de carne moída magra
  • uma cebola média bem picadinha
  • um dente de alho grande picadinho
  • um tomate bem maduro picadinho
  • uma xícara de molho de tomate
  • 2 colheres e farinha de trigo
  • 2 colheres de manteiga
  • 2 xícaras de leite
  • 300g de muçarela ralada grosseiramente
  • 3 colheres de requeijão culinário (eu usei um pouco mais, pois coloquei depois um pouco mais de requeijão por cima de tudo antes de levar ao forno)
  • um ovo
  • azeite
  • orégano
  • sal
  • curry
  • canela em pó
  • noz-moscada

1. Corte as berinjelas e deixe-as de molho submersas na água com sal para livrá-las do amargor (eu deixei por 1h, enquanto fazia outras coisas).
2. Refogue 2/3 da cebola e o alho no azeite. Coloque a carne moída e refogue. Tempere a carne com sal, curry (umas duas colheres de chá) e canela (siiimm canela... isso é tradicional na receita. Pode usar sem medo, não fica com gosto de doce de festa junina não rsrs use duas pitadinhas).
3. Quando a carne estiver cozida, coloque o molho de tomate e o tomate, e mais uma pitadinha de orégano. Deixe ferver (não é para ficar com muito molho, mas com cara de carne molhadinha, com um pouco de caldinho). Reserve.
4. Coloque em outra panela a manteiga e deixe derreter. Faça o roux acrescentando a farinha e deixando dar uma leve fritada. Acrescente o leite, mexendo bem. Deixe ferver até engrossar, e então acrescente a cebola, o sal, 1/3 do queijo, as colheres de requeijão e a noz-moscada. Misture tudo muito bem, desligue e deixe esfriar. Quando estiver morno, acrescente o ovo (sim sim... cru), mexa bem e volte a panela para o fogo por mais um ou dois minutos. Reserve.
5. Em uma frigideira com um filetinho de óleo, passe as fatias de berinjela até elas ficarem mais macias, um pouco mais transparentes e com manchinhas de tostadas. Seque-as no papel toalha. 
6. Agora é só montar: eu costumo fazer uma camada apenas de carne. Coloque um filete de azeite na travessa, coloque uma boa camada de berinjela, usando metade das fatias. Coloque a carne, outra camada com o restante das fatias de berinjela, e o molho béchamel. Cubra tudo com o restante da muçarela e leve ao forno por 15 minutos - depois é só servir com arroz brando e vinho tinto!



9 de julho de 2013

Anos atrás eu me lembro da minha professeur de francês falando sobre pratos típicos, e volta ou outra eu ouvia falar desse prato que é tipicamente rústico, proveniente de uma Provence rural. Depois de um tempo, eis que surge o filminho para dar fama ao prato!
Quando se pense em culinária francesa, não dá para evitar pensar em pequenas quantidades (depois que eu aprendi a servir à francesa, fui entender o porquê de um pouquinho só no prato... imagina, entrada, salada, consommé, prato principal, frios... uma sequência de 4 ou 5 pratos, todos cheios... não passaria da entrada ^^). Também não é difícil pensar em mil e uma técnicas e armas secretas... Mas nem sempre é assim (já deu para perceber pelo Croque Monseur, postado alguns dias atrás). O ratatouille também mostra que a cozinha francesa não precisa ser difícil para sr deliciosa!

Ingredientes:
  • uma berinjela pequena cortada grosseiramente
  • um tomate grande cortado em cubos grandes
  • meia xícara de pimentão verde (picado grosseiramente)
  • meia xícara de pimentão amarelo (picado grosseiramente)
  • meia xícara de pimentão vermelho (picado grosseiramente)
  • uma xícara de abobrinha italiana em pedaços grosseiros
  • uma cebola média cortada em pétalas ou rodelas
  • uma xícara de molho de tomate (temperado com alho, cebola e louro)
  • 3/4 xícara de azeite 
  • manjericão
  • orégano
  • sal a gosto

1. Deixe a berinjela de molho na água com sal, para tirar o amargor, por mais ou menos 1h.
2. Coloque o molho na travessa, e por cima espalhe a berinjela, a abóbora, os pimentões, a cebola e o tomate. Tempere com o orégano, manjericão e sal. Regue com o azeite, cubra com papel alumínio e leve ao forno por 20 min.
3. Tire o papel alumínio e deixe no forno por mais 5 mim e pronto! Os legumes podem ser alterados sem problemas, apenas a berinjela e o tomate é que são essenciais.

Usei o manjericão que seco em casa... apesar de não ficar tão forte quando o fresco, sempre é uma boa opção enquanto a minha (quase) horta cresce...

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