9 de julho de 2013

Anos atrás eu me lembro da minha professeur de francês falando sobre pratos típicos, e volta ou outra eu ouvia falar desse prato que é tipicamente rústico, proveniente de uma Provence rural. Depois de um tempo, eis que surge o filminho para dar fama ao prato!
Quando se pense em culinária francesa, não dá para evitar pensar em pequenas quantidades (depois que eu aprendi a servir à francesa, fui entender o porquê de um pouquinho só no prato... imagina, entrada, salada, consommé, prato principal, frios... uma sequência de 4 ou 5 pratos, todos cheios... não passaria da entrada ^^). Também não é difícil pensar em mil e uma técnicas e armas secretas... Mas nem sempre é assim (já deu para perceber pelo Croque Monseur, postado alguns dias atrás). O ratatouille também mostra que a cozinha francesa não precisa ser difícil para sr deliciosa!

Ingredientes:
  • uma berinjela pequena cortada grosseiramente
  • um tomate grande cortado em cubos grandes
  • meia xícara de pimentão verde (picado grosseiramente)
  • meia xícara de pimentão amarelo (picado grosseiramente)
  • meia xícara de pimentão vermelho (picado grosseiramente)
  • uma xícara de abobrinha italiana em pedaços grosseiros
  • uma cebola média cortada em pétalas ou rodelas
  • uma xícara de molho de tomate (temperado com alho, cebola e louro)
  • 3/4 xícara de azeite 
  • manjericão
  • orégano
  • sal a gosto

1. Deixe a berinjela de molho na água com sal, para tirar o amargor, por mais ou menos 1h.
2. Coloque o molho na travessa, e por cima espalhe a berinjela, a abóbora, os pimentões, a cebola e o tomate. Tempere com o orégano, manjericão e sal. Regue com o azeite, cubra com papel alumínio e leve ao forno por 20 min.
3. Tire o papel alumínio e deixe no forno por mais 5 mim e pronto! Os legumes podem ser alterados sem problemas, apenas a berinjela e o tomate é que são essenciais.

Usei o manjericão que seco em casa... apesar de não ficar tão forte quando o fresco, sempre é uma boa opção enquanto a minha (quase) horta cresce...

8 de julho de 2013

Falar em açafrão é uma coisa um pouquinho complicada... principalmente se for daqueles comprados em pacotinhos no mercado. Na maior parte das vezes (quando falamos daqueles em pó), é levar para casa um genérico do açafrão. A especiaria verdadeira não é tão simples de achar assim, nem tão barata, e vem em pequenos filamentos avermelhados (pois é os estigmas da flor). Há ainda o açafrão-bastardo, também chamado de açafrão-bruto ou cártamo, outra flor da qual extraem estigmas que servirão como uma alternativa mais barata - e é esse que normalmente é encontrado por aí, misturado com fubá e em forma de pó.

Para falar a verdade, não é um tipo de condimento com o qual estou muito familiarizada. Lembro do arroz amarelinha que serviam na escola, e quando pensei em experimentá-lo na minha cozinha acabei comprando aquele mais comum mesmo, o tal do pozinho amarelo (o meu veio quase alaranjado, o que me rendeu a mais de meia hora explicando para a minha irmã nada cozinheira qual potinho que era o açafrão, qual era a páprica doce, a picante e o curry, já que ainda não mandei fazer os labels para os meus potinhos de temperos... meia hora com ela olhando para mim com cara de "do que você está falando", seguido da cara de "não vejo diferença"). Digamos que, para primeira tentativa, estava bem demais - poderia ser igual ao grão de mostarda, que usei uma vez e depois nunca mais rsrs. E em uma das primeiras receitas que o condimento foi parar foi o arroz... Mais para cor do que para o gosto, justamente por não ser lá o original... Então vamos lá!

Ingredientes:
  • duas xícaras de arroz já cozido 
  • meia cebola pequena picadinha
  • meia xícara de brócolis chinês cortado em pequeninhos buquês (mais ou menos 1 cm)
  • meia lata de ervilha 
  • meia lata de milho (eu uso um que é cozido ao vapor, então ele fica mais adocicado)
  • pouco mais de meia colher de sobremesa de açafrão em pó
  • pouco menos de uma colher de chá de páprica doce
  • meia colher de sobremesa de gergelim integral
  • duas colheres de sopa de cebolinha picada
  • duas colheres de copa de alho-poró cortado em rodelas 
  • azeite
  • gergelim torrado para decorar

1. Comece dourando a cebola no azeite. Acrescente o brócolis, o milho e a ervilha e refogue até que o brócolis fique macio.
2. Acrescente o açafrão, a páprica, o gergelim. Misture bem e deixe refogar por mais uns minutinhos para os condimentos serem encorporados.
3. Acrescente a cebolinha e o alho-poró, misture e logo em seguida acrescente o arroz já quente. Misture bem e está pronto! Na hora de servir, decore com um pouquinho de gergelim torrado por cima.


Arroz com açafrão e brócolis... aqui, servido com uma saladinha de alface americana e mozzarella de búfala

1 de julho de 2013

O nome desses sanduíches tipicamente franceses (mas que já espalharam pelo mundo) até sugere algo complicado, cheio de técnicas e ingredientes diferentes. Pelo contrário! Super simples, talvez o único momento tenso é fazer o molho bechamel, que para aqueles que não tem muita prática pode virar um verdadeiro desastre de farinha empelotada em leite ralo... Mas fora isso, tudo é muito simples!
A primeira vez que tive contato com esses sanduíches foi nas aulas de francês do meu amigo Gui... ficava aquele cheirinho maravilhoso espalhado por toda a escola. Lembrando disso, resolvi ir atrás e matar a vontade... Na época, ele chamava de croque madame a versão sem presunto, mas depois acabei descobrindo que as duas versões levam presunto, a diferença é o ovo frito por cima ^^

Croque madame
Ingredientes (para 3 sanduíches):
  • 6 fatias de pão de forma ou de brioche (eu usei pão de leite)
  • 1 colher de farinha de trigo
  • 1 colher de manteiga
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 2 colheres (sopa) de cebola (ralada ou beeeem picadinha)
  • 6 fatias de presunto
  • 150 a 200g de queijo muçarela ralado grosso
  • 100g de queijo gruyère ralado grosso
  • nós moscada
  • azeite
  • Se preferir fazer o croque madame, um ovo por sanduíche

Croque mounsier
1. Comece pelo molho: coloque uma colher de manteiga na panela, com um fio de azeite. Depois de derretida, coloque uma colher de farinha de trigo e mexa bem. Assim que estiver douradinho (sem queimar), coloque o leite em temperatura ambiente ou levemente morno (NUNCA coloque o leite frio... vai empelotar :S ). Dissolva o leite na mistura e acrescente a cebola. Deixe cozinhar até engrossar, coloque uma pitadinha de sal (não se esqueça que os queijos e o presunto já são salgados) e nós moscada. Reserve.
2.  Agora é só montar: coloque o presunto, a muçarela (seja generoso!) e o molho (muitoooo generoso... no mínimo duas colheres de molho por recheio). Feche, cubra com mais molho e o queijo gruyère.
3. Leve ao forno para derreter os queijos e tostar o pão.

Para o croque madame:
4. Frite o ovo em um filete de azeite e coloque por cima do sanduíche depois de sair do forno. Use uma forminha, para o ovo ficar no formato certo e não todo espalhado pela frigideira ^^


Ps.: Peço desculpas pelas fotos... além de não ser nenhuma especialista em fotos (muito menos de comida rs), realmente não ando me entendendo com a minha máquina quando o negócio é fotografia noturna...  está saindo desfocado :S Realmente preciso fazer um curso de fotografia...

27 de junho de 2013

Anos atrás, quando eu me mudei para Maringá, meu tio estava fazendo o doutorado sanduíche dele em Portugal (não, esse não é de comer.. quer dizer que ele fez parte da pesquisa e das matérias no Brasil, e parte em Portugal...). Ele ficou por volta de um ano por lá, e nesse meio tempo minha tia e minha vó foram para lá para visita-lo, e quando voltaram trouxeram junto na bagagem uma receita de caldo verde, feito com linguiça, batata e couve...

Com o tempo acabei pegando muita prática nessa receita, que é super fácil, saborosa, ótima para o frio. Já não é tão originalmente portuguesa, pois houve adaptação de ingredientes, mas fica uma delícia mesmo assim!

Ingredientes:
  • 4 batatas grandes 
  • um naco de linguiça calabresa cortado em cubinhos
  • uma cebola pequena picadinha
  • 3 ou 4 folhas de couve manteiga.

1. Cozinhe as batatas descascadas e em pedaços na pressão com uma pitada de sal até ficarem macias. 
2. Coloque um fio de azeite na panela e frite a calabresa. Quando estiver douradinha, acrescente a cebola.
3. Bata a batata no liquidificador com um pouco da água do cozimento, até formar um creme. Junte à linguiça e mexa para não deixar criar casca no fundo. Deixe cozinhar por alguns minutos, para o sabor da calabresa pegar na batata. Se precisar, corrija o sal.
4. Acrescente a couve cortada bem fininha (tipo para feijoada) e desligue a panela. Misture tudo muito bem e já está pronto para servir!

Se você preferir, pode amassar parte da batata, ao invés de só bater no liquidificador. Ficará um creme com alguns pedacinhos...

16 de junho de 2013

Friozinho, chuva, pouca vontade de sair de casa e muita vontade de ficar na cama, com edredom e pantufas... Mas é chegar o frio também que a gula chega de malas prontas para ficar. O que fazer? Que tal fugir um pouco do tradicional minestrone italiano típico das avós? (nada contra o minestrone, eu AMO, e fui acostumada a comer sopa todas as noites na casa da minha nonna italiana, mas variar não mata ninguém ^^). Então aqui vai uma dica: creme de abóbora moranga com camarão!

Ingredientes:
  • 500g abóbora moranga já cozida (dá para aproveitar as sobras daquela moranga recheada, sabe...)
  • 300 a 400g de camarão rosa
  • meia lata de ervilha 
  • muçarela ralada à vontade
  • uma batata média cozida
  • meia cebola picadinha ou ralada
  • meia caixinha de creme de leite
  • curry
  • sal
  • orégano
  • azeite

1. Tempere o camarão com sal e uma pitada de curry e reserve.
2. Bata a batata, a abóbora e um pouquinho de água no liquidificador, até formar um creme. A batata não vai aparecer o gosto, apenas dá a textura cremosa. Sem ela o creme ficaria uma massa de abóbora encharcada de água. 
3. Coloque um filete de azeite em uma panela e doure a cebola. Em seguida, coloque o creme batido e deixe ferver. 
4. Adicione o creme de leite, o orégano, e corrija o sal. Adicione também as ervilhas.
5. Coloque o camarão e abafe. Deixe por alguns minutos, tome cuidado para não deixar demais ou o camarão passa do ponto e fica borracha. 
6. Camarão deu ponto? (leva uns 5 minutos, nem isso dependendo da quantidade que vc for fazer) Agora é só servir com o queijo ralado por cima! Se preferir ainda mais cremosidade, substitua a muçarela por cream cheese ou requeijão. Pode ser acompanhado de um pouco de pimenta também, fica uma delícia!


A muçarela derreteu enquanto eu fotografava... que maldade ^^ rs

12 de junho de 2013

Quem já não assistiu um filme americano e se deparou com crianças fazendo bagunça na cozinha e fazendo aquelas panquequinhas americanas? Pensar em café da manhã americano é se deparar com as seguintes ideias: bacon, ovos, cereal, e panquecas... Rápidas, fáceis que até criança acerta,  buttermilk pancake passa longe das nossas tradicionais panquecas brasileiras, que se assemelham mais aos crepes franceses de massa fina e leve. As americanas devem ser fofinhas!!! Tradicionalmente levam na massa o buttermilk, originalmente um líquido extraído no processo de fabricação da manteiga, mas que com o passar do tempo passou a designar um grupo de leites fermentados. É mais grosso do que o leite e mais ácido também. Por ser altamente perecível e também devido a praticidade, as receitas tradicionais de buttermilk pancake acabaram sendo substituídas pelas práticas caixinhas com mistura semi-pronta... mistura tudo junto e joga na frigideira. No Brasil o buttermilk é praticamente impossível de ser encontrado, então tem-se várias receitas que tentam imitar o produto ou ainda outras alternativas (tem quem misture leite e suco de limão e deixa descansar por um tempo, mas nunca tentei).
A receitinha que estou acostumada a fazer traz uma mistura de leite e manteiga. O sabor fica quase idêntico ao original, faltando apenas um pouquinho de acidez.

Ingredientes:
Massa
1 1/4 de xícara de farinha
3 colheres de manteiga derretida (não deixar ficar transparente, assim conserva mais o gostinho da manteiga)
1 xícara de leite
2 ovos
1 colher (chá) de sal
3 colheres (chá) fermento químico
1 colher (sopa) açúcar

Cobertura:
Mel ou glucose de milho
uma maçã pequena picada
1/4 de xícara de uvas passas
1/4 de blueberries/mirtilo
1/2 xícara de morangos picados
4 ou 5 colheres (sopa) de creme de leite

1. Misture os secos: farinha, açúcar, sal, fermento químico.
2. Misture os molhados: leite, manteiga e ovo.
3. Junte secos e molhados, mexendo delicadamente. JAMAIS bata no liquidificador ou batedeira, ou a massa não fica no ponto certo. Apenas mexa. Se tiver um fouet fica ainda mais fácil, mas não se empolgue, é apenas para misturar, não para bater a massa.
4. Em uma frigideira antiaderente, coloque uma pontinha de colher de manteiga, espere derreter e coloque uma concha da massa. Ela irá espalhar e formar um círculo. Quando as extremidades estiverem começarem a ficar cheias de bolinhas, com outra cor e com aparência de cozidas, já pode virar. Vira-se apenas uma vez, rapidinho elas ficam prontas. Não é necessário untar a frigideira novamente.
5. Cobertura: misture as frutas e o creme de leite.
6 Para servir, coloque a sua panquequinha no prato, cubra com o mel ou a glucose, coloque as frutas and dig in!!! Cuidado na hora de colocar o mel... a panqueca chupa o líquido e se você não tomar cuidado, fica extremamente doce :S

Se você quiser seguir ainda mais a tradição americana, use o mapple syrup (xarope de bordô) e bacon (sim... até mesmo os dois juntos... gosto é gosto rsrs). Meus alunos adoram essas pancakes com calda de chocolate ou geleia, e se acabam com Nutella... rs

2 de junho de 2013

Penso que quando fala-se em miscigenação de raças e culturas fica fácil para nós brasileiros entendermos como isso acontece e como uma coisa acaba levando a outra... Então vamos pensar em um lugar muito interessante e incomum dos Estados Unidos: New Orleans (ou, como falam por aqui, Nova Orleans/Orleães), no estado de Luisiana, suldeste americano, importante porto no Golfo do México e localizada perto do rio Mississipi e conhecida como a cidade berço do Jazz. 

Fundada por franceses no início do século XVIII, em quase trezentos anos de história passou pelas mãos dos franceses, espanhóis, voltou aos franceses e depois foi comprada também pelos americanos. Assim, a cultura apresenta uma deliciosa mistura dos franceses, espanhóis, afro-americanos (não se esqueçam da época da escravatura), indígenas e imigrantes vindos de outras colônias francesas como Haiti e Antilhas, além dos alemães e irlandeses quem chegaram mais tarde. 

Agora tente imaginar tudo isso na culinária... junte a paella espanhola, as formas de preparação dos franceses, os fortes temperos dos pratos africanos... Conseguiu? Bom, disso tudo saiu o jambalaya... na versão creole ou red jambalaya (com tomate, chamado de creole por trazer mais aspectos dos povos brancos e negros que vieram como imigrantes das colônias francesas e indígenas que habitavam a região) ou cajun ou brown jambalaya (sem tomate, e com influência direta dos colonizadores franceses). Com arroz, linguiça e camarão, o prato leva vários condimentos e pimenta. Essa versão que fiz hoje tenta conservar a ideia original do prato, mas de forma que fique fácil de ser feito por aqui. É um prato barato de ser feito, relativamente rápido e rende um monte! Para duas pessoas comerem exageradamente bem.

Ingredientes:
  • uma xícara de peito de frango cortado em cubos
  • meia xícara de linguiça calabresa picada ou em rodelas (ou outra que vc prefira... só se lembre que a calabresa é mais temperada)
  • meia xícara de bacon em cubos
  • 3/4 de xícara de camarão (se vc preferir, pode utilizar camarões maiores)
  • uma xícara de arroz (comum, não é arroz de risoto)
  • meia xícara de salsão picado
  • 3/4 de xícara de pimentão verde picado (cubinhos de +/- 2cm)
  • meia cebola cortada em pétalas
  • dois dentes de alho
  • 200g de tomate enlatado pelado e em molho 
  • pouco mais de meio cubo de caldo de legumes ou frango
  • cebolinha a gosto
  • duas colheres de chá de páprica picante
  • pimenta do reino 
  • curry
  • folhas de louro a gosto (usei uma pequena)
  • uma colher de chá de molho inglês
  • azeite
  • molho de pimenta

  1. Antes de tudo, misture uma colher de chá de páprica picante, um alho picadinho, uma  colher de chá de pimenta do reino e uma pitadinha de curry e espalhe no frango. Deixe marinar por 20 minutos.Tempere também o camarão com sal e uma pitatinha de curry e deixe reservado.
  2. Em uma panela quente e em fogo alto (eu usei a minha wok, a panela para paella também dá super certo, ou mesmo a caçarola comum), coloque o bacon e gotas de azeite para ajudar o bacon a começar a tostar.
  3. Dissolva o caldo de legumes/frango em duas xícaras de água fervente. Reserve.
  4. Junte a calabresa ao bacon e salteie. Coloque o frango e continue a saltear, até o frango estiver selado. 
  5. Coloque a cebola, o salsão e o pimentão, sempre salteando. 
  6. Coloque o tomate (como eles vieram um pouco grandes, cortei em pedacinhos), juntamente com o molho.
  7. Acrescente o arroz, mais uma colher de de chá de páprica picante, o louro, o caldo de legumes dissolvido, o molho inglês e o molho de pimenta (coloquei apenas algumas gotinhas, se você preferir mais picante, pode caprichar mais ou até mesmo temperar também com a pimenta caiena em pó) e mexa bem. Diminua o fogo e tampe. Se precisar, vá aos poucos acrescentando mais água.
  8. Quando o arroz já estiver cozido mas ainda com um pouco de água, sobreponha o camarão e tampe. Com mais 5 minutos o camarão cozinhará só com o vapor e calor vindo do arroz, não deixe por muito tempo ou o camarão ficará duro. Caso você tenha optado por camarões grandes, saltei-os separadamente e depois acrescente ao prato.
  9. Desligue o fogo, acrescente a cebolinha and that's it! Está pronto para ser degustado com um vinho e ao som de jazz... Como utilizei o caldo de legumes e a linguiça já temperada, em momento algum precisei pôr sal. Apesar de parecer complicado, é bem tranquilo de ser feito, e leva um pouquinho mais de tempo do que fazer um arroz.




E para acompanhar e dar um climinha...

Kermit Ruffins - Drop Me Off in New Orleans

30 de maio de 2013

Uma das minhas lembranças de infância (que, convenhamos, nem foi há taaaanto tempo assim vai) é a pipoca doce que meu pai fazia. Minha mãe quase morria de tanto pedir para que ele fizesse, pois ele não gostava muito de prepara-la por causa da quantidade de óleo. Mas vez ou outra ele acabava matando as nossas lombrigas. Eu lembro que ele colocava tudo na panela de pressão e depois saía uma pipoquinha branquinha, com algumas partes levemente amareladas, e grãozinhos de açúcar por todos os lados - tinha até alguns torrõezinhos, pelos quais eu vivia levando bronca por tentar comê-los escondido...

Tudo junto, a calda começando a ferver
Bom, adiantou nada tanto implorar para que ele me ensinasse a fazer a bendita pipoca, só tinha dois tipos de resposta: ou era não mesmo, ou ele dava risada e desconversava. Acabou partindo dessa vida sem nunca me contar o segredinho daquele pipoca nada recomendável pelos nutricionistas - mas mesmo assim maravilhosa.

Depois de um tempo, já nem lembro mais quem comentou com a minha irmã que era facinho fazer a pipoca doce igual àquela do pipoqueiro... Tentei fazer em casa, e voilá! A prática leva à perfeição, e hoje se consome mais pipoca doce aqui em casa do que a salgada. Acabei até mesmo comprando uma panela pipoqueira, porque ninguém merece ter q fazer musculação para conseguir fazer pipoca com panela de pressão... (acreditem, comprei uma por 16R$ na rede do Walmart e agradeço até hj a minha sapiência e impulso consumista rsrs).

Historinhas aparte, aqui vai a minha receitinha:

Ingredientes:
  • uma medida de milho (de qualidade, please... pouca adianta economizar aqui)
  • uma medida de açúcar cristal
  • uma medida de óleo
  • uma medida de água 
  • corante comestível líquido que pode ser levado ao fogo (pode ser aqueles que fazer pão, é o que eu uso) - use a cor que você quiser, umas 3 gotinhas já são suficiente, se quiser com a cor mais forte, duas ou três gotas a mais já faz uma enorme diferença.

Agora já com o corante vermelho
Coloque tudo na pipoqueira e deixe ferver até virar calda. Se quiser, pode deixar para tampar nessa hora, ou pode já fazer tudo de panela fechada. Só precisa ser mesmo a pipoqueira, pois você vai precisar mexer a pipoca o tempo todo depois que ela começar a estourar, ou a calda queira no fundo e não fica nos outros grãos. Se você usar panela comum, só agitar a panela (mesmo que seja como "A louca"), vai queimar : ( ...

Outra dica é: quando tirar da panela, misture a pipoca, para ela não formar uma grande bolota dura e grudenta... você está fazendo pipoca, não pé-de-moleque. Misturando tudo faz com que ela esfrie mais rápido e fique soltinha : )

Para uma pessoa, uma xícara de café faz uma senhora bacia de pipoca. Para duas pessoas se esbaldarem, uma xícara de chá. Use a medida que achar mais adequada, é só seguir as proporções.



Voilá! Minha pipoquinha doce já no meu super pote...

15 de maio de 2013

Sabe quando você está com vontade de frazer aquele franguinho de forma diferente? Então, hoje resolvi me empolgar com a minha frigideira nova (revestida de cerâmica por dentro... por enquanto estou amando!) e fazer as iscas de frango de um jeito novo. Como sempre, tinha que ser algo rápido, e muito nutritivo... Então aqui surgiu essa receitinha:

Ingredientes:
  • 500g de peito de frango cortado em iscas
  • farinha/mistura para empanar Crocmix milanesa (é uma misturinha já pronta, mas se você preferir fazer do seu modo ou não a achar por aí, sem problemas!)
  • meio brócolis chinês (aquele com as folhinhas bem miudinhas)
  • meia cebola média cortada em pétalas
  • um talo de salsão (mais ou menos meia xícara)
  • 1/3 de xícara de alho poró
  • meia xícara de cogumelos champignon
  • meia caixinha de creme de leite
  • orégano
  • manteiga

Para fazer, é bem simples:
1. Passe o frango na farinha de empanar. Em uma frigideira antiaderente grande, coloque um pouco de manteiga derreter e frite as iscas (coloque o mínimo de manteiga possível).
2. Aqueça um pouco de água com uma pitada de sal. Quando começar a ferver, coloque o brócolis cortado em árvores e deixe por um minuto ou dois. Eles não devem perder a crocância! Escorra e deixe separado.
3. Depois de fritas e ainda na frigideira, coloque a cebola, o alho poró, salsão, e mexa bem. Espere alguns minutos e coloque o brócolis e o champignon, tempere com orégano e por fim coloque o creme de leite e mexa. Não ficará um molho, o frango e o brócolis devem ficar apenas com uma camada do creme! Como a mistura para empanar que eu uso já é temperada, eu não tempero o frango com antecedência nem coloco sal depois. Então, caso você use outra farinha para empanar, preste atenção na quantidade de sal, sugiro que tempere só o frango, para não deixar tudo muito salgado.




Pronto, consegui retornar ao blog mais delicioso e apetitoso.
Dia das mães sempre é um bom dia para ir à cozinha com a sua velha para fazer algo bem gostoso. Em casa minha mãe e eu fizemos uma paella, sem seguir receita, pra variar.
Como estavamos em poucas pessoas, minha mae quis se agradar (e agradar o filho e irmao) e comprou cauda de lagosta, camarao grande e mexilhão. Mas saiba q, para poucas pessoas e para se fazer um agrado, tais produtos nao saem tao caro.... a paella toda deve ter custado uns 140 reais e acabou servindo 4 pessoas muito, muuuuito esfomeadas. Eu faço o seguinte raciocinio: 3 combos nº1 do mc donalds deve custar, juntos, cerca de 56 reais... mas eh pequeno, sem lagosta e sem camarao kkkk, fora a falta de educacao do atendente.

Bem, os ingredientes foram:
  • 3 xícaras de arroz para risoto
  • 1 talo de alho porró
  • 1 cebola grande
  • 5 dentes de alho
  • 1 pacote de frutos do mar (vende congelado com camarao, lula, polvo, mexilhao e peixe)
  • 1 sache de paellero carmecita
  • 1 caldo de legumes
  • 1 xicara de vinho branco
  • 1 litro de agua

Opcionais para enfeitar:
  • 3 Caudas de lagosta 
  • 1 pacote de Camaroes grandes
  • 1 pacote Mexilhoes
Modo de preparo:
1. Ferva 1 litro de agua com o caldo de legumes. Minha mãe separou o polvo e ferveu ele com um pouco do caldo de legumes para amolecer. Depois, separe o polvo e aproveite o caldo q sobrou para o arroz.
Em uma panela grande, refogue o alho, a cebola e o alho poró com um pouco de azeite. Em seguida, acrescente o arroz e frite um pouco. Após, acrescente o vinho e vai mexendo o arroz ate ele comecar a secar. Depois, é so ir acrescentando uma concha de caldo de legumes por vez, conforme o arroz vai secando, lembre-se de ficar mexendo o arroz e ir acrescentando caldo aos poucos, nao eh pra deixar o arroz mergulhado em agua.
2. Conforme o arroz vai ficando mais macio, acrescente os frutos do mar que veio no pacote e o polvo q vc separou.
3. Agora, junte o paellero no caldo de legumes e vai acrescentando o liquido no arroz. Eu prefiro o arroz "al dente", mas va acrescentando o caldo até a textura do arroz ficar boa para o seu paladar.
Vou anexar as fotos da tristeza. Como já disse antes, não sou bom de passar receita, qaulquer duvida é só me chamar no dia em que  você for fazer que eu vou palpitando.

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