19 de dezembro de 2013

Quando eu ainda morava com meus pais eu não via a hora de sobrar carne do churrasco para que a noite meu pai fizesse arroz carreteiro - e ele fazia aquele arroz marronzinho, soltinho... e que delícia que ficava com salada de repolho cru e ovo frito!
Nunca consegui fazer arroz igual ao dele. Meu pai sempre brincava que o tempero vinha da graxa das mãos dele (ele era mecânico, e um ótimo mecânico! Mas nada de graxa nas mãos,  ok!), mas acho mesmo que era todo o charme e a ginga de quem casou sem nem saber como fritar ovo e depois virou um excelente cozinheiro e que adorava o que fazia. acho que essa minha curiosidade na cozinha veio dele, assim pelo gosto e felicidade de fazer o que gosta.
Como nunca consegui fazer igual, acabei desenvolvendo a minha própria receita - diferente, porém também maravilhosa. É essa que eu fiz hoje e trouxe para vocês. 

Ingredientes:
  • 1 xíc. carne assada de churrasco (usei alcatra limpinha) em cubos
  • 1 xíc. de arroz (tipo agulhinha, aquele comum, não é arroz para risoto!)
  • 2 xíc. de água fervendo
  • 1/3 xíc. de ervilhas
  • 1 talinho (mais ou menos 15 cm) de aipo/salsão picadinho
  • 1 colher (chá) de páprica doce (se quiser mais apimentado, troque pela paprica picante)
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1/2 cebola pequena picadinha 
  • 2 colheres rasas (sopa) extrato de tomate
  • sal a gosto
  • cebolinha 
  • 2 colheres rasas de manteiga
1. em uma panela já aquecida,  coloque a manteiga, o alho e a cebola. Deixe dourar e acrescente o aipo, a carne, sal a gosto e o arroz. Frite tudo junto até ficar soltinho. Se você usar arroz lavado, deixe secar antes que ele ficará mais soltinho. 
2. Depois de bem frito, junte o extrato de tomate, a ervilha e a água.  Misture bem e deixe até que o arroz esteja cozidinho. Daí é só jogar a cebolinha por cima e servir!


16 de dezembro de 2013

Aquela massinha fininha, macia e sequinha, enrolada ou em leques (no caso das doces que eu faço), com um recheio delicioso... desde criança as panquecas atiçam o meu apetite. Lembro que minha mãe sempre fazia de carne moída - a massa fininha e a carne sequinha, sem molho, e ficavam maravilhosas! Depois de crescidinha, aprendi a fazer minhas próprias panquequinhas, e fui desenvolvendo receitas e recheios, técnicas de jogar a massa na frigideira e de virá-la jogando para cima. 

E uma dessas minhas receitinhas que ficaram bem famosas aqui na família (tanto que vez ou outra o pessoal acaba se reunindo só para que eu faça as panquecas) é com um recheio de legumes. Como há alguns vegetarianos na minha família, essa acaba sempre sendo uma boa opção quando eles aparecem para almoçar ou jantar.

Ingredientes:
  • 4 ovos
  • 2 xíc. farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) amido de milho
  • 2 xíc. leite (usei um que é zero lactose, mas qualquer leite serve)
  • 2 batatas médias picadinhas
  • 2 cenouras médias picadinhas
  • 1/2 xíc. de milho 
  • 1/2 xíc. de ervilha
  • 1/3 xíc. azeitonas picadinhas
  • 1 xíc de molho de tomate
  • 1/2 cebola picadinha
  • 2 colheres de creme de leite
  • sal 
  • orégano
  • ervas finas
  • azeite
1. Coloque a batata e a cenoura cozinhar com um pouquinho de sal até ficarem macias. Reserve.
2. Refogue a cebola no azeite, acrescente a batata e a cenoura cozidas, o milho, a ervilha e a azeitona. Misture delicadamente, para não amassar os legumes e acabar fazendo papa.
3. Coloque o molho de tomate, regule o sal e tempere com orégano e as ervas finas. Deixe o molho reduzir, adicione o creme de leite (ele deixará o molho mais suave) e desligue. Reserve.
4. Bata os ovos, a farinha, o leite e o amido no liquidificador. Adicione uma pitadinha de sal na massa. 
5. Para fritar a massa é necessária uma boa frigideira antiaderente. Com a frigideira inclinada, despeje um pouco de massa na parte superior e deixe escorrer, girando a frigideira para que a massa se espalhe totalmente. Quando estiver com as bordas tostadinhas e desgrudando, está na hora de virá-la. 
6. Depois da massa frita, basta colocar um pouco do recheio e enrolar. Se preferir, pode cobrir com um pouco de molho - eu preferi deixar sequinha por fora e suculenta por dentro. Fica maravilhoso também fazer uma camadinha de requeijão antes de colocar o recheio!
As minhas ficaram um pouco mais amarelinhas, pois coloquei uma colherinha de açafrão na massa... dá para usar também legumes ou verduras liofilizados (cenoura, beterraba, couve, espinafre...)

11 de dezembro de 2013

Imagina uma carne de frango douradinha por fora e suculenta por dentro... e se eu te falar que é possível fazer isso com o peito do frango, que muitos reclamam ser uma carne seca? E ainda fica com um sabor incrível,  suave, e recheadinho? Essa é a minha receitinha de hoje: peito de frango recheado com presunto e queijo.

Ingredientes:
  • 1 peito de frango grande, bem alto
  • 1 colher (sopa) de mostarda de Dijon
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (chá) de mel
  • 6 fatias de presunto (dependendo do tamanho do seu frango)
  • 2 cubinhos de queijo processado (se você usar a muçarela normal, ela derreterá e ficará puxa-puxa, com o processado ficará um creme de queijo no meio)
  • ervas de Provence

1. Corte o peito de frango desossado e sem pele ao meio, separando os dois lados. Pegue cada metade e, com uma faca pontiaguda e bem afiada,  faça um corte, abrindo um buraco até o final, mas sem abrir o fundo ou as laterais.
2. Misture a mostarda, a manteiga,  mel, sal a gosto e uma pitadinha das ervas. Espalhe por dentro e por fora do frango e deixe pegar o tempero por 40 minutos ou mais.
3. Coloque uma parte do presunto, um cubo de queijo processado e a outra parte do presunto. Coloque em uma forma e pincele com o resto da mistura de mostarda e manteiga. Salpique mais um pouquinho das ervas de Provence por cima e leve ao forno até que esteja douradinho.

O queijo ficou cremoso... se preferir que ele fique puxa, é só usar a muçarela convencional

9 de dezembro de 2013

Uma das coisas pelas quais sou louca é a massa pobre... a sensação da massa esfarelando na sua boca e depois derretendo, o sabor suave que é complementado com o sabor do recheio... huummm
E essa massa foi por um bom tempo a minha frustração. Testava uma receita, nada... testava a outra, ficava uma delícia, mas com cara horrorosa... Precisei entender como que funciona a reação da gordura gelada com a farinha para finalmente conseguir acertar. E que delícia fica! 
A receita de hoje leve essa massa e, apesar das mudanças e adaptação, segue a ideia de como um quiche deve ser: ovo na massa e no recheio. Fácil de preparar, só tome cuidado com os detalhes...

Ingredientes:
  • 3 xíc. farinha de trigo peneirada
  • 200g de manteiga sem sal gelada (um pacotinho de manteiga em barra)
  • 1/2 xíc. de água gelada (super gelada)
  • 2 ovos
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 250g de presunto cortado em cubinhos
  • 1/2 xíc. aipo picadinho
  • 1/2 xic. cebola picadinha
  • 100g de requeijão
  • 120g de cogumelos champignon
  • 1/2 lata de ervilha
  • 1/2 colher (chá) de sal (para a massa... o do recheio é a gosto)
  • orégano
  • pimenta branca moída
  • noz moscada
1. Em uma vasilha, coloque a farinha, 1/2 colher (chá) de sal, e misture. 
2. Corte a manteiga em cubos para facilitar, e coloque na farinha. Misture com as mãos até virar uma farofinha. 
3. Acrescente uma gema de ovo (só a gema... separe a clara para o recheio) e a água super gelada. Misture até ficar homogêneo, cubra com filme plástico e leve para a geladeira por no mínimo 30 minutos. Eu deixei a massa por 40 minutos no congelador - ela fica um pouco dura para abrir, mas como estava muito calor, preferi assim.
4. Junte a clara que restou da massa com o outro ovo, e bata na batedeira até virar um creme. Reserve.
5. Combine o creme de leite com o requeijão, tempere com orégano, pimenta branca moída, noz moscada e sal a gosto. Acrescente a cebola, o aipo, o presunto picado, ervilha e os cogumelos laminados. Depois, junte delicadamente com os ovos batidos. Reserve. 
6. Abra a massa em uma forma própria para quiche ou então em uma forma de aro removível. Eu gosto de forrar o fundo da forma com papel manteiga, mas não é preciso untar, pois vai bastante manteiga na massa. Cubra o fundo e as laterais da assadeira com a massa, coloque o recheio e leve ao forno até que a massa esteja douradinha e o recheio gratinado. E voilà! O recheio fica leve, airado, saboroso...




6 de dezembro de 2013

Hoje minha irmã foi viajar para uma congresso e tive o almoço todo para mim - o que é uma coisa muito boa. Já no momento em que ela me falou que não estaria aqui, mil possibilidades de pratos e coisinhas saborosas que eu amo mas que ela detesta ou não pode comer, então nunca posso fazer -boa parte delas incluindo queijos, cogumelos, carnes, bacon... e esso prato de hoje saiu dessa mente criativa e estômago guloso. Milares de pensamentos e possibilidades passavam pela minha mente... e se eu usar isso? E temperar com aquilo? Humm, mas acho que, se eu fizer assim, ficará ainda melhor... Então aqui vai a receita de hoje,  em minha homenagem... frango cremoso, gratinado, com funghi secchi, ervilhas e provolone... e muito saboroso!!!

Ingredientes:
  • 500g de peito de frango
  • 1/2 cebola picadinha
  • 1 dente de alho picado
  • 1 1/2 caixinha de creme de leite
  • 200g de requeijão (eu usei um que era tão grosso que era até ruim de tirar do saquinho... cuidado para não usar daqueles que tem adição de amido,  comida de qualidade é feita com ingredientes de qualidade!)
  • 1/3 xicara de funghi secchi (usei o chileno)
  • 1 latinha de ervilhas
  • 1/2 xic. de queijo provolone em cubos
  • orégano
  • ervas de Provence
  • noz moscada
  • azeite
  • Sal
1. Coloque o cogumelo lavadinho de molho em água fervente para hidratar. Reserve.
2. Doure a cebola e o alho no azeite. Acrescente o frango, salgue e deixe refogar. Quando o frango começar a mudar de cor, de um toque com pitadinhas de orégano e ervas de Provence (cuidado com essas... use uma pitada bem pequena,  pois é um conjunto forte de ervas e pode ficar muito acentuado e roubar o gosto do resto).
3. Quando o frango já estiver douradinho, acrescente o creme de leite e misture bem, para pegar e dissolver toda aquela borra da panela. Deixe reduzir.
4. Adicione o requeijão, misture bem, até dissolver. Deixe engrossar um pouco mais e desligue. Reserve.
5. Escorra o funghi e corte-o em pedacinhos com mais ou menos 1, 5 cm. Você pode salvar a água que usou para hidratar para temperar outros pratos.
6. Junte o funghi, as ervilhas e os cubinhos de provolone ao frango. Coloque em um refratário, salpique orégano e noz moscada por cima e leve ao forno até gratinar a superfície. fica ótimo com um arroz branco!



2 de dezembro de 2013

Essa é uma daquelas saladas super fáceis de fazer, com cara de casa de vó, e que ganham a gente pelo sabor e pela textura. Imaginem: o crocância do repolho, com a maciez do cogumelo... o sabor levemente adstringente do pepino com o adocicado das passas... Sensações diferentes que combinam super bem e ainda são ricas em vitaminas e nutrientes para o seu dia-a-dia - e ainda vem acompanhados de um molho (nem tão light) que completa, sem se sobrepor ao gosto dos vegetais... huumm...

Ingredientes: 
  • duas xíc. de repolho cortado em tirinhas bem fininhas
  • 1/2 lata de milho verde escorrido
  • 1/2 xíc. de passas (as minhas ainda estavam fresquinhas, então não precisei hidratá-las)
  • 3/4 xíc. de pepino japonês picado em cubos (com casca e tudo... use o japonês pela crocância e por liberar menos água)
  • 4 ou 5 cogumelos champignon laminados
  • 2 colheres (sopa) maionese
  • 3 colheres (sopa) creme de leite
  • 1 colher (café) de azeite
  • orégano
  • sal

1. É só formas as camadas: deite o repolho, cubra com o milho, o pepino, as passas e, no final, os cogumelos. 
2. Para o molhinho, misture a maionese, o creme de leite, o azeite, orégano e sal. Bata com um fouet até formar um creme liso. Eu deixei em um recipiente separado, para cada um colocar a quantidade que quiser, mas, se preferir, você pode já servir com o molho misturado.


25 de novembro de 2013

Essa salada é uma das coisas mais simples e mais deliciosas que se pode imaginar! Originária de Capri, ilha no litoral oriental da Itália - no golfo de Napoli, para ser mais preciso - ela conta com ingredientes bem típicos da cozinha caseira da Itália: tomate, manjericão, azeite e a mozzarela di bufala (especialidade da região de Napoli). Não há grandes segredos, apenas se deve ter um carinho todo especial pelos ingredientes... o tomate deve estar maduro, mas firme; o manjericão deve estar fresco; o azeite extra virgem, de qualidade; e deve-se usar mozzarella di bufala, e não queijo amarelo feito com leite de vaca. 

Originalmente, essa salada é temperada apenas com azeite, orégano e, se desejado, uma pitada de sal na hora de servir, para não soltar o suco do tomate. Mas é muito comum vê-la por aí acompanhada de aceto balsâmico, mas isso é mais americano do que italiano. E essa combinação singela gera um efeito tão bom nas papilas gustativas (e também nas narinas rs) que acaba indo parar também em pizzas, massas... Na região de Napoli é comum encontrá-la também como insalata tricolore, tendo essa versão muitas vezes a adição de abacate.


Ingredientes:
  • 2 bolas grandes de mozzarella de bufala (se usar das pequenas, coloque metade para cada fatia de tomate)
  • 2 tomates maduros e firmes (os meus eram pequenininhos, daqueles italianos compridinhos)
  • um punhado de manjericão fresco
  • azeite de oliva
  • sal

1. Para fazer e montar é super simples: corte o tomate em rodelas não muito finas (com mais ou menos 7mm). Faça o mesmo com a mozzarella, caso você tenha adquirido daquelas que vem em bolas grandes. Se for em bolinhas, pode só cortar ao meio mesmo ou então deixar sem cortar. Intercale o tomate, a mozzarella e as folhas frescas de manjericão. Depois é só regar com azeite e salpicar orégano! Caso queira um pouco de sal, deixe para colocar na hora de comer, para não fazer o tomate soltar água.  

Um sabor suave que preenche toda a boca... hummm...

23 de novembro de 2013

Minha loucura por livros está levando minha irmã à loucura (já há muito tempo levou minha mãe, ao ponto dela se recusar a me dar dinheiro para comprar livros para a faculdade kkkk mandava eu ir para a biblioteca). E ultimamente o meu dna de traça de livros está com um paladar especialmente voltado para livros de culinária - já tenho um estoque aqui! Nem todos foram lidos (inteiramente) ainda, por isso ainda não coloquei resenhas... Mas esses dois de hoje foram recentemente adquiridos (comprei um ontem ^^) e são fininhos e fáceis de ler, por isso já estão por aqui!

Então vamos lá! A dica de livros para hoje envolve dois livros de uma coleção da Le Cordon Bleu, uma das maiores escolas de culinária do mundo, cujo foco é a cozinha francesa e que desce 1895 é sinônimo de excelência - até mesmo a Lady Diana e a apresentadora Julia Child (retratada no filme Julie & Julia) se formaram por lá. A coleção se chama Le Cordon Bleu receitas caseiras, e tem desde livros com requintadas receitas francesas, até livros sobre muffins, chocolate,  os dois que eu trago aqui: Molhos e Pastelaria.

1. MOLHOS
Foi o primeiro que comprei. Já há um certo tempo eu queria um livro que me mostrasse diferentes tipos de molhos tradicionais e as formas originais de serem feitos. Imagina só quando encontrei esse livro? São apresentadas diversas receitas de molhos que podem ser utilizados para carnes, massas e saladas e até caldos doces para sobremesas, indo dos mais simples aos mais sofisticados, com receitas como os molhos holandês, mousseline (com ovos, limão, manteiga clarificada e natas) e jus (feito com os restos de assados). Tudo no passa a passo com dicas importantes. O livro só deixa a desejar por não ter fotos das etapas (que nem faz tanta falta assim) e pela linguagem um tanto formal do português metropolitano (ou seja, de Portugal) - são utilizados temos como lume (fogo), varas de arames (batedor de ovos ou fouêt) e, em alguns momentos, se torna um tanto exaustivo. Isso se acontece pois a coleção não tem uma versão brasileira; é traduzida na Europa, impressa na China e importada. Mas como normalmente serve como livro de consulta e não como leitura de cabeceira, a linguagem não interfere tanto.


Compensa comprar? Sim, ótimo conteúdo, informações muito interessantes, tem um bom preço (mais ou menos 25R$, dependendo do lugar), é bem organizado e a impressão é de alta qualidade.




2. PASTELARIA
Esse livro se convida para dentro da sua casa já a começar pelas fotos. É uma delícia a cada página! Eu o encontrei na livraria em um dos meus rápidos passeios durante meu intervalo no trabalho (no estilo "não tenho nada para fazer vou dar uma volta na livraria do shopping). Na verdade eu tinha ido lá dar uma olhada nos livros de referência para provas de proficiência em inglês, mas a bendita banca de culinária fica logo perto da porta, nunca consigo escapar de lá sem passar por ela. Eu nem sou tão fã de doces assim (por isso as poucas receitas de doces por aqui), mas a abundância de cremes e frutas me atiçou e eu tive que trazê-lo comigo para casa. Aqui aparecem algumas receitas clássicas, como o millefeuille (aqui traduzido, mil folhas), tartes, tartelettes, éclairs, Saint-Honoré e muitos folheados de dar água na boca. No final do livro há também as receitas das massas utilizadas - aerada, aerada doce, cozida e folhada. As receitas são dadas passo-a-passo, e a linguagem é melhor do que o de molhos, apesar de ainda ser edição portuguesa.

Compensa comprar? Sim, se você gostar de passar um tempo na cozinha, sem se preocupar com sobremesas mais elaboradas, demoradas e não tão práticas assim - mas cujo trabalho vale cada mordida! Esqueça a essência de baunilha e tenha um estoque de favas em casa! O preço também é muito bom (teoricamente, o mesmo valor para toda a coleção, mas peguei esse na promoção, então paguei apenas 19R$) e a impressão é de alta qualidade também.




20 de novembro de 2013

Ontem eu tive aula de culinária com meus alunos, e do corn dog sobrou um pacotão cheio de fubá - que veio para casa comigo. E hoje de manhã, ao me deparar com ele, já pensei em uma panela cheia e fumegante de polenta, aquela polenta com um espesso, vigoroso e saboroso molho vermelho... hummm 
E foi isso que resolvi fazer para o almoço de hoje. Inicialmente planejei fazer o molho com linguiça, mas achei melhor fazer com carne, pois minha irmã não gosta de linguiça. Pedi então para ela ir ao açougue, e ela foi no mercadinho perto de casa que mudou de dono essa semana e, para nosso pesar, não tem mais açougue... Como ela chegou em casa de mão abanando (quando ela poderia ter andado mais uma quadra e ido ao outro mercadinho), voltei à minha ideia original e não me arrependi!

Ingredientes:
  • 1 ½ xíc. de fubá
  • 7 ½ xíc. de água
  • ½  cebola picadinha
  • 1 dente de alho picadinho
  • 3 tomates médios maduros mas firmes picados em cubos não muito pequenos
  • ½ xíc. de molho de tomate
  • 2 xíc. de linguiça em rodelas (usei aquelas calabresas fininhas)
  • orégano
  • azeite
  • sal
  • pimenta branca em pó
1. Misture o fubá em 7 xícaras de água até dissolver tudo. Reserve.
2. Em uma panela aquecida, coloque um fio de azeite, o alho e metade da cebola. Refogue e acrescente a mistura de fubá, o sal e a pimenta a gosto. Mexa bem e deixe ferver até engrossar, mexendo sempre ou o fundo engrossará e a parte de cima ficará mole. Quando estiver com a espessura desejada (eu gosto um pouquinho mais mole, minha irmã gosta um pouquinho mais dura... rsrs) é só desligar. Reserve.
3. Em outra panela aquecida, acrescente mais um fio de azeite, o restante da cebola e a linguiça. Caso use outra linguiça que venha crua, acrescente-a primeiro e depois a cebola (para não queimá-la). Deixe tudo fritar.
4. Adicione o tomate (se preferir, use tomate sem casca... mas o intuito aqui não é derrete-lo, mas deixar pedacinhos mesmo) e deixe refogar, mas sem derreter. Coloque o molho e, se preferir, sal (lembre que muitas linguiças já vem bem salgadas, então cuidado!). Dê um toque com orégano (eu também coloquei uma pitada de ervas finas). Deixe o molho ferver até engrossar, e está prontinho! É só servir junto com a polenta - por cima ou em outro refratário.



Humm... e para dar um toque final, coloquei umas lasquinhas de provolone ali no canto...

13 de novembro de 2013

A saladinha de hoje escapa um pouco das saladas tradicionais - é uma salada de folhas que vai ao fogo, apesar de não ser servida quente. Fica uma delícia no verão e também no inverno,  é uma ótima combinação da refrescância do gengibre e a crocância do repolho! E ainda fica pronta em alguns minutos!

Ingredientes:
  • 3 folhas de repolho rasgadas em pedaços não muito grandes nem muito pequenos
  • 2 colheres (sopa) de gengibre fresco cortado em pedacinhos
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (sobremesa) de shoyu
  • 1 colher (sopa) manteiga
  • sal

1. Coloque a manteiga em uma frigideira já aquecida e deixe derreter. Quando estiver quase toda derretida, acrescente o gengibre  deixe refogar por uns segundos.
2. Acrescente o repolho e salteie até que ele dê uma leve amolecida - mas que ainda continue crocante.
3. Espalhe o açúcar por cima das folhas e salteie mais algumas vezes. Coloque o shoyu, misture e já pode desligar! Se preferir, regule o sal - eu prefiro deixar só com o shoyu. Espere esfriar e sirva!



Se quiser um prato mais colorido e que o contraste entre o picante, o salgado e o doce apareça mais, substitua o gengibre por gari, aquele gengibre rosa em conserva japonês - também fica uma delícia!
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