26 de maio de 2014

Com o inverno chegando minha gula pede por muito carboidrato, massas, coisinhas cozidas, friturinhas... nada daquelas coisas tão saudáveis assim. Um molho de tomate um pouco mais carregado no tempero, mais forte e mais grosso. E no lugar das folhas vem um monte de raízes. 

A refeição de ontem foi assim. Eu tinha abodrinha italiana na geladeira que pedia para ser usada. A berinjela também. Já há alguns dias eu sonhava com uma berinjela fritinha, empanadinha huummm... Foi só pensar no molho vermelho e no frango empanadinho que a ideia se formou nesse macarrão inusitado e delicioso!

Ingredientes:
  • 250g de spaguetti
  • 1 xíc. de berinjela cortada em pedaços groceiramente
  • 1 xíc. abobrinha cortada em pedaços groceiramente
  • 200g de filézinho de peito de frango (sassami) cortado em pedaços grosseiramente
  • 1 xíc. de molho de tomate 
  • 50g de cogumelos champignon em metades ou em fatias
  • 1/2 xíc. de pimentão em cubos médios ou grandes
  • 1/2 cebola cortada em pétalas
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1 folha de louro
  • farinha de arroz temperada para empanar
  • azeite
  • sal
  • óleo para fritar
1. Leve uma panela ao fogo com óleo suficiente para fazer fritura de submersão - pelo menos uns 3 dedos de óleo. 
2. Leve uma outra caçarola ao fogo com água para cozinhar o macarrão. Quando levantar fervura, coloque uma pitada de sal e um fio de óleo e o macarrão. Cozinhe até dar o ponto.
3. Passe o frango, a berinjela e a abóbora italiana na farinha de arroz temperada e frite. Deixe escorrer sobre papel toalha e reserve.
4. Em uma frigideira alta coloque um fio de azeite, alho e cebola e refoque até a cebola ficar macia, mas sem deixar o alho queimar. 
5. Acrescente o molho de tomate e deixe ferver. Adicione a folha de louro para ferver junto.
6. Junte o champignon, se necessário acrescente um pouco de água. Corrija o sal. 
7. Junte o frango, a berinjela e a abobrinha fritos e o pimentão. Misture bem, coloque uma pitada de orégano e junte ao macarrão já escorrido - e está prontinho para servir!


22 de maio de 2014

Olá, pessoal! desculpa a falta de atualizações, estive um tanto correndo de um lado para o outro como uma louca para resolver mil coisas... por que domingo foi meu aniversário! Bom, a última vez que pude colocar minha idade em cima do bolo com um 2 na frente (pois é... ano que vem é 30!) e como todo ano não poderia passar em branco. Fiz um bolinho aqui em casa, preparei um cuscuz lindo com todas as boas intenções de tirar foto, postar receita no blog e servir para os convidados... não deu tempo! rsrs Então prometo para vocês que depois eu faço outro (especialmente um com as medidas mais certinhas, nem tanto feito a olho) e posto por aqui!

A receitinha de hoje surgiu da noite para o dia - literalmente. Ontem passei no mercado e o repolho estava em promoção - de quase 5R$ cada estava por 0,90R$ o quilo... Não resisti e trouxe um para casa. O problema é, por mais que eu tenha procurado, não tinha um pequeno. Só tinha monstros! Peguei o menor que tinha, mas ainda assim voltei para casa com um sr. repolho - o negócio é HUGE, WHACKING HUGE, vocês não tem noção! Vou comer repolho por um mês, provavelmente... 

Então, voltando para casa, fui pensando... o que fazer com tudo isso? Daí me lembrei do filme Os Sabores do Palácio, que assisti esses dias... e a Hortense Labore servia um repolho recheado com salmão de dar água na boca... Hum, recheio, sim... isso soa bem! Mas devo confessar que não sou muito fã de charutos de repolho - e um dos fatores desse meu não gostar é por conta do arroz e de como a carne fica cozida com ele. Queria a carne um pouco mais soltinha, então resolvi fazer um recheio do meu jeito. E foi nessa delicinha que resultou!

Ingredientes (para 4 trouxinhas, mais ou menos):
  • 600g de carne (não usei carne moída, usei carne limpinha cortada em mini cubinhos)
  • 1 1/2 xíc. de molho de tomate
  • 1/2 cebola (metade em pétalas e metade em cubinhos)
  • 2 dentes de alho picadinhos
  • 2 ou 3 pedaços de funghi secchi 
  • 4 folhas de repolho (ou mais, dependendo do tamanho da folha)
  • 1 pão francês
  • curry
  • azeite
  • sal
  • orégano
  • vinagre
  • manteiga
  • gelo
1. Ferva uma xícara de água. Lave o cogumelo rapidamente com água de torneira, coloque em um recipiente e cubra com a água para hidratar. Reserve - o cogumelo e a água.
2. Refogue em azeite a metade em pétalas da cebola com metade do alho. Junte 1 xícara de molho de tomate e deixe ferver. Corte o funghi em pedacinhos, junte com a água ao molho de tomate e deixe ferver até reduzir. Acrescente o orégano, acerte o sal e reserve.
3. Ferva uns 2 litros de água. Quando levantar fervura, acrescente umas gotinhas de vinagre. Coloque uma folha de repolho e deixe ferver por 2 minutos. Retire e coloque em uma bacia com água gelada e o gelo, para dar choque térmico e parar o cozimento. Repita com as outras folhas. Reserve.
4. Doure o restante da cebola e do alho em azeite, acrescente a carne, salgue e adicione uma pitadinha de curry. Quando estiver quase totalmente cozida, acrescente o restante do molho de tomate e deixe ferver. Coloque um pouco de orégano, junte o pão picadinho (do mesmo tamanho da carne) e misture bem para que o pão amoleça com o molho. Reserve.
5. Unte um refratário com a manteiga, coloque uma fina camada de molho e pré-aqueça o forno.
6. Enrole as trouxinhas: eu retirei a parte mais grossa do talo do repolho. Abra a folha, coloque um pouco de recheio perto de onde estaria o talo, enrole uma ponta por cima, dobre as laterais sobre o recheio e termine de enrolar. Coloque no refratário. Depois de todas as trouxinhas prontas, cubra com o restante do molho e leve ao forno por uns 20 minutos. E está prontinho!


Humm... imagina só... arroz branco, uma taça de vinho... 


12 de maio de 2014

Esse foi mais uma receita que surgiu ao acaso, nada planejado. Simplesmente veio aquele estralo na mente e uma ideia se acendeu. Foi quando eu fazia um simples bolo, uma daquelas receitas básicas que todo mundo tem, com uma coberturinha de chocolate, que resolvi começar a jogar umas coisinhas mais. 

Eu tinha uma essência de rum novinha em folha - e queria testá-la. Simples assim.

A segunda parte do nascimento desse bolinho foi lembrar uma frase do livro Quem colocou o filé no Wellington, que já foi comentado no blog - dizem que o cozinheiro do Lorde Lamington criou um bolo que era um pão de ló passado no chocolate e no coco para servir aos convidados que se reuniam frequentemente na casa do Lorde para discussões políticas. Dizem também que o Lorde detestava o bolo (que tinha o seu nome) tão admirado pelos outros, e o chamada nada carinhosamente de "aquela droga de bolo felpudo". E ao dar minhas risadinhas sozinha na cozinha por causa da história toda (como uma pessoa nada normal, convenhamos...), pensei: coco! 

Rum e coco, por que não? 

Os cubanos devem fazer isso o tempo todo, sem falar na piña colada, que ainda leva abacaxi... E  o chocolate... dizem por aí que combina até com alguns pratos salgados, por que não um inocente bolinho fofo que leva o seu companheiro de loga data, o sr. coco? Eu só não tinha ideia que essa misturinha poderia ficar tão deliciosa! A primeira versão feita em um fim de tarde não durou o suficiente para dar tempo de tirar uma foto. 

Ingredientes:
  • 1 xíc. de farinha de trigo
  • 1/2 xíc. de açúcar
  • 1/2 xíc. de manteiga mais um pouco para untar
  • 2 ovos
  • 1 1/2 colher (chá) de essência de rum
  • 1/4 xíc. de coco ralado (eu preferi usar um que não seja adoçado, para não exagerar no açúcar) 
  • 1/4 xíc. de leite de coco
  • 150g de chocolate ao leite picadinho
  • 1/2 colher (sopa) de fermento químico
  • 3 colheres de creme de leite
  • coco em flocos suficiente para cobrir 
1. Pré-aqueça o forno.
2. Bata a manteiga e o açúcar até virar um creme. 
3. Desligue a batedeira e acrescente um ovo inteiro. Bata até o ovo virar um creme homogêneo. Acrescente o outro ovo, a essência e as 3 colheres de coco.
4. Peneire o fermento e a farinha juntos.
5. Tire o creme da batedeira e vá incorporando delicada e alternadamente um pouco da farinha e um pouco do leite de coco. Coloque em uma assadeira untada e leve ao forno até ficar douradinho.
6. Derreta o chocolate: leve ao microondas por 30 segundos, mexa, leve por mais 30 segundos, mexa bem, e repita a operação até estiver tudo derretido - quando estiver só com alguns pedacinhos ainda inteiros, mexa até derretê-los ao invés de levar novamente ao forno, para não correr o risco de queimar o chocolate. Acrescente o creme de leite e misture para formar a ganache.
7. Desenforme o bolo, cubra com o chocolate e polvilhe o coco em flocos por cima. O bolo fica ainda mais gostoso depois que a ganache esfriar e ficar mais durinha!



HUmm.. vai um pedacinho? Que tal um chá?


25 de abril de 2014

Para mim bolo de cenoura sempre fez parte daquelas delícias preparadas em casa pela minha mãe.  Ela nunca foi uma grande confeiteira (nunca viu esquecer do meu aniversário de 8 anos, com toda a criançada ao redor da mesa para cantar parabéns e ela tentando fazer o bolo ficar em pé...), mas os bolos simples que ela faz sempre foram maravilhosos.


Esses dias eu liguei para ela e passei uma missão: eu queria a receita daquele bolo de cenoura que ela fazia quando eu era criança.  Aquele cuja receita esta anotada no caderninho de receita da época que ela casou e quando eu era crianca já era pra lá de amerelado. Só tinha uns probleminhas: 1 - minha mãe adora jogar as coisas fora; 2 - ela jura de pés juntos que nunca fez coisas que quando crianças eu e minha irmã comíamos até enjoar e eram feitas por ela; e 3 - ela não se entende muito bem com computadores e desconfio que ela pensa que mensagem de celular é paga igual telégrafo, cobrada por letras e pontuação (só isso para explicar a falta de pontuação e conectores... e artigos, adjetivos, até mesmo verbos...). Resultado: ela me mandou por e-mail uma receita faltando açúcar e me ligou dois dias depois para me avisar que tinha esquecido do leite... Então era para eu mudar tudo, pois minha irmã tem alergia da proteína do leite (ou seja, nem produtos sem lactose resolvem no casa dela, não que isso a impeça de comer tudo o que quiser e depois ficar passando mal ou até de cama).

Ontem uma aluna minha levou uma bandejinha com bolo de cenoura para comermos durante o intervalo - mais que depressa já pedi a receita! Hoje mesmo já testei e fiz as devidas alterações: nada de farinha de trigo, que foi substituída por farinha de arroz, sem perda alguma no gosto ou textura. Nada de leite também, nem o de soja - muitas vezes o leite de soja não substitui o de origem animal, pois há alteração no gosto. Lembro que quando criança minha tia Dila (cozinheira maravilhosa!) fazia bolo de cenoura e falava para meus primos que era com ovo caipira, por isso a cor (eles não gostavam de cenoura... e nem percebiam o gosto no bolo rsrs) - com essa receita dá para enganar qualquer um, enjoado ou não, e dificilmente alguém perceberá que foi feito com farinha de arroz!


Ingredientes:
  • 2 cenouras grandes raladas
  • 3 xícaras de farinha de arroz (mais uma colher para untar)
  • 1 xícara de óleo
  • 5 ovos
  • 2 xícaras de açúcar cristal
  • 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
  • margarina para untar

1. Bata os ovos inteiros no liquidificador. Depois acrescente o óleo e o açúcar e volte a bater. Reserve.
2. Misture a farinha e o fermento. Peneire essa misture sobre a massa batida e misture delicadamente.
3. Despeje em uma forma untada com a margarina e a farinha de arroz e leve ao forno pré-aquecido até dar o ponto e ficar douradinho: o palito/garfo deve sair seco ao ser espetado.

A fofura toda sem calda...

... e agora com aquela calda clássica de açúcar, achocolatado e margarina... hummm



8 de abril de 2014

Hoje eu trago mais uma resenha de livro. Esse foi um que me encantou primeiro pela capa, depois pela parte gráfica e, quando finalmente parei de babar na encadernação, o conteúdo foi algo que devorei páginas e mais páginas rapidamente.

O livro conta a historia - ou as versões encontradas - de 50 receitas (comidas e bebidas) famosas, seja para quem entende de gastronomia ou até mesmo quem só entende mesmo é de comer.

A linguagem é deliciosa, fácil e clara, mas sem perder o charme de quem está contando uma história - e informativa, leve e que atiça a curiosidade a cada prato. Não é preciso ser nenhum chef formado para se entender sobre o que se está falando, e é estimulante como você passa a conhecer um pouco das épocas,  da historia mundial, da evolução da cozinha e também alguns chefes tão famosos e importantes para a culinária mundial e produção de alimentos - e não falo apenas da haute cuisine - mas sobre os quais nós, pobres leigos, mal ouvimos falar - como Escoffier, Carême... Quem poderia imaginar que partiu de um chefe de cozinha durante o período de guerra a ideia de enlatar os alimentos como forma de preservá-los e facilitar a sua distribuição? Ou que uma atriz certa noite, com um estômago delicado, fosse inspiração para torradas? Ou que Napoleão estivesse por trás do Frango Marengo? Ou o papel de importantes e tradicionais hotéis como o Hitz, Savoy e Carlton para as culinárias francesa e mundial?

Além de maravilhosas e intrigantes histórias, o livro apresenta 50 receitas dos pratos apresentados, algumas originais, outras com a adaptação do autor (uma vez que certas receitas são até hoje mantidas em segredo). Até a nossa feijoada e o acarajé aparecem por lá, contanto histórias surpreendentes mesmo para nós brasileiros. Isso mostra que o autor foi a fundo na pesquisa, tanto na história quando na cultura. Para quem gosta de ler e gosta de culinária, esse é o livro perfeito!

O autor, James Winter, tem uma larga experiência na área de produção de TV e documentários e é apresentador do programa da BBC Saturday Kitchen, no qual convida inúmeros chefs para se apresentarem ao seu lado. Como escritor, esse é o seu segundo livro na área da culinária - e, caso os próximos sigam o mesmo estilo, poderemos contar com ótimos livros!


Vale a pena? SIM, SIM, SIM! Como eu já disse, para quem gosta de ler e de culinária é um livro perfeito - ótimo também para dar de presente. A parte do design e da fotografia é de babar, a qualidade do papel não fica nada  a desejar (gostei ainda mais dele ser fosco e grosso, e não aquele papel tipo fotografia). Capa dura, daquele bom e velho modelo em que as folhas são costuradas, e não coladas. O preço varia de 39,90 R$ a 59,90 R$.

Autor: James Winter / Editora: Melhoramentos / 192 pág. / Publicado no Brasil em 2013.







1 de abril de 2014

Morar em uma cidade com um forte papel da colônia japonesa tem muitos benefícios - um deles é você poder achar facilmente aquelas deliciosas comidinhas, sejam as produzidas aqui mas com a tradição de lá, sejam as vindas de lá mesmo. Sem falar que anualmente tem festival... 

Bom, por aqui em qualquer mercado você consegue achar produtos nipônicos, e até alguns coreanos. Por isso eles se tornam itens comuns de alimentação e saem daquele imaginário em que eles são apenas consumidos nos pratos tradicionalmente orientais. É só pensar que a criatividade do brasileiro (ou burajirujin, como somos chamados por lá pelos nihonjin, japoneses) afeta tudo no que colocamos a mão, e mesmo mantendo certas tradições ainda muita coisa escapa por entre os dedos e se modificam como se tivessem ganhado vida própria. 

Tudo isso para dizer que eu enfiei o kani-kama no salpicão. E junto com a pera ficou uma coisinha maravilhosa! O kani-kama (カニカマ) é um processado de peixe em forma de bastões com a parte externa avermelhada ou rosada e com sabor artificial de caranguejo. Pode ser comido frio (já é cozido), por isso é comum em saladas e sempre acaba aparecendo nos oniguiri (bolinhos de arroz) ou no sushi. Tem um gosto suave e adocicado, uma delicinha! Mas vamos lá para a receitinha de hoje... Optei pela pera não só pela falta de abacaxi em casa (sejamos sinceros), mas porque o sabor suave e levemente adocicado da pera casa melhor com o sabor do kani do que o cítrico do abacaxi - e ela ainda fica mais suculenta do que a maçã, e menos ácida do que a maçã verde. Vale a pena provar!

Ingredientes:
  • 1 cenoura bem grande ralada
  • 1 pera cortada em cubinhos pequenininhos
  • 1 lata de ervilha
  • 1 lata de milho
  • 1/2 vidro de palmito picadinho
  • 5 bastões de kani-kama cortado em rodelinhas
  • 4 colheres de maionese
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • 1 limão
  • 3 colheres de cebolinha picadinha
  • azeite
  • orégano
  • sal
  • batata palha (quanto baste)

1. É um prato bem difícil de fazer: misture a cenoura, a pera cortadinha, ervilha, milho, palmito, kani-kama. Depois junte a maionese, creme de leite, tempere com o limão, sal e azeite, junte a cebolinha e o orégano e pronto. Na hora de servir é só cobrir com a batata palha e está prontinho! 

Já aprendi a pedir: Anou... kani-kama wo kudasai! (Psiu... kani-kama, por favor!) kkk me perdoem e corrijam se estiver errado...

31 de março de 2014

Eu tenho o costume de sempre deixar uma peça de carne no congelador, ou já embalagens com pedaços já cortados e limpos. Apesar da carne congelada não ser tão boa quanto a fresca, ter sempre uma alternativa no congelador é uma benção - principalmente se considerarmos cidades como a que moro, onde os mercados não abrem de domingo e no máximo um açougue ou algum mercadinho de vila abre até o meio dia. Ajuda até mesmo durante a semana, pois me poupa tempo de ter que sair da casa. Daí é só aplicar a técnica certa de descongelar (tiro do congelador durante a noite, passo para o meio da geladeira; depois passo para a parte da gaveta e só quando muito necessário tiro da geladeira um hora antes de preparar).

E foi assim que essa receita começou. Resolvi preparar uma fraldinha que estava passando férias no meu congelador. Pensei em separar em pedacinhos e grelhar, mas no final resolvi meter no forno mesmo. Santa ideia! Uma bocanhada na carne - que fica com um leve gostinho do defumado do queijo e do bacon - já é de suspirar... a cebola com o cogumelo é de chorar de tão bom que fica... tudo junto, então... me senti o Rémy (o ratinho mini chef do Ratatuille) com todas aquelas maravilhosas explosões de sabores acontecendo dentro da minha boca!

Ingredientes:

  • Uma peça de fraldinha com mais ou menos 1,5kg, limpa e sem excesso de gordura
  • 2 fatias de bacon defumado
  • 3 ou 4 fatias de queijo provolone defumado
  • meia cebola grande cortada em pétalas
  • 2 colheres de manteiga
  • 50g de cogumelos champignon fatiados
  • 2 colheres de alho poró fatiadinho em rodelas
  • 3 colheres de creme de leite
  • sal grosso
  • pimenta do reino
  • barbante para amarrar a carne
  • azeite

1. Você vai precisar montar um "sanduíche" da fraldinha - eu dividi a peça em duas e coloque uma ponta sobre a outra. No meio, coloque as fatias de bacon, cortadinhas em pedaços menores, quase quadradinhos, e também o parmesão - eu mesmo cortei as fatias em casa, para serem fatias bem grossas. Cubra com a outra parte e amarre para mantê-las juntas. Polvilhe um pouquinho de sal e pimenta do reino sobre a peça.
2. Coloque um fio de azeite em uma frigideira grande. Quando estiver bem quente, sele a carne, fritando rapidamente de todos os lados até que uma crostinha seja formada - isso vai evitar que sua carne fique seca.
3. Dê mais um retoque na pimenta, forre uma fôrma com uma leve e fina camada de sal grosso, coloque a peça e polvilhe mais um pouquinho de sal por cima. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus até dar o seu ponto favorito - de preferência dourada por fora, mas suculenta por dentro. Quando estiver pronta, se livre do barbante, fatie e reserve - e reserve também 4 ou 5 colheres do molho que ficou na fôrma.
4. Leve uma frigideira ao fogo. Quando estiver aquecida, coloque a manteiga e uns pinguinhos de azeite (para não deixar a manteiga queimar). Coloque a cebola e deixe, até ela ficar macia. Nesse caramelizado não vai açúcar, por isso o adocicado é bem mais leve, só mesmo por conta da cebola. Quando estiver no ponto e começando a ficar marrom, acrescente as 4 ou 5 colheres do caldo da carne que ficou na fôrma. Mexa bem e junte o cogumelo e o alho poró. Deixe mais um pouquinho e acrescente o creme de leite, misture muito bem - em poucos segundo ele já vai reduzir um pouco, ficando uma cebola levemente cremosa. Desligue e sirva com a carne já fatiada.


Está vendo esse amarelinho no meio? Esse é o  provolone... humm...

26 de março de 2014

Eis um prato que engana pela cara de sofisticação mas que não é nada mais que uma roupagem nova para o nosso bom bife de cada dia. Os vegetarianos e veganos que me perdoem (e vamos deixar de lado toda aquela discussão filosófica a respeito do consumo ou não consumo de carne, ou as disputas econômicas em relação a quem agride mais o meio ambiente, a carne ou a soja, ou ainda a religião,  a nutrição e os blablablás), mas continuando... eles que me perdoem, mas um bom e suculento pedaço de carne é fundamental na minha vida. Já diz o histórico do blog, cuja maior parte trata de receitas com carne. Talvez essa minha predileção seja histórico cultural - resultado de ter nascido e sido criada no estado do Matogrosso do Sul,  cuja principal atividade econômica é a pecuária; talvez seja afetiva, por ter tido um pai que será sempre o melhor churrasqueiro do mundo! Talvez seja só uma questão de gosto mesmo, já que minha irmã não gosta muito de carne (e eu ainda não entendo o porque dela se matar de tanto comer quando eu preparo) e fomos criadas no mesmo lugar e pelas mesmas pessoas. Independentemente dos motivos, a realidade é clara.

Às vezes uma nova versão é necessária.  Tanto para aquele momento em que você está um pouco enjoada de comer sempre a mesma coisa, ou aquele dia em que a lombriga está assanhada por algo diferente, ou ainda para os dias em que tem visita em casa e você quer impressionar.  Então aqui vai a receitinha de hoje. O filé pode ser o do seu gosto - ou bolso. O único critério é que seja macio e sem nervuras - pode ser fraldinha, alcatra, maminha, filé mignon, entrecote ou contra filé. Um pouquinho de gordura cai bem, para que a carne não fique tão seca! Sem falar que o ponto normalmente é com aquele rosinha suculento por dentro - mas nada impede de você comer o seu bem passadinho, só cuidado para não transformar um bom filé em um pedaço duro e seco!

Ingredientes:
  • 4 filés com mais ou menos 2, 5 cm de espessura
  • 2/3 xic. de mostarda de Dijon
  • 2/3 xic. de folhas de manjericão de folha larga
  • 1 colher de café de pimenta rosa em grãos
  • 5 colheres de azeite de oliva
  • 4 colheres de água
  • 5 colheres de mel
  • 8 castanhas de caju torradas
  • Sal
  • Pimenta do reino
  • Azeite para preparar os filés

1. Tempere os filés com sal e pimenta do reino. Reserve.
2. Bata no liquidificador ou em um mini processador a mostarda, o mel, o azeite, a pimenta rosa, a água e o manjericão. Reserve. (Se você fizer pouca quantidade do molho, vai acabar tendo que ficar inclinando como uma louca...).
3. Coloque um fio de azeite em uma frigideira/grellha já aquecida e deite os filés - faça primeiro um lado e depois o outro, não fique virando o coitado de lado a cada minuto que não há bifinho que não vire sola com tanta viração. Retire quando atingir o ponto que você preferir (para mim, mal passado, rosadinho e suculento).
4. Despeje o molho em uma travessa para servir - ou já direto no prato que irá a mesa. Disponha o filé sobre o molho. Triture as castanhas e salpique sobre os filés.  Sirva imediatamente, pois a carne logo começa a soltar suco. Eu servi com arroz branco e salada de rúcula - e ficou maravilhoso! Outra versão é fazer com frango - tempere os filés (dessa vez, finos) de frango com mostarda e sal, grelhe, coloque sobre o mesmo molho e salpique com a castanha... hummm!!!

Esqueci de tirar a foto com o filé costado... kkkk... é porque estava bom demais!
Perceba que, apesar da bordinha dar uma cara de cru, ele estava rosadinho apenas - e suculento. 

11 de março de 2014

Esse arroz é uma ótima opção para aqueles dias em que sobrou arroz do dia anterior e não quer fazer aquele arroz de forno de sempre. Tem inspiração no jambalaya (que já apareceu por aqui antes), prato tradicional de New Orleans, Luisiana - EUA, e é saborosíssimo! Aqui em casa serve só com uma saladinha, nem precisou de mais nada.

Ingredientes:
  • 1 1/2 de arroz cozido
  • 1 xíc. de peito de frango em cubos
  • 1 naco de linguiça calabresa fininha cortada em rodelas
  • 1/4 de cebola picadinha
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1/3 de xíc. de molho de tomate
  • 1/3 de latinha de milho verde
  • 1/3 de xíc. de pimentão em pedaços
  • 1 colher (sobremesa) de páprica doce
  • 1 colher (café) de molho inglês
  • molho de pimenta a gosto
  • azeite
  • sal
  • cebolinha picadinha

1. Em uma panela aquecida, coloque um fio de azeite, a cebola e o alho. Deixe ficar transparente e acrescente o frango. Tempere com uma pitadinha de nada de sal - não se esqueça que a linguiça já é salgada e fortemente temperada!
2. Quando o frango estiver começando a ficar cozido, junte a linguiça e deixe fritar.
3. Assim que o frango e a linguiça já estiverem fritinhos, junte o molho de tomate, o milho e a páprica. Deixe ferver um pouco. Se precisar, coloque um pouquinho de água. 
4. Adicione o pimentão, o molho de pimenta e o molho inglês. Deixe no fogo por mais uns minutinhos e junte o arroz já aquecido. Misture bem, deixe no fogo por mais um ou dois minutinhos, e está prontinho! Na hora de servir, é só polvilhar a cebolinha por cima.



5 de março de 2014

Esse bolo surgiu daquela vontade de fazer um lanchinho suave, um pouquinho requintado e que aproveitasse as coisas que eu já tivesse em casa - e, por que não, com pretensões saudáveis? Ficou tão bom que não resisti e comi ainda quente (e fiz o favor de quase despedaçar o coitado, pela pecado de não ter paciência de esperá-lo esfriar para desenformar e virá-lo), e no dia seguinte já não tinha mais nadinha de nada. É super leve para o verão, e clama ardentemente por um chá com amigas no inverno. A minha receita dá um bolo pequenininho (pois aqui em casa somos só duas, eu e minha mana), então para um bolo para toda uma família é melhor dobrar ou triplicar a receita (se for uma família muito grande). Usei como base a mesma massa para o naked cake de damasco que fiz outro dia.

Ingredientes:
  • 10 amêndoas sem casca trituradas 
  • 5 macadâmias trituradas
  • 1 xícara de farinha
  • 2 ovos
  • 1/2 xícara de manteiga
  • 1/2 xícara de açúcar cristal
  • 1/4 de xícara de creme de leite
  • 1 colher (café) de essência de amêndoa
  • 1/2 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 maçã sem casca cortada em cubinhos
  • 1/3 de caixinha de leite condensado
  • 1 colher (chá) de canela em pó
  • manteiga para untar 
  • farinha para enfarinhar a amêndoa e a macadâmia (mais ou menos uma colher de chá)
1. Preaqueça o forno.
2. Bata a manteiga e o açúcar na batedeira até virar um creme. 
3. Desligue e acrescente um ovo e a essência de amêndoa. Bata novamente até incorporar o ovo e o creme mudar de textura. Acrescente o outro ovo e continue batendo. Quando estiver tudo homogêneo, desligue.
4. Peneire a farinha junto com o fermento. Adicione uma parte ao creme, mexendo delicadamente. Junte o creme de leite, e misture novamente. Junte o resto da farinha com o fermento e termine de misturar. 
5. Coloque um pouco de farinha em um recipiente com a amêndoa e a macadâmia e misture até que as castanhas estejam cobertas - isso evitará que elas se depositem no fundo da forma.
6. Misture a maçã picada, o leite condensado e a canela. Reserve.
7. Unte uma forma (18 cm de diâmetro) com a manteiga (não precisa de farinha). Distribua a massa, que é praticamente uma espuma densa. Espalhe por cima da massa crua a maçã e leve ao forno até ficar corado - em algumas partes a maçã continuará na superfície, em outras ela ficará no meio da massa.

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