25 de julho de 2014

Nestes dias de inverno a gente acaba abusando um pouco das comidas hiper calóricas e cheias de carboidratos. São tão deliciosas e acolhedoras! Sem falar daquele sentimento de casa de mãe ou casa de vó que certos pratos passam...

Ontem mesmo acabei abusando. Aliás, não só ontem. A vontade de comer batata assada com bacon fez eu sair do trabalho sábado e passar no mercado - consegui achar um lindo pedaço de bacon, com pouca gordura e muita carne, um delicioso cheiro e que quando frito fica crocante como os americanos. HUMM!!! Resultado: já comi mais bacon nessa semana do que do começo do ano até semana passada. É batata com bacon, ovo com bacon, macarrão com bacon... hummm... 

Daí, para variar um pouco, resolvi fazer algo um pouco mais leve a mais suave também: parti para o peixe. Essa versão dos filés ao forno com legumes é super nutritiva, apesar de não ser tão baixa caloria como deveria, por causa da maionese e dos tubérculos. Mas ainda assim, uma opção vitaminada para esses dias em que o corpo se aquece não só com as roupas, mas também com nossas refeições.

  • 4 filés de tilápia
  • 1 batata média picadinha em cubinhos de mais ou menos 1cm
  • 1/4 de xícara de milho
  • 1/4 de xícara de pimentão vermelho picadinho em cubos (como a batata)
  • 1/4 de xícara de salsão picadinho (do tamanho da batata)|
  • 1/4 de xícara de cenoura em cubinhos (também do tamanho da batata)
  • 1/4 de xícara de cebola picadinha
  • 1 colher de creme de leite
  • 3 colheres de maionese
  • 1 colher (chá) de molho Worcestershire/inglês
  • Suco de 1/2 limão
  • 1 dente de alho pequeno bem picadinho ou amassado
  • sal
  • orégano
  • pimenta branca moída
  • azeite


1. Tempere os filés com o limão, um fio de azeite, sal e o alho. Reserve. 
2. Cozinhe a batata e a cenoura. Quando estiver macio, escorra e reserve. 
3. Misture a batata, a cenoura, a cebola, o salão, o pimentão, o milho, o creme de leite, a maionese e o molho Worcesterchire/inglês. Tempere com sal, um fio de azeite , orégano e pimenta. Reserve.
4. Distribua os filés em um refratário untado com um fio de azeite, leve ao forno pré-aquecido. Quando estiver quase assado, espalhe os legumes com a maionese sobre os filés e volte ao forno até o peixe estiver totalmente assado. 

A intensão era servir com arroz integral, maaaass... o macarrão de ontem...

13 de julho de 2014

Há alguns dias que você acorda mais atrevida do que outros. Foi assim comigo hoje. Não posso por a culpa na noite, pois já desde ontem uma ideia dava suas nuances na minha cabecinha e no estômago. Frango com goiabada. O que parece loucura ou desejo estranho de mulher grávida (o que não sou rsrs) na verdade uma mistura nem tão inusitada assim e maravilhosa.

Então fomos eu e minha mana para o açougue - quer dizer, eu fui para o açougue e ela foi para o sacolão ao lado. Pedi para ela trazer goiabada. Pra que? Para por no frango. Ela não acreditou. Nem mesmo na hora que servi o almoço: maionese leve feita com creme de leite, arroz branco e frango com barbecue e goiabada. "Ah goiabada... AHN, você pôs goiabada no frango?" (cara de incrédula) "Sim, eu pus" (mais cara de incrédula). "Não comem costelinha de porco com barbecue e goiabada? Por que eu não posso pôr no frango?". Se barbecue combina com goiabada, e molho agridoce combina com frango, por que não testar? E ficou de lamber os dedinhos! Mais uma daquelas receitas super fáceis de fazer e que surpreendem pelo sabor e pela cara de requinte.

Ingredientes:

  • 8 sobrecoxas de frango sem a pele
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1/2 xícara de molho barbecue de qualidade (eu prefiro os originais importados americanos, o gosto é totalmente diferente dos produzidos por aqui. Sempre uso o da Heinz)
  • 2 colheres (chá) de molho Worcestershire 
  • 2 colheres (sopa) de goiabada
  • sal
  • azeite


1. Misture metade do barbecue, o alho e o sal e passa no frango. Deixe descansar por meia hora para que o tempero pegue bem. 
2. Unte uma forma com um pouquinho de azeite e disponha as sobrecoxas. Leve ao forno pré-aquecido.
3. Em banho-maria, coloque o restante do barbecue, o molho Worcestershire e a goiabada. Misture bem até a goiabada derreter totalmente e formar uma geleia homogênea com os molhos. Reserve.
4. Quando o frango já estiver quase pronto, pincele a goiabada e deixe no forno por mais uns 8 minutinhos. Depois, vire o frango e pincele do outro lado, deixe por mais 8 minutinhos. Se acumular água na forma, escorrer antes de virar o frango. Caso necessário, pincelar mais uma vez com o restante do molho. E prontinho!

Como diz a música da Ayumi Hamasaki... Bold and delicious!

11 de julho de 2014

Dia 10 de julho é comemorado o dia internacional da pizza! Apesar de não ser muito divulgado ou comemorado, já desde 1985 essa data é celebrada aqui em terras tupiniquins. Paixão mundial, existem diversas versões,  dependendo do público alvo - massa fininha,  crocante, massa pan (aquela fofinha que lembra um pão e que é encontrada na Pizza Hut ou em padarias que servem a pizza por pedaço para o nosso lanchinho da tarde), com borda recheada, doce, salgada, com pouco recheio, transbordando, com poucos ingredientes no recheio, parecendo um x-tudo... Já vi italiano dando chilique , dizendo que pizza de frango não era pizza e que nós brasilianos fazíamos muita mistura. Ora, a pizza é minha! Se os americanos podem pôr anchovas e os japoneses, KitKats de sabores duvidosos, por que não um frango desfiado?

A história dessa maravilha também fica nebulosa em um certo ponto. A massa, vinda de um pão, já era conhecida há pelo menso dois milênios no meio-oriente e na Grécia - muito similar ao pão pita dos indianos, ou o pão árabe. Dizem também que não era novidade nas casa italianas servir esse pão fininho com algum tipo de recheio ou com azeite. Mas foi em um momento específico, junho de 1889, da História que um pizzaiolo chamado Rafaele Esposito produziu uma pizza com tomate, mozzarela di bufala e manjericão que seria servida para a Rainha Margharita de Savoia, que estava de passagem pela cidade de Napole com o rei Umberto I.  A rainha aprovou essa delicinha que tinha as cores da bandeira do seu país e a pizza, além de ganhar o seu nome, foi impulsionada para, mais tarde, se tornar o que é hoje.

As versões e as mudanças foram tantas que em 1984 surgiu na Itália a Associazione Verace Pizza Napoletana, uma associoação que delimitava as regras para uma verdadeira pizza napolitana - desde ingredientes até o diâmetro. Em 2009 a União Européia deu à pizza napolitana o estatus Traditional Specialities Guaranteed, um selo que promove e protege produtos regionais e garante que apenas aqueles identificados pelo selo e que atendem minuciosamente as características estabelecidas podem ser identificados e comercializados como tais (veja o caso da Champagne e do queijo Gorgonzola e do aceto balsâmico)  Talvez um ato que pareça extremo, ilusório e desesperado para nós que levamos a criatividade na cozinha a sério,  mas que prova o amor e o orgulho de uma nação que disseminou o seu povo, a sua culinária e a sua cultura pelo mundo. 

Ingredientes:
  • 500g de farinha
  • 1 colher (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 10g de fermento biológico seco
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 350g de água morna
  • farinha e azeite para sovar

1. Misture o fermento biológico seco na água morna com o açúcar. Deixe por 5-10 minutos, até formar uma camada "cremosa" (fica com cara de espuma de capuccino).
2. Junte o azeite ao fermento. 
3. Misture a farinha e o sal. Acrescente o líquido reservado e misture bem. 
4. Sove a massa por uns 10 minutos em uma superfície enfarinhada, até ficar lisa. Divida a massa em 3 ou 4 bolinhas (para uma pizza formato grande, para ficar bem fininhas).
5. Unte uma travessa com o azeite, coloque as bolinhas, passe um pouquinho mais de azeite sobre cada uma e cubra com um pano úmido. Deixe crescer por 2h. Daí é só abrir e colocar o recheio que quiser! Também é possível pré-assar para usar a massa em outro dia, só não sei quanto tempo pode durar pois aqui em casa não consegui deixar passar de 2 dias... rsrs Se você tiver a pedra para assar em casa, melhor ainda. Eu não tenho (ainda! rs), então assei na assadeira comum de pizza mesmo. Cuidado para não assar demais, ou a massa ficará durinha. 

Margherita: passata de tomate, uma camada de muçarela comum, tomate, mozzarela di bufala e manjerião. 

Morango com chocolate: pré-asse a massa, cubra com chocolate e morango e volte ao forno até derreter o chocolate.

Queijo e milho: uma camadinha de passata de tomate, muçarela, milho e orégano. 

4 de julho de 2014

Ao contrário do Brasil, nos Estados Unidos são poucos os feriados que o pessoal para de trabalhar e tiram o dia para comemorar. Nem mesmo no Natal isso acontece! Mas hoje é um dos raros dias em que o país inteiro para - 4th of July, ou 4 de julho, dia da independência americana. A Macy's (uma das maiores lojas de departamento de lá) faz um show de fogos no rio Hudson, que separa Nova York da parte continental e de New Jersey e onde também fica a Statue of Liberty. Por todos os lados ocorrem paradas, desfiles, fogos, churrascos... e muita comida típica! E o que seria mais tipicamente americano do que uma apple pie, uma torta de maçã?

Mas por mais que eles amem bacon, a loucura nacional é por uma boa torta. Chicken pie, pecan pie, blueberry pie... Uma boa torta quentinha saindo do forno, ainda fervendo... humm... e se for acompanhada de sorvete então, só pode melhorar! E qual seria a mais famosas das tortas, aquela que ficaria como símbolo do país? Para a felicidade do Johnny Appleseed, é a apple pie, a torta de maçã!

E quem foi esse? Johnny Appleseed, na verdade chamado John Chapman, viveu entre 1774 e 1845. Ele visionou que as pessoas que se estavam em marcha para desbravar o oeste americano precisariam de algo para comer. Por isso, Johnny Appleseed (Johnny semente de maçã) espalhou pés de maçã pelos estados da Pennsylvania, Ohio, Illinois e Indiana. 

Por mais que esse seja um feriado que nada tem relacionado com o Brasil, eu trago aqui a minha receitinha de apple pie, pois, como professora de inglês, eu simplesmente não poderia deixar essa data passar em branco!

Ingredientes:
  • 520g de farinha
  • 250g de manteiga/margarina (com mais de 75% de lipídios) em temperatura ambiente (use a margarina para a versão sem lactose)
  • 230g de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 3 ovos
  • 5 maçãs fuji grandes, descascadas e cortadas em cubinhos
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1/2 colher (sopa) de canela
  • 1/2 limão


1. Misture a farinha peneirada e o sal. Depois acrescente a manteiga/margarina aos poucos, misturando até virar uma farofinha. Faça um buraquinho no meio e acrescente 2 ovos e 250g de açúcar. Misture bem até ficar uma massa uniforme. Embrulhe em filme plástico e leve ao congelador por meia hora. 
2. Conforme a maçã for cortada, espalhe o suco do limão sobre ela para que não escureça. Depois misture a meia xícara de açúcar e a canela. 
3. Forre uma forma com metade da massa, despeje a maçã e cubra com o restante da massa. Bata um ovo e dê umas pinceladas sobre a torta para que ela fique douradinha. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus.



26 de maio de 2014

Com o inverno chegando minha gula pede por muito carboidrato, massas, coisinhas cozidas, friturinhas... nada daquelas coisas tão saudáveis assim. Um molho de tomate um pouco mais carregado no tempero, mais forte e mais grosso. E no lugar das folhas vem um monte de raízes. 

A refeição de ontem foi assim. Eu tinha abodrinha italiana na geladeira que pedia para ser usada. A berinjela também. Já há alguns dias eu sonhava com uma berinjela fritinha, empanadinha huummm... Foi só pensar no molho vermelho e no frango empanadinho que a ideia se formou nesse macarrão inusitado e delicioso!

Ingredientes:
  • 250g de spaguetti
  • 1 xíc. de berinjela cortada em pedaços groceiramente
  • 1 xíc. abobrinha cortada em pedaços groceiramente
  • 200g de filézinho de peito de frango (sassami) cortado em pedaços grosseiramente
  • 1 xíc. de molho de tomate 
  • 50g de cogumelos champignon em metades ou em fatias
  • 1/2 xíc. de pimentão em cubos médios ou grandes
  • 1/2 cebola cortada em pétalas
  • 1 dente de alho picadinho
  • 1 folha de louro
  • farinha de arroz temperada para empanar
  • azeite
  • sal
  • óleo para fritar
1. Leve uma panela ao fogo com óleo suficiente para fazer fritura de submersão - pelo menos uns 3 dedos de óleo. 
2. Leve uma outra caçarola ao fogo com água para cozinhar o macarrão. Quando levantar fervura, coloque uma pitada de sal e um fio de óleo e o macarrão. Cozinhe até dar o ponto.
3. Passe o frango, a berinjela e a abóbora italiana na farinha de arroz temperada e frite. Deixe escorrer sobre papel toalha e reserve.
4. Em uma frigideira alta coloque um fio de azeite, alho e cebola e refoque até a cebola ficar macia, mas sem deixar o alho queimar. 
5. Acrescente o molho de tomate e deixe ferver. Adicione a folha de louro para ferver junto.
6. Junte o champignon, se necessário acrescente um pouco de água. Corrija o sal. 
7. Junte o frango, a berinjela e a abobrinha fritos e o pimentão. Misture bem, coloque uma pitada de orégano e junte ao macarrão já escorrido - e está prontinho para servir!


22 de maio de 2014

Olá, pessoal! desculpa a falta de atualizações, estive um tanto correndo de um lado para o outro como uma louca para resolver mil coisas... por que domingo foi meu aniversário! Bom, a última vez que pude colocar minha idade em cima do bolo com um 2 na frente (pois é... ano que vem é 30!) e como todo ano não poderia passar em branco. Fiz um bolinho aqui em casa, preparei um cuscuz lindo com todas as boas intenções de tirar foto, postar receita no blog e servir para os convidados... não deu tempo! rsrs Então prometo para vocês que depois eu faço outro (especialmente um com as medidas mais certinhas, nem tanto feito a olho) e posto por aqui!

A receitinha de hoje surgiu da noite para o dia - literalmente. Ontem passei no mercado e o repolho estava em promoção - de quase 5R$ cada estava por 0,90R$ o quilo... Não resisti e trouxe um para casa. O problema é, por mais que eu tenha procurado, não tinha um pequeno. Só tinha monstros! Peguei o menor que tinha, mas ainda assim voltei para casa com um sr. repolho - o negócio é HUGE, WHACKING HUGE, vocês não tem noção! Vou comer repolho por um mês, provavelmente... 

Então, voltando para casa, fui pensando... o que fazer com tudo isso? Daí me lembrei do filme Os Sabores do Palácio, que assisti esses dias... e a Hortense Labore servia um repolho recheado com salmão de dar água na boca... Hum, recheio, sim... isso soa bem! Mas devo confessar que não sou muito fã de charutos de repolho - e um dos fatores desse meu não gostar é por conta do arroz e de como a carne fica cozida com ele. Queria a carne um pouco mais soltinha, então resolvi fazer um recheio do meu jeito. E foi nessa delicinha que resultou!

Ingredientes (para 4 trouxinhas, mais ou menos):
  • 600g de carne (não usei carne moída, usei carne limpinha cortada em mini cubinhos)
  • 1 1/2 xíc. de molho de tomate
  • 1/2 cebola (metade em pétalas e metade em cubinhos)
  • 2 dentes de alho picadinhos
  • 2 ou 3 pedaços de funghi secchi 
  • 4 folhas de repolho (ou mais, dependendo do tamanho da folha)
  • 1 pão francês
  • curry
  • azeite
  • sal
  • orégano
  • vinagre
  • manteiga
  • gelo
1. Ferva uma xícara de água. Lave o cogumelo rapidamente com água de torneira, coloque em um recipiente e cubra com a água para hidratar. Reserve - o cogumelo e a água.
2. Refogue em azeite a metade em pétalas da cebola com metade do alho. Junte 1 xícara de molho de tomate e deixe ferver. Corte o funghi em pedacinhos, junte com a água ao molho de tomate e deixe ferver até reduzir. Acrescente o orégano, acerte o sal e reserve.
3. Ferva uns 2 litros de água. Quando levantar fervura, acrescente umas gotinhas de vinagre. Coloque uma folha de repolho e deixe ferver por 2 minutos. Retire e coloque em uma bacia com água gelada e o gelo, para dar choque térmico e parar o cozimento. Repita com as outras folhas. Reserve.
4. Doure o restante da cebola e do alho em azeite, acrescente a carne, salgue e adicione uma pitadinha de curry. Quando estiver quase totalmente cozida, acrescente o restante do molho de tomate e deixe ferver. Coloque um pouco de orégano, junte o pão picadinho (do mesmo tamanho da carne) e misture bem para que o pão amoleça com o molho. Reserve.
5. Unte um refratário com a manteiga, coloque uma fina camada de molho e pré-aqueça o forno.
6. Enrole as trouxinhas: eu retirei a parte mais grossa do talo do repolho. Abra a folha, coloque um pouco de recheio perto de onde estaria o talo, enrole uma ponta por cima, dobre as laterais sobre o recheio e termine de enrolar. Coloque no refratário. Depois de todas as trouxinhas prontas, cubra com o restante do molho e leve ao forno por uns 20 minutos. E está prontinho!


Humm... imagina só... arroz branco, uma taça de vinho... 


12 de maio de 2014

Esse foi mais uma receita que surgiu ao acaso, nada planejado. Simplesmente veio aquele estralo na mente e uma ideia se acendeu. Foi quando eu fazia um simples bolo, uma daquelas receitas básicas que todo mundo tem, com uma coberturinha de chocolate, que resolvi começar a jogar umas coisinhas mais. 

Eu tinha uma essência de rum novinha em folha - e queria testá-la. Simples assim.

A segunda parte do nascimento desse bolinho foi lembrar uma frase do livro Quem colocou o filé no Wellington, que já foi comentado no blog - dizem que o cozinheiro do Lorde Lamington criou um bolo que era um pão de ló passado no chocolate e no coco para servir aos convidados que se reuniam frequentemente na casa do Lorde para discussões políticas. Dizem também que o Lorde detestava o bolo (que tinha o seu nome) tão admirado pelos outros, e o chamada nada carinhosamente de "aquela droga de bolo felpudo". E ao dar minhas risadinhas sozinha na cozinha por causa da história toda (como uma pessoa nada normal, convenhamos...), pensei: coco! 

Rum e coco, por que não? 

Os cubanos devem fazer isso o tempo todo, sem falar na piña colada, que ainda leva abacaxi... E  o chocolate... dizem por aí que combina até com alguns pratos salgados, por que não um inocente bolinho fofo que leva o seu companheiro de loga data, o sr. coco? Eu só não tinha ideia que essa misturinha poderia ficar tão deliciosa! A primeira versão feita em um fim de tarde não durou o suficiente para dar tempo de tirar uma foto. 

Ingredientes:
  • 1 xíc. de farinha de trigo
  • 1/2 xíc. de açúcar
  • 1/2 xíc. de manteiga mais um pouco para untar
  • 2 ovos
  • 1 1/2 colher (chá) de essência de rum
  • 1/4 xíc. de coco ralado (eu preferi usar um que não seja adoçado, para não exagerar no açúcar) 
  • 1/4 xíc. de leite de coco
  • 150g de chocolate ao leite picadinho
  • 1/2 colher (sopa) de fermento químico
  • 3 colheres de creme de leite
  • coco em flocos suficiente para cobrir 
1. Pré-aqueça o forno.
2. Bata a manteiga e o açúcar até virar um creme. 
3. Desligue a batedeira e acrescente um ovo inteiro. Bata até o ovo virar um creme homogêneo. Acrescente o outro ovo, a essência e as 3 colheres de coco.
4. Peneire o fermento e a farinha juntos.
5. Tire o creme da batedeira e vá incorporando delicada e alternadamente um pouco da farinha e um pouco do leite de coco. Coloque em uma assadeira untada e leve ao forno até ficar douradinho.
6. Derreta o chocolate: leve ao microondas por 30 segundos, mexa, leve por mais 30 segundos, mexa bem, e repita a operação até estiver tudo derretido - quando estiver só com alguns pedacinhos ainda inteiros, mexa até derretê-los ao invés de levar novamente ao forno, para não correr o risco de queimar o chocolate. Acrescente o creme de leite e misture para formar a ganache.
7. Desenforme o bolo, cubra com o chocolate e polvilhe o coco em flocos por cima. O bolo fica ainda mais gostoso depois que a ganache esfriar e ficar mais durinha!



HUmm.. vai um pedacinho? Que tal um chá?


25 de abril de 2014

Para mim bolo de cenoura sempre fez parte daquelas delícias preparadas em casa pela minha mãe.  Ela nunca foi uma grande confeiteira (nunca viu esquecer do meu aniversário de 8 anos, com toda a criançada ao redor da mesa para cantar parabéns e ela tentando fazer o bolo ficar em pé...), mas os bolos simples que ela faz sempre foram maravilhosos.


Esses dias eu liguei para ela e passei uma missão: eu queria a receita daquele bolo de cenoura que ela fazia quando eu era criança.  Aquele cuja receita esta anotada no caderninho de receita da época que ela casou e quando eu era crianca já era pra lá de amerelado. Só tinha uns probleminhas: 1 - minha mãe adora jogar as coisas fora; 2 - ela jura de pés juntos que nunca fez coisas que quando crianças eu e minha irmã comíamos até enjoar e eram feitas por ela; e 3 - ela não se entende muito bem com computadores e desconfio que ela pensa que mensagem de celular é paga igual telégrafo, cobrada por letras e pontuação (só isso para explicar a falta de pontuação e conectores... e artigos, adjetivos, até mesmo verbos...). Resultado: ela me mandou por e-mail uma receita faltando açúcar e me ligou dois dias depois para me avisar que tinha esquecido do leite... Então era para eu mudar tudo, pois minha irmã tem alergia da proteína do leite (ou seja, nem produtos sem lactose resolvem no casa dela, não que isso a impeça de comer tudo o que quiser e depois ficar passando mal ou até de cama).

Ontem uma aluna minha levou uma bandejinha com bolo de cenoura para comermos durante o intervalo - mais que depressa já pedi a receita! Hoje mesmo já testei e fiz as devidas alterações: nada de farinha de trigo, que foi substituída por farinha de arroz, sem perda alguma no gosto ou textura. Nada de leite também, nem o de soja - muitas vezes o leite de soja não substitui o de origem animal, pois há alteração no gosto. Lembro que quando criança minha tia Dila (cozinheira maravilhosa!) fazia bolo de cenoura e falava para meus primos que era com ovo caipira, por isso a cor (eles não gostavam de cenoura... e nem percebiam o gosto no bolo rsrs) - com essa receita dá para enganar qualquer um, enjoado ou não, e dificilmente alguém perceberá que foi feito com farinha de arroz!


Ingredientes:
  • 2 cenouras grandes raladas
  • 3 xícaras de farinha de arroz (mais uma colher para untar)
  • 1 xícara de óleo
  • 5 ovos
  • 2 xícaras de açúcar cristal
  • 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
  • margarina para untar

1. Bata os ovos inteiros no liquidificador. Depois acrescente o óleo e o açúcar e volte a bater. Reserve.
2. Misture a farinha e o fermento. Peneire essa misture sobre a massa batida e misture delicadamente.
3. Despeje em uma forma untada com a margarina e a farinha de arroz e leve ao forno pré-aquecido até dar o ponto e ficar douradinho: o palito/garfo deve sair seco ao ser espetado.

A fofura toda sem calda...

... e agora com aquela calda clássica de açúcar, achocolatado e margarina... hummm



8 de abril de 2014

Hoje eu trago mais uma resenha de livro. Esse foi um que me encantou primeiro pela capa, depois pela parte gráfica e, quando finalmente parei de babar na encadernação, o conteúdo foi algo que devorei páginas e mais páginas rapidamente.

O livro conta a historia - ou as versões encontradas - de 50 receitas (comidas e bebidas) famosas, seja para quem entende de gastronomia ou até mesmo quem só entende mesmo é de comer.

A linguagem é deliciosa, fácil e clara, mas sem perder o charme de quem está contando uma história - e informativa, leve e que atiça a curiosidade a cada prato. Não é preciso ser nenhum chef formado para se entender sobre o que se está falando, e é estimulante como você passa a conhecer um pouco das épocas,  da historia mundial, da evolução da cozinha e também alguns chefes tão famosos e importantes para a culinária mundial e produção de alimentos - e não falo apenas da haute cuisine - mas sobre os quais nós, pobres leigos, mal ouvimos falar - como Escoffier, Carême... Quem poderia imaginar que partiu de um chefe de cozinha durante o período de guerra a ideia de enlatar os alimentos como forma de preservá-los e facilitar a sua distribuição? Ou que uma atriz certa noite, com um estômago delicado, fosse inspiração para torradas? Ou que Napoleão estivesse por trás do Frango Marengo? Ou o papel de importantes e tradicionais hotéis como o Hitz, Savoy e Carlton para as culinárias francesa e mundial?

Além de maravilhosas e intrigantes histórias, o livro apresenta 50 receitas dos pratos apresentados, algumas originais, outras com a adaptação do autor (uma vez que certas receitas são até hoje mantidas em segredo). Até a nossa feijoada e o acarajé aparecem por lá, contanto histórias surpreendentes mesmo para nós brasileiros. Isso mostra que o autor foi a fundo na pesquisa, tanto na história quando na cultura. Para quem gosta de ler e gosta de culinária, esse é o livro perfeito!

O autor, James Winter, tem uma larga experiência na área de produção de TV e documentários e é apresentador do programa da BBC Saturday Kitchen, no qual convida inúmeros chefs para se apresentarem ao seu lado. Como escritor, esse é o seu segundo livro na área da culinária - e, caso os próximos sigam o mesmo estilo, poderemos contar com ótimos livros!


Vale a pena? SIM, SIM, SIM! Como eu já disse, para quem gosta de ler e de culinária é um livro perfeito - ótimo também para dar de presente. A parte do design e da fotografia é de babar, a qualidade do papel não fica nada  a desejar (gostei ainda mais dele ser fosco e grosso, e não aquele papel tipo fotografia). Capa dura, daquele bom e velho modelo em que as folhas são costuradas, e não coladas. O preço varia de 39,90 R$ a 59,90 R$.

Autor: James Winter / Editora: Melhoramentos / 192 pág. / Publicado no Brasil em 2013.







1 de abril de 2014

Morar em uma cidade com um forte papel da colônia japonesa tem muitos benefícios - um deles é você poder achar facilmente aquelas deliciosas comidinhas, sejam as produzidas aqui mas com a tradição de lá, sejam as vindas de lá mesmo. Sem falar que anualmente tem festival... 

Bom, por aqui em qualquer mercado você consegue achar produtos nipônicos, e até alguns coreanos. Por isso eles se tornam itens comuns de alimentação e saem daquele imaginário em que eles são apenas consumidos nos pratos tradicionalmente orientais. É só pensar que a criatividade do brasileiro (ou burajirujin, como somos chamados por lá pelos nihonjin, japoneses) afeta tudo no que colocamos a mão, e mesmo mantendo certas tradições ainda muita coisa escapa por entre os dedos e se modificam como se tivessem ganhado vida própria. 

Tudo isso para dizer que eu enfiei o kani-kama no salpicão. E junto com a pera ficou uma coisinha maravilhosa! O kani-kama (カニカマ) é um processado de peixe em forma de bastões com a parte externa avermelhada ou rosada e com sabor artificial de caranguejo. Pode ser comido frio (já é cozido), por isso é comum em saladas e sempre acaba aparecendo nos oniguiri (bolinhos de arroz) ou no sushi. Tem um gosto suave e adocicado, uma delicinha! Mas vamos lá para a receitinha de hoje... Optei pela pera não só pela falta de abacaxi em casa (sejamos sinceros), mas porque o sabor suave e levemente adocicado da pera casa melhor com o sabor do kani do que o cítrico do abacaxi - e ela ainda fica mais suculenta do que a maçã, e menos ácida do que a maçã verde. Vale a pena provar!

Ingredientes:
  • 1 cenoura bem grande ralada
  • 1 pera cortada em cubinhos pequenininhos
  • 1 lata de ervilha
  • 1 lata de milho
  • 1/2 vidro de palmito picadinho
  • 5 bastões de kani-kama cortado em rodelinhas
  • 4 colheres de maionese
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • 1 limão
  • 3 colheres de cebolinha picadinha
  • azeite
  • orégano
  • sal
  • batata palha (quanto baste)

1. É um prato bem difícil de fazer: misture a cenoura, a pera cortadinha, ervilha, milho, palmito, kani-kama. Depois junte a maionese, creme de leite, tempere com o limão, sal e azeite, junte a cebolinha e o orégano e pronto. Na hora de servir é só cobrir com a batata palha e está prontinho! 

Já aprendi a pedir: Anou... kani-kama wo kudasai! (Psiu... kani-kama, por favor!) kkk me perdoem e corrijam se estiver errado...

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